quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CONTRADIÇÃO HUMANA

Como é possível amar Deus, respeitá-lo, acreditar nEle, temer-lhe e, ainda assim, sentir raiva, vontade de desistir das pessoas, descrer na transformação, no melhor da humanidade?

Continuar manuseando o bem e o mal que há em mim ou perdurar na ilusão da esperança em ser mais otimista, confiante? Será mesmo uma quimera?

Acreditar que dentro de mim – ser ínfimo – há uma reles proximidade da maternidade de Maria ou conviver com minha limitação humana de ser mãe?

Onde buscar o fogo necessário para reacender a chama que me asseverava a existência do amor, do respeito e da lealdade entre um homem e uma mulher?

Para que acreditar na misericórdia divina, crer no poder curador de Jesus, divulgar a intercessão de Nossa Senhora e continuar com medo, frágil? Trata-se de mais uma contradição? Lamentavelmente sim.

Quase sem respostas, circundada de dúvidas hiperbólicas, pensando, sentindo e dizendo cousas opostas, e repetindo diariamente: “vida que segue!”

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