terça-feira, 10 de abril de 2018

JUSTIFICATIVA


É por essas e outras que não consigo (não posso) deixar de ser intensa. Mesmo doendo, machucando, ferindo e custando caríssimo. Não dá para eu viver sem intensidade. É inconcebível.

De repente, tudo pode chegar ao fim; seja por uma morte seja por um estado vegetativo de vida. Logo, ao invés de perder tempo (vida), medindo e/ou evitando entregar-se ou não a alguém ou a algo por medo ou orgulho, mergulhar numa relação e/ou situação mesmo sem saber nadar, é melhor, mais sensato e positivo viver intensamente cada minuto das 24 horas diárias, por mais clichê que possa parecer ou que de fato o seja.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. E amar nos mais simplórios detalhes. Amar nas sutilezas, nos detalhes. Amar, indiscutivelmente, nos momentos inoportunos (aparentemente). Amar de forma evidente, acolhedora, envolvente.

Há quem ache besteira, tolice ou, pior, palhaçada tanta rendição, e é por esta razão que fere, machuca, provoca-nos choro. No entanto, o sentimento é seu, o corpo, a sensação e o preço também, então mantenha-se intensamente livre para dedicar-se ao que julga merecer empenho, zelo, paixão. Algumas (poucas) vezes, o (s) outro (s) percebe (m) sua entrega e se sensibiliza (m), fica (m) feliz (es), sente(m)-se importante (s) como, na verdade, você deseja sentir-se.

(...)

DE REPENTE

Inesperadamente, TUDO acaba,
finda,
finaliza,
chega ao fim.

Surpreendentemente, há a interrupção,
o rompimento,
a separação,
o encerramento.

Lamentavelmente, a vida termina.
Os sonhos? Terminam.
Os maus sentimentos? Terminam.
Os planos? Terminam.

O que fica?
Primeiro, a dor.
Em seguida, a saudade.
Por último, as melhores lembranças.

E o amor?
Ah, este JAMAIS se desfaz!...
Perdura.
Permanece.





Para Aline Peixoto e Rafael de Souza (este, em memória)

A DOIS


A relação entre duas pessoas precisa de tanta coisa importante.. Constrói-se, a meu ver, debruçada em tantos detalhes significativos, que às vezes torna-se minimamente compreensível quando um desiste, joga a toalha.

Enquanto um é intenso, o outro, aos olhos daquele, é demasiadamente tranquilo. Como fazer para encontrar o termômetro, o meio-termo, o tal do equilíbrio? Difícil? Sobremaneira.

Mas... e o tal do amor? Que lugar ele ocupa nessa relação a dois? Que peso ele tem? Como ele ameniza as dificuldades e as diferenças? De que forma ele ajuda saber lidar com a individualidade que existe mesmo dentro de um relacionamento entre dois seres (díspares)?

É necessário encontrar as respostas de todos esses questionamentos para seguir em frente... amando, vivendo, sonhando... Mesmo que por vezes pareça ser perda de tempo.

Vale destacar, inclusive, que esta disparidade entre as duas personalidades pode machucar, e ferir com certa profundidade, ambas as partes. O intenso sente, espera, sonha e deseja demais. E isto trata-se de um problema quando outrem é o oposto da intensidade. É aí que ocorrem a dor, a ferida, a maldita frustração.

Lidar com desejos e pontos de vista por vezes tão distintos é tarefa para gente grande. E em muitos momentos me sinto bem pequena, miúda mesmo. Tempos sem ver, horas sem se falar, viver ocasiões separadamente, tudo isso incomoda bastante o lado profundo da moeda. Para o outro, está tudo na mais perfeita normalidade.

Eis que chega o momento de encontrar o filtro, de pôr o termômetro para funcionar e dar notoriedade ao tal amor previamente mencionado. É nesta hora que escolhas (quase fatais) devem ser tomadas e com máxima sabedoria.

A dois não é fácil viver... Mas não precisa haver facilidades, é necessário apenas que o amor seja verdadeiro e que valha a pena e que seja, verdadeiramente, recíproco.






31.01.18

NOTAS SOBRE ELA...

Ama demais
Sente demais
Deseja demais
Às vezes até delira demais
E, por tudo isso, paga um preço alto demais
No entanto, não gostaria e nem saberia: 
Amar menos
Sentir menos
Desejar menos
O preço?
Inevitável
Assim como a dor que vez em quando a visita
Mas, esta dor é opcional
E, por esta razão, passageira
Conclusão!
Continuará:
Amando demais
Sentindo demais
Desejando demais
E vendendo tudo para permanecer pagando os altos preços devido à intensidade que rege a vida dela
Porque ainda assim ela vive momentos inesquecivelmente felizes e repletos de amor





22.01.18