Não
garanto que compreendam o que eu realmente desejo porque se há algo que fazemos
precariamente é oferecer garantias
de seja lá o que for a alguém... Infelizmente! No entanto, aqui nesse espaço me
sinto livre para dar às palavras o poder que só compete a elas de fato e não
espero que concordem, não é necessário. Creio tanto nessa liberdade que a
escrita particular me proporciona que escrevo em 1ª pessoa mesmo.
Só
para ratificar: na verdade, a única coisa que verdadeiramente espero e quero
nessa vida tão bela e fortemente conturbada que experimentamos dia após dia é amar e ser amada da maneira mais genuína e
simples possível, por meu filho, minha família, meu namorado, meus amigos e
meus alunos. É almejar demais? Discordo! E se for, em se tratando de Carolina
da Hora tudo é demais à vera.
Para me referir diretamente ao título desse texto, o número
é a fim de indicar que este foi o segundo 12 de junho que passei namorando o Diego.
Dessa vez, no entanto, fiz tudo diferente. Fui de encontro ao que normalmente
eu realizaria e isto ocorreu por motivos que talvez para uns não possam ser
considerados justificativas aceitáveis. (Não se esqueçam, porém, de que a
intenção aqui não é persuadir quem me lê, é ser liberta.)
Na
1ª vez, fiquei ansiosa, passei os dias numa contagem diante de calendários de
tirar o sono, comprei presente e investi pesado na inimiga expectativa. Caiu
numa segunda-feira mas eu já trabalhava até as 21h30 como até hoje acontece graças
a Deus. Todavia, no domingo anterior conforme previamente combinado,
passaríamos tarde e noite na casa de uma prima minha com mais dois casais de
primos também meus em comemoração à data (para mim, bastante significativa). A
dona da casa fez uma bela decoração, comprou quitutes maravilhosos e tinha até
lembrancinhas para os casais. Tudo em vão! Os rapazes não compareceram; cada um
por uma razão. O meu namorado, entretanto, que até poucos minutos antes
apareceria de bicicleta, disse-me apenas que não estava bem para sair de casa ou
algo desse tipo. Consegui segurar o choro até uma hora da manhã mais ou menos,
quando então retornei a casa e desabei, com direito à falta de ar e dor no
peito porque eu só faço serviços completos (riso).
No
dia seguinte, portanto, chegou o famoso doze de junho e com ele surgiu a
possibilidade de eu sair do trabalho - em Nova Iguaçu - às 20h e não mais às
21h30. Juntamente a isso, meu namorado me fez uma nova promessa: disse-me que
estaria a me aguardar na estação de Marechal Hermes. Eu, ainda com o coração bastante
dolorido, tentei, porém sem sucesso, avisar-lhe que sairia mais cedo. Foi então
que me deparei com a dura realidade de que eu havia levado um segundo bolo daquele
cara. Que dor, meu Deus!... Foi a 1ª vez que desejei, depois de 7 anos do fim
do meu último relacionamento, estar solteira. Por quê? Na minha cabeça, não
fazia o menor sentido ter alguém e viver dois dos piores dias da minha vida
amorosa por culpa dessa pessoa.
Nos
minutos finais daquela terrível segunda-feira, ele me pediu desculpas.
Obviamente, foi em vão já que eu precisava mesmo era de um remédio que findasse
de imediato a tremenda dor que tomava conta do meu ser e isto ele não tinha.
Dias
depois, todavia na mesma semana, encontramo-nos no mesmo local onde nos vimos
pela 1ª vez. Conversamos, choramos, ele queria um tempo e quase terminamos.
Poucas vezes me recordo disso pois sempre surge uma lágrima intrusa. Ele me
explicou o porquê de não ter comparecido no domingo e as razões que o levaram a
me pedir o insuportável "tempo". Ouvi atentamente, compreendi,
entretanto retruquei, rebati. Argumentei com total emoção, me expus, dei minha
cara a tapa 100% despida de meias palavras. E, com muita firmeza (e apavorada
com a possibilidade de ele não mudar de ideia), evidenciei os critérios que me
motivavam a discordar dele em muitas colocações feitas, a lutar por nós, a não
desistir de seguir ao lado dele como namorada, amiga, parceira. Ufa, que
sufoco! Mas, consegui, tenho conseguido. Em seguida, fomos finalmente à casa da
prima que havia feito a comemoração no domingo precedente.
Hoje,
13 de junho de 2018, estamos perto de completar um ano e dois meses de namoro.
Outras situações passamos após o quase término que também me arrancaram muitas
lágrimas, que me causaram dor, provocaram-me medo do futuro, mas continuo aqui
por uma razão bem elementar: amo-o como inúmeras vezes estive certa de que
possível não seria mais nesta vida.
E
por que à época do nosso 1º ano de namoro e também agora, na passagem do dia
dos namorados, eu não planejei surpresas e nem comprei presentes como fiz na
ocasião do aniversário dele? Se só pudesse responder com uma palavra, seria: trauma!
Posso, entretanto, aprofundar-me com frases inteiras. (Não se esqueçam de que a
intenção aqui não é persuadir quem me lê, é ser liberta.)
Não
guardo mágoas não porque eu sei que só farão mal a mim, mas o 12 de junho de
2017 foi tenebroso, ruim demais, feriu-me com força e resquícios há; é inegável.
Além disso, temos experimentado, algumas vezes na nossa relação, circunstâncias
bastante desnecessárias que me incomodam muito, ora doem, me machucam e me
entristecem. Todavia, é importante ressaltar e elucidar que absolutamente nada disso diminui um
milímetro sequer do meu amor por ele. Mas, inevitavelmente, todas essas
ocorrências têm como consequência minha falta de vontade de presentear,
surpreender, criar momentos inesquecíveis para ele, por ele e, por conseguinte,
para mim, por mim... por enquanto.
Diariamente,
peço a Deus que nos abençoe, ilumine nossas mentes, nos ajude a pensar antes de
falar e/ou agir, nos dê paciência e aumente nosso amor e nossa união. E tudo
isso dentro e fora do nosso relacionamento uma vez que o exterior influencia
sim (às vezes diretamente) a nossa história.
No
que diz respeito ao Dia dos Namorados 2, deu tudo mais do certo: ele me mandou
vídeos lindos nas redes sociais, apareceu de surpresa no meu trabalho, me deu
dois presentes lindos e jantamos uma pizza deliciosa. Hoje eu queria muito ter
ficado com ele, ter beijado os lábios mais gostosos que os meus já tocaram em
31 anos de existência, ter sentido o calor da pele e deitado naquele peito que faz com o que eu me sinta
a mulher mais amada, feliz e segura da Face da Terra, mas não deu, não foi
possível, não aconteceu. Ele está lá (no Méier) e eu aqui (em Bento Ribeiro).
Nossos corpos estão separados mas meu coração está com ele, todos os meus
pensamentos têm a presença dele. Para mim, não é o bastante pois quero sempre
mais, desejo sempre mais, sonho sempre mais. Saber, porém, que sou capaz de amar dessa maneira, que anseio me tornar
mulher dele, ajuda-me a sobreviver à ausência, à saudade, à querência, à
distância.
Agradeço
a Deus por ter posto Diego no meu caminho! Agradeço também por nos ajudar a não
desistir de nós mesmo quando falamos ou fazemos algo que chateia um ao outro.
Obrigada,
amor, por me dar muito mais motivos para ficar... contigo!
Te
amo, meu preto!
