quinta-feira, 29 de agosto de 2013

UM POUCO MAIS DE LÁGRIMAS


Estávamos abraçados, meu filho e eu. Depois que ele adormeceu peguei o celular e fui ler meus emeios. Fernando, Gustavo e Ana me emocionaram demais com os recentes comentários aqui no blogue. Chorei um pouco mais...

De novo, a forte, intensa e dolorosa saudade da Xanda. Hoje, sem querer acessei o blogue Ipsis Litteris e li as palavras escritas pra ela. E lá se vão 6 meses sem os lindos cachos passando pelas rampas da universidade. Chorei um pouco mais...

Voltei a sofrer por estar longe dos meus amigos devido à já mencionada noutros textos falta de tempo. "Mas a gente precisa arranjar um tempo pra se ver, né?... ". Precisamos de verdade. Chorei um pouco mais...

Meu aniversário está chegando. Queria fazer um churrasco bacana pra rever e misturar as pessoas que me fazem bem. Mas falta o dinheiro, pois o qual recebo mensalmente tem destino certo. Mais uma coisa pra me entristecer. Cairá num sábado. De repente almoço fora com alguns familiares, vou a um samba à noite com meu irmão Bruno, ou passo o dia em casa e saio apenas para a missa das 17h. Chorei um pouco mais...

Tenho sim motivos pra sorrir, todos os dias inclusive: a vida do meu filho,  uma família bonita, oportunidade de estudo e de trabalho, amigos verdadeiros, amigas felizes com seus companheiros e prestes a se casar... No entanto, conviver com algumas pessoas, ver algumas coisas, não poder realizar algumas vontades, sentir-me sozinha têm machucado muito. Choro um pouco mais...

Choro um pouco mais, peço perdão a Deus, entrego minha vida a Ele e tento dormir.


15/08/13.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DESISTIR É A SOLUÇÃO


Desisto de tentar entender o que se passa em sua mente quando sou eu o tema.
Desisto de acreditar em você.
Desisto de tentar aceitar a sua bipolaridade e superar suas mentiras.
Desisto de tentar separar o que você foi do que você se tornou.
Desisto de ter o mínimo de consideração por você.
Desisto de permitir a sua entrada na minha vida desse jeito.
Desisto de só lhe proporcionar o que é bom em mim, o que sei que você gosta e lhe faz um enorme bem.
Desisto de lhe dar atenção e responder-lhe de imediato.
Desisto de conceder-lhe minha disponibilidade.
Desisto de preocupar-me com você, de tentar ajudar nos problemas que são somente seus.
Desisto dos beijos, abraços, carinhos e risadas.
Desisto de suportar as consequências com maturidade ou fingimento.
Desisto do vai e vem.
Desisto de dar ouvidos a qualquer coisa que ainda sinta por você.
Desisto de perder tempo pensando em possibilidades.
Desisto de ser bacana, compreensiva.
Insisto em dizer não.
Insisto em ser grosseira.
Insisto em sufocar o desejo.
Insisto em não ultrapassar os limites da educação.
Insisto em só lhe ver quando inevitável for.
Insisto em só falar o necessário.
Insisto em apagá-lo da minha vida.



08/08/13.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DESABAFO [3]

Que dia ruim, meu Deus! Quanta tristeza, frustração, medo... Principais motivos: o ser humano, o lugar onde estudo. Rezei, chorei, implorei socorro, chorei mais um pouco, lavei o rosto, respirei e voltei pra “aula”.

Está difícil, muito mais que minha imaginação um dia pensou... Tento não contaminar os colegas da turma, não penso que seja justo, não enxergo como uma atitude positiva, enriquecedora. No entanto, quando eles tocam no assunto, dão-me brecha. E aí fica mais difícil controlar-me e conter meu desabafo.

Também não quero conversar com os únicos amigos que a universidade me deu até o momento. Também eles estão tristes por razões semelhantes e outras díspares, mas que também me afetam e me entristecem.

Olho para a maior parte dos professores que tive e tenho, fecho os olhos, e peço a Deus com toda força que tenha misericórdia de mim e me livre de qualquer chance de ser como eles. Fico apavorada só de pensar na possibilidade de um dia algum aluno meu sentir por mim o que sinto por esses professores.

Não quero perder o que de mais humano possuo: respeito ao outro. Não quero que meus alunos pensem que o que mais importa são o meu sobrenome, minha titulação (que provavelmente não passará de graduada) e meu currículo lattes (que certamente não terá tantas páginas). Desejo que eles convivam comigo, que se sintam à vontade para aproximarem-se de mim, que sintam que podem me olhar nos olhos. E que percebam que o mais relevante é lutar por nossas conquistas com humildade e sem pisar em ninguém, sem desprezar o que é importante para o outro. Que eles sintam prazer em estudar, que eles se sintam bem nas minhas aulas, que não seja um sacrifício prestar atenção na minha fala.

Está cada vez mais difícil acordar cedo para ir à faculdade e permanecer lá. Claro que seria muito pior sem os colegas e raros professores que só me causam boas sensações e alimentam meus sonhos. Entretanto, o lado ruim é tão intenso, bruto, duradouro...

“Faço das tripas o coração” para dar força à minha amiga, para que ela não perca a esperança de dias melhores, para que ela não desista da graduação justo agora na reta final. E é muito difícil pra mim porque também estou sofrendo, também sinto cada vez mais vontade de desistir, ainda que tanta coisa importante e tantas pessoas significativas estejam envolvidas.

Não basta a angústia de ter de trabalhar, de depender do meu salário, de ter muitos textos para ler sem tempo hábil, de querer ser muito mais participativa na universidade – grupos de pesquisas, programas, monitorias, etc. – e não poder, de ter de administrar: ser mãe solteira, trabalho e estudos intensos, de querer fazer outros cursos e não ter como. Além de tudo isso, ainda tenho de conviver com a falsidade, a irresponsabilidade, o deboche, o descaso, odescompromisso, a soberba, a hipocrisia, a mentira, a injustiça, o egoísmo e a desonestidade de professores e alunos diariamente.

Como dói, Jesus!... O Senhor presenciou minha reação ao ver meu nome na lista de convocados para realizar a matrícula. O Senhor sabe como sonhei que seria esta graduação. O Senhor viu como eu me senti nos dois primeiros períodos. E agora, na metade do curso, meu coração se aperta, se aflige, angustiado por ter de suportar até 2015. Estou sendo pessimista, muito negativa, entregando os pontos? Perdoe-me, mas não gosto de fingir.

Tenho ciência de que nem tudo é como desejamos, sonhamos, mas precisava ser tão negativamente diferente assim de tudo que eu quis?

Se não fosse minha fé já teria jogado a toalha. É demasiadamente ruim permanecer num ambiente que não lhe proporciona felicidade...

Fico imaginando se os colegas também enxergam e sentem como eu vejo e sinto...

E está piorando, cada período mais pesado que o anterior...

Só Deus para nos ajudar, nos fortalecer, nos proteger de qualquer contaminação.

Que Nossa Senhora nos acolha, nos acaricie e fique conosco a todo instante desta dura e infeliz caminhada!

Que Jesus Cristo aumente a nossa fé e renove a nossa esperança!

Amém. Amém. Amém. Amém.

Adendo: precisamos acreditar que dias melhores virão...



02/08/13.