Ando com muitos porquês na cabeça. Parecendo criança perguntando o porquê de tudo. A diferença é que os anjinhos de Deus perguntam às pessoas e obtêm respostas. As perguntas que me circundam no momento só posso fazer a mim mesma e não sei ou finjo não saber as respostas. Ou numa terceira opção, fico quase sem resposta.
Há pouco tempo escrevi que não queria mais saber, queria apenas sentir, mas sentir está doendo-me de maneira veemente. E aí entra a primeira pergunta: por que me sinto tão atingida com coisas que aos olhos de muitas pessoas, são irrelevantes ou “normais”?
Uma amiga escreveu algo simples, que me fez chorar muito porque não esperava que passasse isso por sua mente. Em suas palavras vi de forma não tão concisa e direta que ela acredita não ser importante para mim, não fazer falta etc. Doeu! Amizade de anos... Não sou unívoca, tanto não sou que muitas outras pessoas próximas a ela, as quais leram a postagem, pensaram e sentiram algo análogo. Não comentei nada. Desabafei com outras pessoas e fiquei refletindo sobre a designação amizade, mas isso é assunto para outra produção textual.
Comecei a redigir este texto ontem após sofrer uma injustiça e continuo escrevendo-o hoje após descobrir ter sofrido mais uma injustiça. E tudo isso dói e me faz indagar, questionar. Vejam! A ideia não é julgar-me a sempre correta, entretanto não me canso de tentar descobrir a razão que impulsiona as pessoas cometerem injustiças sem piedade, sem a mínima preocupação com o estrago que pode ser causado dentro de alguém. E o alguém em questão sou eu.
Carolina. Ora menina ora mulher. Mãe. Pessoa. Ser humano. Alguém que precisa ser mais dura e menos sorridente, pois confundem meu sorriso com a função fática – também assunto para outra oportunidade. Alguém que necessita ser em menor proporção em variados aspectos.
Choro. Fico com mais raiva ainda quando choro porque em determinadas situações pareço ser inelutavelmente fraca. Choro de novo olhando para o Céu e tentando enxergar nas estrelas as minhas ansiadas respostas. Choro por falar, escrever e não tentar modificar as coisas de forma prática.
Tenho tantas objeções que temo tornar-me um ser infenso. Não é o que eu quero. Apenas me sinto no direito de pensar, refletir, sentir e muitas vezes exteriorizar tudo isso.
Não adianta organizar vocábulos que transcrevam os meus porquês. São meus e só Deus tem as respostas. Mas nem para Deus estou conseguindo agir de maneira adequada. Não estou conseguindo silenciar e ficar atenta para escutá-lo e perceber seus sinais!
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