terça-feira, 10 de abril de 2018

A DOIS


A relação entre duas pessoas precisa de tanta coisa importante.. Constrói-se, a meu ver, debruçada em tantos detalhes significativos, que às vezes torna-se minimamente compreensível quando um desiste, joga a toalha.

Enquanto um é intenso, o outro, aos olhos daquele, é demasiadamente tranquilo. Como fazer para encontrar o termômetro, o meio-termo, o tal do equilíbrio? Difícil? Sobremaneira.

Mas... e o tal do amor? Que lugar ele ocupa nessa relação a dois? Que peso ele tem? Como ele ameniza as dificuldades e as diferenças? De que forma ele ajuda saber lidar com a individualidade que existe mesmo dentro de um relacionamento entre dois seres (díspares)?

É necessário encontrar as respostas de todos esses questionamentos para seguir em frente... amando, vivendo, sonhando... Mesmo que por vezes pareça ser perda de tempo.

Vale destacar, inclusive, que esta disparidade entre as duas personalidades pode machucar, e ferir com certa profundidade, ambas as partes. O intenso sente, espera, sonha e deseja demais. E isto trata-se de um problema quando outrem é o oposto da intensidade. É aí que ocorrem a dor, a ferida, a maldita frustração.

Lidar com desejos e pontos de vista por vezes tão distintos é tarefa para gente grande. E em muitos momentos me sinto bem pequena, miúda mesmo. Tempos sem ver, horas sem se falar, viver ocasiões separadamente, tudo isso incomoda bastante o lado profundo da moeda. Para o outro, está tudo na mais perfeita normalidade.

Eis que chega o momento de encontrar o filtro, de pôr o termômetro para funcionar e dar notoriedade ao tal amor previamente mencionado. É nesta hora que escolhas (quase fatais) devem ser tomadas e com máxima sabedoria.

A dois não é fácil viver... Mas não precisa haver facilidades, é necessário apenas que o amor seja verdadeiro e que valha a pena e que seja, verdadeiramente, recíproco.






31.01.18

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