quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TUDO MENTIRA MAS TUDO VERDADE

Queria tanto parar de chorar por você.
Parar de sofrer por não tê-lo ao meu lado.
Não mais me lembrar de nós...

Queria tanto não sentir falta de ar.
Acordar e este amor não mais existir.
Ficar um dia inteiro sem tentar descobrir
onde e como você está...

Queria tanto pronunciar seu nome
sem meu coração disparar.
Apagar suas fotos
e jogar fora seu cordão.

Queria tanto não sentir mais dor.
Não pensar em você ao olhar um blusão nas vitrines
Esquecer todas as vezes que nos amamos...

Queria tanto não querer saber de você.
Não me preocupar com você.
Não sentir saudade...

Queria tanto que a falta do seu olhar, seu cheiro,
seu beijo, seu calor sumisse e me deixasse respirar...
Que alguém me provasse que é possível amar
mais de uma vez na vida.

Tudo mentira!
Queria mesmo era você comigo!

Queria ligar para você e encontrá-lo para que nos amássemos
como daquela vez, naquele lugar...
Queria tocar seu rosto, beijar sua boca
e gritar o meu amor por você...

Queria compartilhar momentos, conquistas,
sabores, sonhos...
Ter um filho seu, fruto do nosso amor intenso,
que fazia nossos corpos ficarem molhados,
nossa respiração ofegante
e nossos corações transformando-se em apenas um...

Tudo verdade!
Queria mesmo você ao meu lado pra sempre,
o pra sempre que nunca acaba,
pois nem a morte é capaz de me separar de você, meu amor ...
Nem a morte.











SEM TÍTULO [4]

Falei em você de novo, do meu amor, do nosso jeito de amar... Tão bom é falar em nós, lembrar você, mas dói tanto saber que não há eu e você, que não haverá...

Estava escutando esta música que gosto e lembrei-me de quando eu dizia que com você eu fazia amor a qualquer hora e em qualquer lugar...Que saudade, meu magrinho gostoso!...

Espero que esteja tudo bem, tudo em paz...


VOZ E VIOLÃO
Composição: Ana Carolina

Eu faço samba e amor a qualquer hora
Eu faço samba e amor a qualquer hora

De madrugada tem batucada, eu to a fim e você
Fica parado eu não agüento, eu não agüento
Não quero viver a exemplo da vida dos Santos
Eu não moro em São Francisco, eu não moro em São Francisco

E você faça de mim um instrumento de Tua paz
E sabe do que mais, eu sou como o tambor que ressoa
Mais dentro dele que da pessoa

Eu faço samba e amor a qualquer hora (por que não agora)
Eu faço samba e amor a qualquer hora (por que não agora)

Eu não posso perder você
Como quem perde um real e não nota, não vê
Como quem perde um real e não nota, não vê
Sem querer pisei num despacho e saí cantando Geraldo Pereira
Mas sem querer, eu pisei num jardim e saí cantando Noel Rosa
Mas sem querer, eu pisei num jardim e saí cantando Noel Rosa

E você faça de mim um instrumento de Tua paz
E sabe do que mais, eu sou como o tambor que ressoa
Mais dentro dele que da pessoa
E sabe do que mais, eu sou como o tambor que ressoa
Mais dentro dele que da pessoa

Eu tenho você no coração
Ficar sozinho é pra quem tem coragem
Ficar sozinho é pra quem tem coragem
Eu vou ler meu livro Cem Anos de Solidão
Eu vou ler meu livro Cem Anos de Solidão
E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão
E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão
E nada melhor que ficar a sós com violão e voz

 





27.02.13

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

RESPOSTA SIGNIFICATIVA

"Até hoje pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?
Intelectuais se aprumam, pigarreiam, começam a responder dizendo "Vejam bem..." e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável.
Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento."

Martha Medeiros



Finalmente uma resposta neste lugar um tanto incompleto - se é que seja possível e bom ser completo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

SENSAÇÃO

Passei o dia pensando que você estava terminando mais um ciclo do tratamento, daqueles que deixavam sua mente cheia de química e com mais vontade de viver. E que na próxima semana ou no máximo em 30 dias a encontraria na nossa universidade ou atravessando aquele terreno em frente com seus lindos cachos ao vento.
Comentei com Juan sobre esta sensação esquisita de que você está perto, presente e descobri que, embora tenha visto você na quinta-feira pretéria naquele lugar, daquele jeito, minha ficha não quer cair...

Desculpe-me se incomodo, mas gostava tanto dos nossos papos... Ainda ando bastante chateada com as mesmas coisas do nosso campus, principalmente nossa matriz curricular; precisava de um pouquinho da sua energia e confiança - abusada eu não é?! (risos). Estou sendo egoísta?

Como é bom recordar que muitas vezes nos abraçamos, trocamos carinhos e boas risadas... É um deleite evocar os momentos que a abracei forte e disse ter sentido saudade de ouvi-la me chamando de flor e da sua agitação nas rampas.

Hoje, a Ana me chamou de flor e lembrei-me de você dizendo que tinha ciúmes de mim com ela, lembra-se? Rimos bastante! Você disse também que não tinha como não se apaixonar por ela e por Fernando.

Sei que está protegida por alguém profundamente especial, mas saiba que você faz falta para muita gente por aqui...

Beijão, Flor.

18/02/13.




 
                    Composição: Renato Russo / Flávio Venturini                       

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

SÓ JESUS!

"Assim fala o Senhor, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia... O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão." (parte do livro de Is, 58)

Incendeia minha alma


Espírito Santo vinde
orar em mim!
Espírito Santo vinde
orar em mim!

Espírito Santo vinde
falar em mim!
Espírito Santo vinde
falar em mim!

Vinde curar, vinde libertar
nossos corações de toda opressão.
Vinde transformar, vem incendiar
traz fogo do céu nesse lugar.

Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma, Senhor!
Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma, Senhor!
Espírito Santo vinde
orar em mim!
Espírito Santo vinde
orar em mim!

Espírito Santo vinde
falar em mim!
Espírito Santo vinde
falar em mim!

Vinde curar, vinde libertar
nossos corações de toda opressão.
Vinde transformar, vem incendiar
traz fogo do céu nesse lugar.

Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma, Senhor!
Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma!
Incendeia minha alma, Senhor!
 
 
Composição: Ministério Excelsis
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

QUASE UMA RESPOSTA

tudo coberto por largos e brancos lençóis

meu cadinho tem andado vazio. portas e janelas fechadas. móveis cobertos por largos e brancos lençóis. trancado e silencioso como a casa no lago, que fica todo o ano fechada e só respira ar puro no início do verão, quando se vê invadida por risadas, latidos e uma constante corrente de ar.

não fechei meu cadinho por não gostar dele. não! pelo contrário, é aqui que sou mais eu, livre e feliz. esse é meu recôncavo, meu santo amaro, minha rua do ouvidor, minha abbey road, meus rododendros. tenho vindo pouco porque a vida me engoliu!

ando escrevendo, mas nada que valha ser divido. meus pensamentos andam embotados de química, de medos. confusos. crus. talvez um dia eu os traga pra cá, os arrume nas estantes e os leia. mas nesse momento eu os escondi até de mim!

passarei mais uns dias sem passar por aqui. mas eu volto logo.

Por Alexandra Moraes (Xanda).


Não quero permitir que a vida me engula, embora sinta-me invadida por ela, por mais esquisito que pareça.

Muito tem sido escrito, mais ainda sentido e chorado. E só agora entendo quando Fernando diz que o Adjunto Verbal diz as mesmas coisas e que se torna repetitivo. Se aqui eu publicasse tudo que já foi escrito, nem eu aguentaria ler: amor, dor, saudade, medos, fraquezas, angústias. Sempre as mesmas coisas...

Está tudo engavetado, escondido muitas vezes de mim. É preciso arrumar, reorganizar e verificar se posto ou não. Não por medo, pois aqui não tenho medo de me expor, de sentir e gritar. É estranho, pois este espaço é frio, virtual.

Entendo o que a Flor diz – sim, apenas o corpo se foi. Sinto algo próximo do que ela sentia. Aqui também sou mais eu, mais livre. No entanto, preciso retirar-me por mais algum tempo na tentativa de acabar com toda esta confusão dentro de mim.