É por essas e outras que não consigo (não posso) deixar de ser intensa. Mesmo doendo, machucando, ferindo e custando caríssimo. Não dá para eu viver sem intensidade. É inconcebível.
De repente, tudo pode chegar ao fim; seja por uma morte seja por um estado vegetativo de vida. Logo, ao invés de perder tempo (vida), medindo e/ou evitando entregar-se ou não a alguém ou a algo por medo ou orgulho, mergulhar numa relação e/ou situação mesmo sem saber nadar, é melhor, mais sensato e positivo viver intensamente cada minuto das 24 horas diárias, por mais clichê que possa parecer ou que de fato o seja.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. E amar nos mais simplórios detalhes. Amar nas sutilezas, nos detalhes. Amar, indiscutivelmente, nos momentos inoportunos (aparentemente). Amar de forma evidente, acolhedora, envolvente.
Há quem ache besteira, tolice ou, pior, palhaçada tanta rendição, e é por esta razão que fere, machuca, provoca-nos choro. No entanto, o sentimento é seu, o corpo, a sensação e o preço também, então mantenha-se intensamente livre para dedicar-se ao que julga merecer empenho, zelo, paixão. Algumas (poucas) vezes, o (s) outro (s) percebe (m) sua entrega e se sensibiliza (m), fica (m) feliz (es), sente(m)-se importante (s) como, na verdade, você deseja sentir-se.
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