quarta-feira, 13 de junho de 2018

Dia dos Namorados 2

 

Não garanto que compreendam o que eu realmente desejo porque se há algo que fazemos precariamente é oferecer garantias de seja lá o que for a alguém... Infelizmente! No entanto, aqui nesse espaço me sinto livre para dar às palavras o poder que só compete a elas de fato e não espero que concordem, não é necessário. Creio tanto nessa liberdade que a escrita particular me proporciona que escrevo em 1ª pessoa mesmo.
         Só para ratificar: na verdade, a única coisa que verdadeiramente espero e quero nessa vida tão bela e fortemente conturbada que experimentamos dia após dia é amar e ser amada da maneira mais genuína e simples possível, por meu filho, minha família, meu namorado, meus amigos e meus alunos. É almejar demais? Discordo! E se for, em se tratando de Carolina da Hora tudo é demais à vera.
         Para me referir diretamente ao título desse texto, o número é a fim de indicar que este foi o segundo 12 de junho que passei namorando o Diego. Dessa vez, no entanto, fiz tudo diferente. Fui de encontro ao que normalmente eu realizaria e isto ocorreu por motivos que talvez para uns não possam ser considerados justificativas aceitáveis. (Não se esqueçam, porém, de que a intenção aqui não é persuadir quem me lê, é ser liberta.)
         Na 1ª vez, fiquei ansiosa, passei os dias numa contagem diante de calendários de tirar o sono, comprei presente e investi pesado na inimiga expectativa. Caiu numa segunda-feira mas eu já trabalhava até as 21h30 como até hoje acontece graças a Deus. Todavia, no domingo anterior conforme previamente combinado, passaríamos tarde e noite na casa de uma prima minha com mais dois casais de primos também meus em comemoração à data (para mim, bastante significativa). A dona da casa fez uma bela decoração, comprou quitutes maravilhosos e tinha até lembrancinhas para os casais. Tudo em vão! Os rapazes não compareceram; cada um por uma razão. O meu namorado, entretanto, que até poucos minutos antes apareceria de bicicleta, disse-me apenas que não estava bem para sair de casa ou algo desse tipo. Consegui segurar o choro até uma hora da manhã mais ou menos, quando então retornei a casa e desabei, com direito à falta de ar e dor no peito porque eu só faço serviços completos (riso).
         No dia seguinte, portanto, chegou o famoso doze de junho e com ele surgiu a possibilidade de eu sair do trabalho - em Nova Iguaçu - às 20h e não mais às 21h30. Juntamente a isso, meu namorado me fez uma nova promessa: disse-me que estaria a me aguardar na estação de Marechal Hermes. Eu, ainda com o coração bastante dolorido, tentei, porém sem sucesso, avisar-lhe que sairia mais cedo. Foi então que me deparei com a dura realidade de que eu havia levado um segundo bolo daquele cara. Que dor, meu Deus!... Foi a 1ª vez que desejei, depois de 7 anos do fim do meu último relacionamento, estar solteira. Por quê? Na minha cabeça, não fazia o menor sentido ter alguém e viver dois dos piores dias da minha vida amorosa por culpa dessa pessoa.
         Nos minutos finais daquela terrível segunda-feira, ele me pediu desculpas. Obviamente, foi em vão já que eu precisava mesmo era de um remédio que findasse de imediato a tremenda dor que tomava conta do meu ser e isto ele não tinha.
         Dias depois, todavia na mesma semana, encontramo-nos no mesmo local onde nos vimos pela 1ª vez. Conversamos, choramos, ele queria um tempo e quase terminamos. Poucas vezes me recordo disso pois sempre surge uma lágrima intrusa. Ele me explicou o porquê de não ter comparecido no domingo e as razões que o levaram a me pedir o insuportável "tempo". Ouvi atentamente, compreendi, entretanto retruquei, rebati. Argumentei com total emoção, me expus, dei minha cara a tapa 100% despida de meias palavras. E, com muita firmeza (e apavorada com a possibilidade de ele não mudar de ideia), evidenciei os critérios que me motivavam a discordar dele em muitas colocações feitas, a lutar por nós, a não desistir de seguir ao lado dele como namorada, amiga, parceira. Ufa, que sufoco! Mas, consegui, tenho conseguido. Em seguida, fomos finalmente à casa da prima que havia feito a comemoração no domingo precedente.
         Hoje, 13 de junho de 2018, estamos perto de completar um ano e dois meses de namoro. Outras situações passamos após o quase término que também me arrancaram muitas lágrimas, que me causaram dor, provocaram-me medo do futuro, mas continuo aqui por uma razão bem elementar: amo-o como inúmeras vezes estive certa de que possível não seria mais nesta vida.
         E por que à época do nosso 1º ano de namoro e também agora, na passagem do dia dos namorados, eu não planejei surpresas e nem comprei presentes como fiz na ocasião do aniversário dele? Se só pudesse responder com uma palavra, seria: trauma! Posso, entretanto, aprofundar-me com frases inteiras. (Não se esqueçam de que a intenção aqui não é persuadir quem me lê, é ser liberta.)
         Não guardo mágoas não porque eu sei que só farão mal a mim, mas o 12 de junho de 2017 foi tenebroso, ruim demais, feriu-me com força e resquícios há; é inegável. Além disso, temos experimentado, algumas vezes na nossa relação, circunstâncias bastante desnecessárias que me incomodam muito, ora doem, me machucam e me entristecem. Todavia, é importante ressaltar e elucidar que absolutamente nada disso diminui um milímetro sequer do meu amor por ele. Mas, inevitavelmente, todas essas ocorrências têm como consequência minha falta de vontade de presentear, surpreender, criar momentos inesquecíveis para ele, por ele e, por conseguinte, para mim, por mim... por enquanto.
         Diariamente, peço a Deus que nos abençoe, ilumine nossas mentes, nos ajude a pensar antes de falar e/ou agir, nos dê paciência e aumente nosso amor e nossa união. E tudo isso dentro e fora do nosso relacionamento uma vez que o exterior influencia sim (às vezes diretamente) a nossa história.
         No que diz respeito ao Dia dos Namorados 2, deu tudo mais do certo: ele me mandou vídeos lindos nas redes sociais, apareceu de surpresa no meu trabalho, me deu dois presentes lindos e jantamos uma pizza deliciosa. Hoje eu queria muito ter ficado com ele, ter beijado os lábios mais gostosos que os meus já tocaram em 31 anos de existência, ter sentido o calor da pele e deitado naquele peito que faz com o que eu me sinta a mulher mais amada, feliz e segura da Face da Terra, mas não deu, não foi possível, não aconteceu. Ele está lá (no Méier) e eu aqui (em Bento Ribeiro). Nossos corpos estão separados mas meu coração está com ele, todos os meus pensamentos têm a presença dele. Para mim, não é o bastante pois quero sempre mais, desejo sempre mais, sonho sempre mais. Saber, porém, que sou capaz de amar dessa maneira, que anseio me tornar mulher dele, ajuda-me a sobreviver à ausência, à saudade, à querência, à distância.
         Agradeço a Deus por ter posto Diego no meu caminho! Agradeço também por nos ajudar a não desistir de nós mesmo quando falamos ou fazemos algo que chateia um ao outro.
         Obrigada, amor, por me dar muito mais motivos para ficar... contigo!




         Te amo, meu preto!