Afinal ser pai é
o quê? Cabe a quem? Você não é. Ele também não. Que maldade! Quanta dor! Pai é
quem faz. Pai é quem cria, ama e participa. Não importa! É difícil ter certeza,
afirmar com exatidão. Mas é pertinente a assertiva de que vocês, ah, vocês pais
não são. A dor? Esta pertence à mãe que, além de gestar e gerar, ama, cuida,
acompanha e orienta, até o momento sem ninguém pra dividir as emoções e as
preocupações. A dor do filho também há. Pois ele crescerá e perceberá que não
tem pai. Verá que o pai vive mas não se faz ouvir, ver, sentir. Um dia tudo
pode mudar. Ou pode ao menos ser explicado e, se possível, compreendido. No
entanto, há a possibilidade de tudo permanecer como está. E isso é triste. Mas
se outros sobreviveram, eles sobreviverão.
Lugar de bastante amor, reflexão e uma pitada de angústia. Tentativa de mais otimismo, esperança e alteridade que pessimismo.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
RETORNO
Voltar é
preciso.
Voltar a este espaço.
Talvez o único espaço
que a mim pertença.
Voltar a escrever.
Voltar a desabafar
com a ajuda das palavras.
Estas que encantam,
comovem,
magoam,
marcam.
Voltar a acreditar
num futuro bom.
Voltar a sorrir mais que sofrer.
Voltar a viver
e deixar mais distante
os pensamentos noturnos,
angustiantes.
Pensamentos estes
que me roubam o sono
e impedem a paz.
É hora de pegar o primeiro retorno
e retomar a escrita
e a música.
Recuperar a esperança e a fé.
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