"Até hoje pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?
Intelectuais se aprumam, pigarreiam, começam a responder dizendo "Vejam bem..." e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável.
Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento."
Martha Medeiros
Finalmente uma resposta neste lugar um tanto incompleto - se é que seja possível e bom ser completo.
Lugar de bastante amor, reflexão e uma pitada de angústia. Tentativa de mais otimismo, esperança e alteridade que pessimismo.
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Como é possível amar Deus, respeitá-lo, acreditar nEle, temer-lhe e, ainda assim, sentir raiva, vontade de desistir das pessoas, descrer na...
Adorei!!! Linda resposta!!
ResponderExcluirDemais mesmo, minha linda!
ResponderExcluirPara quem deseja alegria, as abstrações poéticas não são bom caminho. Ordinariamente, a arte se origina “da consciência ferida do artista”. Há quem pense, no entanto, que o substantivo ‘alegria’, no Brasil moderno associado semanticamente a rodas de pagode, sexo casual, tevê e redes sociais, remete ao que teríamos de mais medíocre e lamentável. Validado o pensamento, mantém-se a arte ainda perene, como representação maior de resistência. De Galeano para Sarte: “arte como arma de combate” – grito de resistência a um estado de coisas quase catatônico.
ResponderExcluirObrigada pela contribuição, Fernando!
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