segunda-feira, 6 de julho de 2015

PERDAS

Algo se perdeu. E não precisou chegar alguém novo para que isso acontecesse, pois já não falavam a mesma língua. Em algum momento os idiomas deixaram de ser os mesmos e não houve quem fizesse a tradução para que a perda fosse evitada. Sobreviveram. Graças a Deus e à intercessão da Virgem Maria, sobreviveram!

O lamento é realmente pela perda, pela ausência, pela saudade que machuca e pela sensação de que talvez tudo tenha se perdido por conta das belas e traiçoeiras palavras, por conta da falida interpretação de textos, esta que os professores não conseguem explicar e os alunos compreender.

O que fica? Boas lembranças, algumas dolorosas, é verdade, mas ainda assim boas. As longas conversas em shopping's e restaurantes. A troca de segredos e energias saudáveis; as confidências que para o túmulo certamente serão levadas, mas nem por isso arrancadas da memória de quem os viveu. Resta também a recordação das lágrimas e as mensagens e emeios, que vez em quando são relidos.


O que se perdeu é sabido mas talvez irrecuperável. Quem sabe? Só Deus! Que fiquem bem! Que sejam fortes! E que jamais lhes faltem amor e amigos! Amém.





24/03/14

SEM TÍTULO [7]

Seria tão mais bonito e benéfico escrever sobre Nossa Senhora de Fátima. Ou atenderia melhor às expectativas de alguns conhecidos se hoje eu escrevesse sobre a Abolição da Escravatura. Mas aos 16 anos minha então professora de Língua Portuguesa, a dona Mary, me disse: "Você parece que gosta de sofrer, menina!". Foi num outro contexto mas para o que estou sentindo e pensando hoje e agora, às 19h55, a fala dela se faz bastante adequada, infelizmente.




13/05/14

TEXTO INACABADO

Sentido-me boba, triste, ciumenta... Está tudo foda! Não quero que tenham pena de mim! Não quero ser poupada de nada! Mas sei que tenho o direito de não conseguir ser forte o tempo todo. Ninguém o é, ninguém! E eu não tenho essa pretensão!

Queria matar esta necessidade de dar explicações pra tudo! Que troço cansativo! As pessoas não me dão explicações de nada. Não se preocupam com o que estou pensando. Que idiotice! Que maneira de amar é esta? Parece tão individual quanto um idioleto!

Que meus sentimentos não tenham qualquer fundamento e que meus pensamentos estejam todos incorretos. Será menos uma dor. Cansada das dores, das minhas e dos outros. É redundante, óbvio, dane-se, dói mesmo, dói demais. E não quero mais tanta dor todos os dias.

O texto está ruim. Sei disso. Entretanto, esse texto é meu. Não está sendo uma leitura agradável? Então pare de fazê-la. Não há razão para pedir desculpas porque não se trata de grosseria. Saco cheio não é sinônimo de grosseria.


Já são quase 1h da manhã e não fiz quase nada do que deveria por falta de ânimo e também por culpa do choro que ficou preso o dia inteiro, mas finalmente obteve a liberdade há poucos minutos.




outubro/14