sábado, 12 de julho de 2014

"SEM PÉ NEM CABEÇA"

Questiono-me por que ainda fico me perguntando a razão de nunca ter tido uma vaga na sua vida como se você um concurso público do magistério. Separou-se da esposa e uma ou duas semanas começou a namorar uma velha conhecida sua. Levei um susto, chorei, procurei fotos, sofri e nada mudou, nada aconteceu.

Esses dias soube que vocês estão muito bem, que sua mãe gosta muito da sua namorada e, ao olhar para a minha vida, ao pensar no V..., veio à mente que nunca houve espaço para mim na sua vida e que há alguns anos não há espaço para você na minha. A vida que você vive não é a que eu quero para mim e meu filho.

As pessoas me olham espantadas quando digo que quero ter uma filha daqui a uns 4 anos, adotiva ou biológica (dificilmente). Não é fácil mesmo ser mãe solteira, não é gostoso, mas tenho me saído melhor que muitos pensaram. O espanto deve ser por eu estar sozinha há tanto tempo, 5 anos.

Mas esse texto "sem pé nem cabeça" é só para dar uma atenção ao meu coração. Tentativa de colocar no universo das palavras o que sinto, o que penso, o que ouço e vejo.

Chamo de amor o que está em mim há quase 13 anos. Um amor puro que guardo involuntariamente, e que não é platônico. Chamo de amor porque me causa sonho, desejo, dor e pranto.

Eu com 27, você com 31... E quando eu estiver com 30 e você 34, como estaremos? Com quem estaremos? Besteira minha pensar nisso... Às vezes penso que nunca mais nos beijaremos, que nunca mais faremos amor, que nunca mais você ouvirá de mim "eu amo muito você".

Até poucas semanas atrás estava certa de que deveria escrever-lhe uma carta com aproximadamente 4 páginas, mas desisti. Vi seu cordão na minha gaveta semana passada e me reportei para aquele 30 de dezembro - horas de amor intenso. Hoje, sem querer, revi no facebook uma foto em que você está com sua mãe e irmãos - sorriso lindo, apaixonante.

Agora me ocorreu que provavelmente nos veremos na próxima quinta-feira, aniversário da sua irmã. Talvez seja a 1ª vez que a veja com ela, pessoalmente, pois já os vi agarradinhos em fotos. Creio que será como sempre: nos cumprimentaremos, você nos apresentará e eu tentarei manter o máximo de distância de vocês, com o coração disparado, gargalhando alto e bebendo cerveja gelada.

É vida que segue.




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