sábado, 16 de novembro de 2013

NOVEMBRO DE 2013

Esse ano quero fazer diferente do anterior.

Esse ano quero voltar a ficar com você,

quero que volte a ser o meu foco,

ao menos no seu mês.

 

Esse ano quero me comprometer de verdade

nesses nove dias de esperança.

Esse ano quero de novo sentir

o calor do seu colo, colo de mãe.

 

Esse ano quero olhar pra você

com os olhos cheios de lágrimas,

lágrimas de amor, de fé, de emoção.

 

Esse ano quero sentir o arrepio

provocado pela multidão.

Esse ano quero cantar com o povo

que acredita em você.

 

Em novembro de 2013

Quero apresentar-lhe meus desejos por nove dias,

esperando que por mim interceda.

 

Em novembro de 2013

quero demonstrar todo o meu amor

e respeito, Nossa Senhora das Graças.

 

NOVENA À NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

1. ATO DE CONTRIÇÃO
2. LEITURA DO DIA
3. TRÊS AVE-MARIAS,SEGUIDAS CADA UMAS DA INVOCAÇÃO:
4. “Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADOS, ROGAIS POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS.”

Em Nome Do Pai, Do Pai Do Filho E Do Espírito Santo, Amém.
 
ATO DE CONTRIÇÃO: Senhor Meu Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Criador e Redentor meu. Por serdes Vós quem é, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e vos estimo, pesa-me Senhor por vos ter ofendido, pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o inferno. Mas proponho firmemente com o auxílio de vossa divina graça, e pela poderosa intercessão de vossa Mãe Santíssima, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas, por vossa infinita misericórdia. Assim seja.
 
LEITURAS DIÁRIAS
 
1° Dia – Primeira Aparição Contemplemos a Virgem Imaculada, em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça,guiada por seu Anjo da Guarda, é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes como Santa Catarina, se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delícias do Paraíso, se nos privarmos dos gozos terrenos.
 
2° Dia – Lágrimas de Maria Contemplemos Maria chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de seu filho seria ultrajado, a cruz escarnecida e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos do fruto de suas lágrimas.
 
3° Dia – Proteção de Maria Contemplemos nossa Imaculada Mãe dizendo em suas aparições a Santa Catarina: Eu mesma estarei convosco: não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades.
 
4° Dia – Segunda Aparição Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830,apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal. Nessa aparição se vê seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a imaculada Mãe com confiança e amor!
 
5° Dia – As Mãos de Maria Contemplemos hoje Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. Estes raios, disse Ela, são a figura das graças que derramo sobre todos aqueles que mas pedem e aos que trazem com fé minha medalha. Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança, e Maria Imaculada no-las alcançará.
 
6° Dia – Terceira Aparição Contemplemos Maria aparecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, mandando cunhar uma medalha e prometendo muitas graças a todos que a trouxerem com devoção e amor. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha e, como escudo, ela nos protegerá nos perigos.
 
7° Dia da Novena Ó Virgem Milagrosa, Rainha excelsa, Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e minha glória no céu.
 
8° Dia da Novena Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais, iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem, e abrasem meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.
 
9° Dia da Novena Ó Maria Imaculada, fazei que a cruz de vossa medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.
 
SÚPLICA A NOSSA SENHORA
 
Ó Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos espargindo graças sobre os que vo-las pedem, cheio da mais viva confiança na vossa poderosa e segura intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas numerosas culpas, ousamos acercar-nos de vossos pés para vos expor durante esta novena as nossas mais prementes necessidades.(Pede-se a graça desejada) escutai, pois a ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiante vos solicitamos para maior glória de Deus, engrandecimento de vosso Nome e bem de nossas almas. E para melhor servimos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos a coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Assim seja. Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS


Esta é a curiosa história de Catarina de Labouré, cujo nome era Zoé e Catarina, seu nome como religiosa. Foi certa vez visitar as filhas de São Vicente e encontra no parlatório o retrato do Padre que vira uma vez em sonhos a chamá-la; e era justamente o seu fundador, Vicente de Paulo. No ano de 1830, nas vésperas da festa de São Vicente de Paulo, a jovem Noviça, por volta de onze e meia da noite, ouve três vezes o seu nome. "Catarina! Catarina! Catarina!..." Catarina assustada, senta-se no leito, e diz: "Estou te conhecendo, és meu Anjo da Guarda!" E o menino lhe diz o seguinte: "Vem a Capela, que Nossa Senhora te espera!" Catarina, teve um momento de hesitação... e disse: "Não posso, vou acordar todo mundo!" Porém o menino a tranquilizou... "Não tenhas medo, todos estão dormindo, vem, eu te acompanho, Catarina!" Então respondeu: "Está bem, vamos." Após terem atravessado os corredores, onde luzes se acendiam e as portas se abriam sozinhas, chegam à Capela, onde de repente, já pela meia noite, o menino exclama. "Olha Nossa Senhora!" No mesmo instante, Catarina escuta, do lado da epístola, um ligeiro ruído como que roçagar de um vestido de seda e uma Dama muito bela, senta-se defronte do altar.

Catarina se ajoelha, apoia-se em seu regaço, a Dama afaga-se e fala: "Catarina, em qualquer sofrimento, venha falar ao meu coração. Receberás tudo o que precisamos. Filha, confio-te uma missão, não tenhas medo; conta tudo ao Padre encarregado, de guiar-te. Desgraças desabarão sobre a França, o trono será derrubado, Catástrofes abalarão o mundo; Eu estarei contigo. Deus e São Vicente, protegerão as duas comunidades: a dos Padres e as Irmãs de São Vicente." E foi assim que tudo aconteceu. Catarina não soube dizer por quanto tempo ficou junto Dela, que desapareceu como uma sombra. No dia 27 de novembro de 1830, às 5 horas da tarde, a comunidade rezava na Capela. Nossa Senhora manifestou-se novamente a Catarina. Apareceu à direita, justamente no lugar onde se encontra hoje, o altar chamado da Virgem do Globo, onde existe uma imagem de mármore, tentando reproduzir o que a Noviça viu. O Globo que vês, representa o mundo inteiro. Em seguida, seus dedos encheram-se de anéis de pedras cintilantes que a inundavam de luz. E as mãos da Senhora, carregadas das graças sugeridas pelos raios, abaixaram-se e estenderam-se como se vê na medalha, e a vidente ouviu. "Este raios, são símbolos das graças que eu derramo sobre aqueles que as suplicam. Fazei cunhar uma medalha com minha figura de um lado, e do outro, o M do meu nome, encimado por uma cruz, tendo embaixo dois corações, um coroado de espinhos e o outro, atravessado por uma lança. Todos que a usarem com fé, receberão grandes graças. Catarina, foi ao Padre Aladel, seu confessor, e contou-lhe tudo... "Padre, Nossa Senhora me apareceu... Padre, precisavas ver que lindas as graças contidas em suas mãos. Porém, padre Aladel custou a convencer-se de tal visão, e disse: "Minha filha, calma, sejamos prudentes.

Por enquanto, guardaremos segredo." Depois de algum tempo, Padre Aladel foi procurar o Arcebispo de Paris e contou-lhe tudo. O Arcebipo disse: "Deus o abençoe, Padre Aladel" O Padre então contou: "Sr. Arcebispo, após a narração do ocorrido e mediante a tantas graças que vêm sendo derramadas em nossas comunidade, peço a Vossa Eminência a autorização para que sejam mandadas cunhar as medalhas conforme vontade de Nossa Senhora". O Arcebispo, depois de ouvir o Padre atentamente, disse: "Mandaremos cunhá-las logo e trataremos de distribuí-las para que todos as usem. Vá em paz e que a Virgem o guarde. A comunidade, conhecendo a medalha e seus efeitos milagrosas, aos poucos foi difundido à devoção a Nossa Senhora das Graças, que se espalhou pelo mundo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

REENCONTRO


O que comentar desta vez? Como descrever todas essas horas juntos? Tantas declarações... 

Você me disse palavras que JAMAIS pensei ouvir de você, não depois de tantos episódios ruins, após tão forte e arrasador sofrimento pra mim e hoje sei que pra você também.

Se continua sendo só pele de minha parte? Sim, todo o meu desejo voltou com intensidade, apenas isso. Claro que foi bastante positivo ouvir da sua própria boca, olhando nos meus olhos, muitas afirmações que explicam grande parte das suas atitudes no passado e agora. Mas não passa disso.

A sinceridade sempre foi fator benéfico entre nós, especialmente quando estamos bem um com o outro.

Tire da cabeça este papo de ter de me amar; ninguém tem o dever de amar ninguém: o amor simplesmente acontece e necessita ser cuidado, regado sempre. Nunca o amei (eu acho). Nunca pensei que tivesse sido amada por você, nunca mesmo. Não se martirize!

Você me surpreendeu, me emocionou muito e fez-me sentir como eu queria: pessoa importante na história de alguém, querida, mulher linda e extremamente desejada.


Fiquemos com o que foi bacana, com o que foi gostoso, com o que nos deixou insatisfeitos porque as horas passaram depressa.

Deixemos de lado as mágoas, as más lembranças.

Aproveitemos tudo de novo quando quisermos, do jeito que gostamos, como sabemos.

Sinto vontade de agradecer-lhe pelo dia, pelo carinho, pela risada, pela conversa. Obrigada.

Tomara nada disso se quebre! Tomara!



Julho/2013

sábado, 7 de setembro de 2013

MEU ANIVERSÁRIO

Obrigada, Senhor, por meus 27 anos de nascida. Obrigada, Senhor, por meu maior e mais precioso presente: meu filho. Obrigada, Senhor, pelo carinho da minha família de sangue. Obrigada, Senhor, pelo amor da minha família de coração: meus amigos, meus tesouros. Obrigada, Senhor, pela oportunidade de escrever um novo capítulo: melhor, mais feliz, mais leve. Obrigada, Senhor, por não desistir de mim. Obrigada, Senhor, por tudo que conquistei até aqui. Obrigada, Senhor, por mais um ano de vida. Obrigada, Nossa Senhora das Graças, por sua ininterrupta intercessão por meu caminho, meus pedidos, meus sonhos. AMÉM!!!!!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

UM POUCO MAIS DE LÁGRIMAS


Estávamos abraçados, meu filho e eu. Depois que ele adormeceu peguei o celular e fui ler meus emeios. Fernando, Gustavo e Ana me emocionaram demais com os recentes comentários aqui no blogue. Chorei um pouco mais...

De novo, a forte, intensa e dolorosa saudade da Xanda. Hoje, sem querer acessei o blogue Ipsis Litteris e li as palavras escritas pra ela. E lá se vão 6 meses sem os lindos cachos passando pelas rampas da universidade. Chorei um pouco mais...

Voltei a sofrer por estar longe dos meus amigos devido à já mencionada noutros textos falta de tempo. "Mas a gente precisa arranjar um tempo pra se ver, né?... ". Precisamos de verdade. Chorei um pouco mais...

Meu aniversário está chegando. Queria fazer um churrasco bacana pra rever e misturar as pessoas que me fazem bem. Mas falta o dinheiro, pois o qual recebo mensalmente tem destino certo. Mais uma coisa pra me entristecer. Cairá num sábado. De repente almoço fora com alguns familiares, vou a um samba à noite com meu irmão Bruno, ou passo o dia em casa e saio apenas para a missa das 17h. Chorei um pouco mais...

Tenho sim motivos pra sorrir, todos os dias inclusive: a vida do meu filho,  uma família bonita, oportunidade de estudo e de trabalho, amigos verdadeiros, amigas felizes com seus companheiros e prestes a se casar... No entanto, conviver com algumas pessoas, ver algumas coisas, não poder realizar algumas vontades, sentir-me sozinha têm machucado muito. Choro um pouco mais...

Choro um pouco mais, peço perdão a Deus, entrego minha vida a Ele e tento dormir.


15/08/13.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DESISTIR É A SOLUÇÃO


Desisto de tentar entender o que se passa em sua mente quando sou eu o tema.
Desisto de acreditar em você.
Desisto de tentar aceitar a sua bipolaridade e superar suas mentiras.
Desisto de tentar separar o que você foi do que você se tornou.
Desisto de ter o mínimo de consideração por você.
Desisto de permitir a sua entrada na minha vida desse jeito.
Desisto de só lhe proporcionar o que é bom em mim, o que sei que você gosta e lhe faz um enorme bem.
Desisto de lhe dar atenção e responder-lhe de imediato.
Desisto de conceder-lhe minha disponibilidade.
Desisto de preocupar-me com você, de tentar ajudar nos problemas que são somente seus.
Desisto dos beijos, abraços, carinhos e risadas.
Desisto de suportar as consequências com maturidade ou fingimento.
Desisto do vai e vem.
Desisto de dar ouvidos a qualquer coisa que ainda sinta por você.
Desisto de perder tempo pensando em possibilidades.
Desisto de ser bacana, compreensiva.
Insisto em dizer não.
Insisto em ser grosseira.
Insisto em sufocar o desejo.
Insisto em não ultrapassar os limites da educação.
Insisto em só lhe ver quando inevitável for.
Insisto em só falar o necessário.
Insisto em apagá-lo da minha vida.



08/08/13.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DESABAFO [3]

Que dia ruim, meu Deus! Quanta tristeza, frustração, medo... Principais motivos: o ser humano, o lugar onde estudo. Rezei, chorei, implorei socorro, chorei mais um pouco, lavei o rosto, respirei e voltei pra “aula”.

Está difícil, muito mais que minha imaginação um dia pensou... Tento não contaminar os colegas da turma, não penso que seja justo, não enxergo como uma atitude positiva, enriquecedora. No entanto, quando eles tocam no assunto, dão-me brecha. E aí fica mais difícil controlar-me e conter meu desabafo.

Também não quero conversar com os únicos amigos que a universidade me deu até o momento. Também eles estão tristes por razões semelhantes e outras díspares, mas que também me afetam e me entristecem.

Olho para a maior parte dos professores que tive e tenho, fecho os olhos, e peço a Deus com toda força que tenha misericórdia de mim e me livre de qualquer chance de ser como eles. Fico apavorada só de pensar na possibilidade de um dia algum aluno meu sentir por mim o que sinto por esses professores.

Não quero perder o que de mais humano possuo: respeito ao outro. Não quero que meus alunos pensem que o que mais importa são o meu sobrenome, minha titulação (que provavelmente não passará de graduada) e meu currículo lattes (que certamente não terá tantas páginas). Desejo que eles convivam comigo, que se sintam à vontade para aproximarem-se de mim, que sintam que podem me olhar nos olhos. E que percebam que o mais relevante é lutar por nossas conquistas com humildade e sem pisar em ninguém, sem desprezar o que é importante para o outro. Que eles sintam prazer em estudar, que eles se sintam bem nas minhas aulas, que não seja um sacrifício prestar atenção na minha fala.

Está cada vez mais difícil acordar cedo para ir à faculdade e permanecer lá. Claro que seria muito pior sem os colegas e raros professores que só me causam boas sensações e alimentam meus sonhos. Entretanto, o lado ruim é tão intenso, bruto, duradouro...

“Faço das tripas o coração” para dar força à minha amiga, para que ela não perca a esperança de dias melhores, para que ela não desista da graduação justo agora na reta final. E é muito difícil pra mim porque também estou sofrendo, também sinto cada vez mais vontade de desistir, ainda que tanta coisa importante e tantas pessoas significativas estejam envolvidas.

Não basta a angústia de ter de trabalhar, de depender do meu salário, de ter muitos textos para ler sem tempo hábil, de querer ser muito mais participativa na universidade – grupos de pesquisas, programas, monitorias, etc. – e não poder, de ter de administrar: ser mãe solteira, trabalho e estudos intensos, de querer fazer outros cursos e não ter como. Além de tudo isso, ainda tenho de conviver com a falsidade, a irresponsabilidade, o deboche, o descaso, odescompromisso, a soberba, a hipocrisia, a mentira, a injustiça, o egoísmo e a desonestidade de professores e alunos diariamente.

Como dói, Jesus!... O Senhor presenciou minha reação ao ver meu nome na lista de convocados para realizar a matrícula. O Senhor sabe como sonhei que seria esta graduação. O Senhor viu como eu me senti nos dois primeiros períodos. E agora, na metade do curso, meu coração se aperta, se aflige, angustiado por ter de suportar até 2015. Estou sendo pessimista, muito negativa, entregando os pontos? Perdoe-me, mas não gosto de fingir.

Tenho ciência de que nem tudo é como desejamos, sonhamos, mas precisava ser tão negativamente diferente assim de tudo que eu quis?

Se não fosse minha fé já teria jogado a toalha. É demasiadamente ruim permanecer num ambiente que não lhe proporciona felicidade...

Fico imaginando se os colegas também enxergam e sentem como eu vejo e sinto...

E está piorando, cada período mais pesado que o anterior...

Só Deus para nos ajudar, nos fortalecer, nos proteger de qualquer contaminação.

Que Nossa Senhora nos acolha, nos acaricie e fique conosco a todo instante desta dura e infeliz caminhada!

Que Jesus Cristo aumente a nossa fé e renove a nossa esperança!

Amém. Amém. Amém. Amém.

Adendo: precisamos acreditar que dias melhores virão...



02/08/13.

sábado, 20 de julho de 2013

FELIZ DIA DO AMIGO 2013!!

À família que Deus, com Sua infinita bondade, me concedeu o privilégio de poder escolher um a um só posso agradecer pela presença de vocês na minha vida e também na do meu filho.

Aos que são de mais longe ou que estão mais distantes, e também aos que são de mais perto ou que estão mais próximos quero mais uma vez, em mais um 20 de julho, declarar todo o meu amor, carinho e profundo respeito.

Saibam que vocês são extremamente importantes na construção da minha pessoa, como mulher e mãe. Obrigada por agregarem tantos ensinamentos ao livro da minha passagem aqui neste mundo tão conturbado, cruel e simultaneamente rico e belo.

Digo-lhes que, mesmo com a famosa, real e difícil correria do dia a dia da vida adulta, quero estar sempre (o pra sempre que não acaba) com vocês na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, porque vocês me fazem dar as mais gostosas gargalhadas, me dão colo e não me permitem desistir do lado bom da vida.

Amo vocês, meus verdadeiros e preciosos amigos (Marcele, Caren, Kinda, Daniela, Raquel, Melina, Gizelia, Priscila, Geise, Karla, Bruno, Jaqueline, Sérgio, Udy, Renata, Michelle, Fabiana, Álvaro, Rogério, Fernando e Ana)!

VOCÊS ME FAZEM MUITA FALTA!


sábado, 6 de julho de 2013

MARIA LUIZA EM AÇÃO

De novo ela transbordando amor, sabedoria, fé. Novamente, ela surpreende e se mostra presente, atenta, amorosa, cuidadosa. Mais uma vez a experiência de sua vida se manifestou e atribui aprendizado, renovou a esperança. Consegue transformar, de maneira bastante delicada, algo comum, um momento corriqueiro,  em algo extremamente significativo, relevante, momento inesquecível, bonito.

A duração de uma ida ao supermercado próximo à residência é tempo suficiente para ela emocionar com suas palavras doces e fortes. Bastou saber que mais uma grande amiga da neta ficou noiva, para revelar o que se passa em seu coração. Disse ela: “Ai, minha filha, que alegria né? Deus é grande, Ele também vai te ajudar. Eu peço tanto a Deus pra colocar um homem de Deus na sua vida... É muito ruim viver sozinha e você é muito jovem. Eu sei das suas ocupações e responsabilidades, mas você também precisa espairecer, ter uma companhia.” A neta respondeu: “É, vó, está muito difícil, as pessoas estão tão desinteressadas, mentirosas...” Interrompeu ela: “Eu sei, minha filha! É tanto homem safado, covarde... Tanto bandido disfarçado... Mas Deus é grande!... Eu rezo muito, peço muito a Deus um homem de bem, de família pra você!...”

Volta e meia no decorrer do dia a neta revivia aquela cena: dirigindo e sua avó lhe falando. E refletia, e rezava e agradecia a Deus pela vida da avó.

É tão maravilhoso tê-la por perto, poder contar com ela. Quanta emoção eu sinto ao vê-la cuidando do meu filho, fazendo comidinhas especiais só pra ele, rezando e contando com ele, motivando-o a falar de maneira que possamos compreendê-lo melhor.

E novamente agradeço a Deus pelo privilégio de tê-la como avó; lúcida, alegre, contagiante, perseverante e tão correta. E mais uma vez as lágrimas caem de emoção mas também de medo da dor de um dia não tê-la comigo fisicamente.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

FAZER DIFERENTE

Não é hora de perder tempo tentando advinhar se o outro está pensando em você, lembrando-se do que fizeram naquela sala, aproveitando cada minuto a sós. Não é hora de perder tempo pensando nos dias que virão, se ele fará alguma coisa: ligar, enviar mensagem no celular, mandar emeio. Não é hora de sentir medo de aquela paixão voltar, de sofrer tudo de novo. Não é hora de pensar nas outras pessoas. É hora de continuar saboreando os demorados e deliciosos beijos. É hora de ainda ficar sentindo o passeio das mãos pelo corpo. É hora de rir ao lembrar-se de como ele fica bonito bem humorado. É hora de ficar contente pelas horas tão agradáveis e por ele não ter se esquecido do que e de como você gosta. É hora de sorrir por ser desejada. É hora de fazer diferente, de romper com a mesmice, com o ciclo vicioso. É hora de dizer adeus às velhas atitudes. É hora de agir e viver naturalmente, sem expectativas, sem peso. É hora de sonhar acordada, revivendo tudo que aconteceu naquela rápida tarde de segunda-feira. É hora de relembrar o cheiro dele, seu sorriso, sua pegada. É hora de pegar-se rindo à toa e disfarçando pra ninguém perceber e perguntar a razão do riso, ou chamar-lhe de maluca. É hora de deixar as intensas e sérias reflexões de lado por alguns momentos. É hora de controlar a ansiedade e não ficar idealizando quando concluirão o que foi interrompido com o toque do interfone. É hora de lembrar que Martha Medeiros tem razão nessa afirmação: “Todo dia é uma ocasião especial. Guarde apenas o que tem que ser guardado: lembranças, sorrisos, poemas, cheiros, saudades, momentos.”

 

02/07/13.

terça-feira, 2 de julho de 2013

BOM MESMO

Bom mesmo é quando o homem repara tudo que você aprontou com milésimas intenções: unha, cabelo, roupa, adornos, lanche, música. Bom mesmo é quando aquele homem a faz sentir-se a mulher mais linda e desejável. Bom mesmo é quando ele está com um ótimo humor e a conversa fica leve. Bom mesmo é quando os batimentos cardíacos aceleram tanto que você pensa que o coração explodirá. Bom mesmo é quando vocês estão conversando sobre qualquer assunto sem muita importância e você nota o olhar diferente que ele lança sobre você; olhar de observação, encantamento, desejo, saudade. Bom mesmo é quando ele a olha dos pés à cabeça, a agarra e a beija como se possível fosse recuperar os anos sem contato físico, como se tivesse de aproveitar literalmente cada minuto daquele encontro antes que algo ou alguém pudesse interrompê-los. Bom mesmo é quando o corpo inteiro se arrepia, fica aquecido de tanto desejo. Bom mesmo é quando, naquele momento, ambos querem o mesmo: namorar. Namorar muito. Namorar gostoso. Relembrar como era delicioso quando se isolavam por horas num quarto e todo o resto ficava do lado de fora. Bom mesmo é quando ele não a quer largar e nem você quer largá-lo. Bom mesmo é quando os cheiros ficam impregnados nas roupas, nos corpos do outro. Bom mesmo é sentir e dar prazer. Bom mesmo é quando ele se vai e você percebe, sem dificuldade, que ele não ficou satisfeito, que ele queria/quer mais, muito mais. E você também.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

PELA MANHÃ

Logo cedo tocou esta na rádio MPB FM... Como gosto desta música, destas vozes...

Que vontade de estar nos braços de alguém, sobre o peito de um homem que torne o momento mágico, único, que me provoque a sensação de estar em total segurança, de que nada ruim poderá nos abalar, nos interromper, quebrar o encanto...


Nascente
Composição: Flavio Venturini / Murilo Antunes

Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela ardente
Pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar teu corpo sedento
Louco de prazer e desejos ardentes


Clareia manhã
O sol vai esconder a clara estrela ardente
Pérola do céu refletindo teus olhos
A luz do dia a contemplar teu corpo sedento
Louco de prazer e desejos ardentes...

Clareia manhã
 
 
 
 
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

V

Vez em quando me pego pensando em você, embora não como antes, não com aquela intensidade e nem com aquele desejo. Agora, fico tentando descobrir o que houve, o que mudou, qual é a causa de não mais sentir o que esteve fortemente presente por 16 anos. Então não era amor?

Será mesmo que Renato Russo tem (ele não morreu) razão ao afirmar: “Mas acontece que tudo tem começo; e se começa, um dia acaba: eu tenho pena de vocês.”? Até o amor acaba? Amor eterno é só nos contos de faz de conta?

Vivo exercitando não buscar os porquês e as explicações para tudo, mas desta vez é mais forte que eu. Já convivi ao longo destes anos com a inquietação de não saber a razão pela qual você não atendeu ao meu pedido, causando-me tanta dor. Não é justo ter de viver sem saber o que provocou esta morte, o que motivou o fim deste sentimento tão grande.

Nunca pensei que deixaria de amá-lo. Na verdade, jamais acreditei que fosse possível. Às vezes tinha certeza de que não mais ficaríamos juntos, resgataríamos nossa história, no entanto, sempre estive certa de que o meu amor permaneceria intacto dentro de mim.

Você esteve aqui, depois de meses. Entrou na minha casa, bebeu água, brincou com meu filho, falou comigo, fez piada, e o que eu senti? NADA! Fiquei confusa! Comecei a procurar por você dentro de mim, e cadê? Você havia desaparecido daqui, do lugar tão bonito que habitava em meu coração.

O coração não disparou. A respiração não se alterou. A vontade de estar linda não surgiu. Pode me explicar como isto se deu e não reparei?

Chorava por você, sonhava contigo, cantava e escrevia todo o meu amor, meu desejo, meu tesão, minha saudade... E agora?

O tal encanto se quebrou? Como? Quando? Quem fez isso?

Neste momento, enquanto uno as letras na tentativa de transcrever o que penso, não sinto sua falta. Vejo nossas fotos e nada se modifica em mim. Como isto é possível?

Mais uma vez sem resposta? Novamente sem entender algo? De novo ninguém para me explicar o que ocorre?

O que ainda resiste é o desejo de vê-lo bem como qualquer outra pessoa, já que não desejo o mal a quem quer que seja. As orações também continuam, pois peço a Deus que tenha misericórdia de toda a humanidade.

Será esta a razão do meu desânimo? Então é por isso que há este vazio?  Por este motivo me sinto perdida, sem saber o que fazer, como agir e em que pensar a partir de agora? Por isso tenho me deixado levar pela cansativa rotina?

Então sempre estive enganada, é verdadeiramente possível amar mais de uma vez na vida? Amarei outro homem? Sentirei tudo isso por um homem primeiramente desconhecido? Nossa, que esquisito! Era muita certeza, bastante segurança de que eu tinha razão.

Respostas, onde as encontro?

Acho que ainda quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu
disse contra mim.


Abril/2013.


sábado, 18 de maio de 2013

O AVESSO DOS PONTEIROS

Composição: Ana Carolina / Antonio Villeroy

Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede

O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente não nota que a Lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrô
Confundo a vida ser um longa-metragem
O diretor segue seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai mais ao cinema
(...)

A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário

O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce
e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio

(...)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O TESOURO E O DESCONTENTAMENTO DE AGORA

É tão ruim assumir a tristeza, as preocupações e minhas angústias quando ele está por perto, sorrindo ou fazendo alguma gracinha que me encanta e provoca riso. Ou quando ele me abraça e beija e me ilumina com a luz dos seus olhos. Nestes momentos é vergonhoso sentir-me deprimida.

Ainda assim, mesmo com esta bênção na minha vida, arrumo um jeito de ficar chateada, pensando em tudo que me aflige, me incomoda e me rouba o sono, a paz e a alegria. Porque é contraditório demais ficar agradecendo pela vida do João Pedro, pela felicidade que ele me proporciona e, depois, ou antes, ficar chorando, escondida pelos cantos feito a poeira do Renato Russo.

Ele tem evoluído na escola, ainda que lentamente, mas o progresso está acontecendo. Chega com novas músicas, novos detalhes, emocionando-me sempre. E diante disso ainda consigo me entristecer. Absurdo!

Pergunto-me com que direito fico assim... Já não estou me suportando... Uma ansiedade esquisita. Uma vontade de abandonar tudo e viver só para ele e para a faculdade. Cansada de ficar sofrendo pelas mesmas coisas sabendo que por enquanto não mudarão porque não há solução.

Gustavo fala em outros caminhos... Ana fala em algo bom que está por vir... No entanto, não consigo enxergar, não consigo esperar e absorver o fato de o tempo de Deus ser diferente do meu, de Ele saber exatamente do que e de quando necessito. Mas que droga! Meu filho não merece uma mãe assim, que vive dizendo não ter tempo, que vive cansada, chateada, irritada, cheia de dor na coluna, na cabeça, no joelho. Não sei como a gastrite ainda não deu sinal. Ah, desta vez foi a falta de ar.

Há momentos de risada, claro que há; sorrisos sinceros, mas a cabeça não consegue desviar os pensamentos tão sérios e infelizes. Sim, a infelicidade está bastante presente.

Como posso dar espaço para a desventura com um tesouro como João Pedro aqui pertinho de mim? Como consigo permitir uma situação dessa? Como admitir tristeza e João Pedro como marcadores de um mesmo texto? Não sei. É confusão. É o que sinto. Não consigo lutar contra. Não vejo outras estradas, e não me refiro a atalhos. Só queria outros caminhos e opções. Eles existem? Ok, então onde estão?

Perdão, meu filho, por esta fase chata, de tanta ausência... Entretanto, permanecem valendo meu amor, carinho, respeito e constante oração por sua trajetória! Mamãe o ama profunda e incondicionalmente!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

DESABAFO [2]

Ultimamente, não tem sido apenas nas longas e frias madrugadas que ela chora. À noite, pela manhã ou à tarde, Joana Aparecida derrama ao menos duas ou três lágrimas sem mover-se muito para não chamar atenção, porque nestes períodos ela sempre está num ambiente acompanhada de pessoas conhecidas ou desconhecidas.

Hoje, ela derramou três lágrimas na faculdade: uma no laboratório de informática e duas no banheiro; de maneira rápida e discreta. Está realmente confusa, sem conseguir ordenar os problemas, entregando-se ao desespero, ao cansaço, à desistência, à comida, de forma exagerada. Sente-se mal. Sente-se fragilizada. Sente-se sobremaneira constrangida.

Joana Aparecida sente constrangimento e vergonha por envolver-se com depressão e discursar e escrever sobre Deus, Nossa Senhora e fé. Ela pensa: “Como atingir a intimidade de quem me cerca, de quem me lê, deixando-me vencer por fraqueza, desespero, ausência na missa? Como testemunhar o que não é praticado? Acreditar no amor de Deus e dizer que acredita jamais será suficiente.” Ela sabe que dar testemunho das bênçãos do Senhor é compartilhá-las com as pessoas através das palavras o que é sentido e experimentado, verdadeiramente, sob a Luz do Espírito Santo. É verbalizar a força do poder de Deus sob a intercessão da Virgem Maria. Aí estão a contradição e a pequenez humanas.

Ela tem tantas preocupações, anda tão ansiosa com algo que nem conseguiu identificar de forma concisa, que não consegue enxergar possibilidades, saídas; não consegue acalmar-se para notar os sinais de Deus. Sim, Deus dá sinais aos seus filhos a todo instante, entretanto, para vê-los, é preciso silenciar, confiar, abrir os olhos e os ouvidos, também os do coração.

A moça quer o fim do período da faculdade. Não está feliz no trabalho. Deseja rever seus amigos, os quais sempre estiveram com ela ao longo destes dez/quinze anos. Precisa de mais tempo com seu filho, acompanhar melhor as coisas da vida dele. Quer envolver-se mais com as leituras, os estudos e tudo o que a universidade tem a oferecer-lhe. Mesmo essa universidade cheia de gente esquisita, com bastantes coisas fora do lugar, mas que também tem gente de bem, comprometida e alguns bons espaços físicos.

Joana Aparecida está com um choro acumulado dia após dia, sem espaço para esvaziar-se, sem um colo mudo. Não que não tenha amigos queridos, especiais, bons pra ter ao lado. Falta-lhe tempo e talvez coragem. Assumir fraquezas e angústias não é a coisa mais fácil e simples da vida.

Está difícil em casa, na faculdade, no trabalho. Problemas, problemas, problemas. Todos têm. É verdade. No entanto, a fase está conturbada demais, com um peso absurdo. Ouviu hoje de uma amiga que é melhor crer que tudo de ruim que está acontecendo é apenas antecedente de algo muito bom que está por vir. Joana pretende exercitar esta ideia para seguir em frente.

Talvez este conjunto de palavras não possa ser encarado como um desabafo, mas não há espaço para duvidar de que se trata do que realmente é vivido agora.


domingo, 14 de abril de 2013

OUTRAS ALTERNATIVAS

Dizer que a vida é uma escolha, que é feita de escolhas, frequentemente tem de se fazer escolhas é algo comum, corriqueiro; já deixou de ser motivo de reflexão, ao menos para a maior parte das pessoas.

Entretanto, há momentos, períodos da vida, em que escolher é intenso demais, bastante presente a todo instante. E, inúmeras vezes, as alternativas ficam na penumbra, dificultando a visão, impossibilitando a escolha.

Às vezes dá vontade de não pesar as consequências e simplesmente fazer o que se tem vontade, o que sente saudade, aproveitar a oportunidade de aliviar a tensão.

E nesta tarde de quinta-feira foi assim. Aula de morfossintaxe do português – oportunidade de relembrar aspectos gramaticais da língua portuguesa de maneira eficaz. Em seguida, algumas (poucas) horas de ótima companhia e bom papo, a fim de esquecer-se da péssima noite e dos tristes acontecimentos da vida, da rotina de cobranças e responsabilidades. Deu certo. Falou-se de coisa séria, mas houve largo espaço para boas risadas, ainda que às custas de somente uma pessoa; eram dois contra um.

Nessa tarde, ela optou por ignorar os afazeres do trabalho, ficar tranquila por saber que seu filho estaria em mãos seguras e gozar a chance de desviar-se das preocupações. Ótima escolha! Foi embora contente, sorrindo ao lembrar-se dos comentários.

Os efeitos foram pesados, mas não abriu espaço para suas próprias reclamações porque já sabia o que viria a seguir. Arrependimentos? Não houve. Valeu a pena rir e fazer sorrir, dividir o peso, sentir que nem sempre a solidão deve vencer.

Em meio à turbulência, ao cansaço, ao desânimo, à tristeza, ainda é possível encontrar carinho, amizade, companhia; ainda é possível viver bons momentos, instantes de leveza; ainda é possível escolher outras alternativas.


11/04/13.


sábado, 13 de abril de 2013

MEUS GOSTOS

Gosto de preto,
nego,
negão.

Gosto de pegada,
cheiro,
sabor.

Gosto de chocolate ao leite,
chocolate preto,
cacau de boa qualidade.

Gosto de bom papo,
gingado,
bom humor.

Gosto de boa companhia,
educação,
gentileza.

Gosto de mãos dadas,
passeio na praia,
trilha sonora.

Gosto de samba,
charme,
jazz.

Gosto de cinema,
teatro,
assistir à vitória do Flamengo sobre o Vasco.

Gosto de gostar de viver,
ser feliz,
fazer feliz.

Gosto muito,
desde o início,
até o fim.


sábado, 6 de abril de 2013

VOCÊ AQUI

Chegou hoje de Araruama. Veio dar um beijo na mãe e matar a saudade da família. Foi recebido com um bom almoço e pessoas queridas reunidas à sua espera. Imagino a alegria. Devem ter tirado fotos. Não sei se veio acompanhado. Não sei se ela está ao seu lado nesta hora. Não sei até quando ficará aqui. Tenho ciência apenas do que sinto, do que tenho vivido enquanto você esteve/está por lá. Não houve mudanças. Você veio ao Rio, no entanto as águas do rio que corre pela cidade não levaram embora o meu amor, as lembranças, a saudade, o seu cordão, as fotos. Está tudo aqui, como você abandonou depois daquele 4 de fevereiro de 2011. Permaneço orando por você, sua saúde mental, física, emocional, espiritual. Continuo ouvindo as músicas que me transportam de volta aos nossos melhores momentos, os mais emocionantes, ao nosso 1º beijo, à nossa 1ª noite de amor. Não sei se terei notícias suas; será que me fará bem tê-las? Olhar pra você de novo também não quero, não como estou agora: triste, chateada, exausta, inconformada com inúmeras coisas, sozinha. Desejo vê-lo novamente quando eu e você estivermos bem: você com sua vida, suas pessoas, suas coisas e eu com as minhas. Será pedir muito? Mas se nem pedir eu posso, se nem sonhar eu posso, o que me resta? Você está aqui, no bairro vizinho, lugar de muitas conversas, troca de carinho, beijos demorados, entrega de cartas, trilha sonora. Como me desfazer de tudo isto? É humanamente impossível! Era tão nova, queria tão pouco da vida e já me preocupava tanto com você... A distância que nos separa agora é insignificante. Você dirige, eu também. Antes você vinha de bicicleta e eu ia de Kombi ou de carona com minha mãe. Entretanto, há a lonjura dos pensamentos, desejos, sentimentos, realidades... Seguirei por aqui: sem notícias, sofrendo vez em quando, amando eternamente, orando sempre. Pedindo a Deus mais força, sabedoria e resignação.   










DA NOITE PARA O DIA

Se da noite para o dia
milhares de crianças nascem,
brincam,
andam,
aprendem a falar.

Se da noite para o dia
centenas de pessoas dançam,
brigam,
dormem,
fazem amor.

Se da noite para o dia
ele sofre com crise de renite
somada a uma forte gripe,
tosse,
chora.

Se da noite para o dia
termina-se a leitura de um livro,
responde-se e envia-se emeios,
releem cartas,
reveem fotos,
ouvem inúmeras músicas.

Se da noite para o dia
têm insônia,
saudade,
cefaleia.

Se da noite para o dia
rezam,
cantam,
louvam,
pedem,
agradecem.

Por que da noite para o dia
tenho de esquecer você,
nossas conversas,
nossas risadas,
nossas noites de amor?

Por que da noite para o dia
tenho de superar toda a minha ansiedade,
solucionar meus problemas,
dar conta dos meus afazeres?

Por que da noite para o dia
tenho de deixar de ser criança,
de sonhar,
de sorrir
para viver a dura vida de gente adulta?

Por que da noite para o dia
não conseguimos ser pessoas melhores,
mais respeitosas,
solidárias
e compreensivas?

Por que da noite para o dia
não cremos no poder de Deus
e no amor de Maria?

Por que da noite para o dia
quero ter todas as respostas?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

AO MESMO TEMPO

Fatos ocorrem simultaneamente a cada instante do dia. Uns bons, agradáveis, gostosos, alegres. Outros tristes, angustiantes, preocupantes, desagradáveis, irritantes. Mas, ainda assim, acontecem lado a lado.

Lado a lado é bom para pais e filhos, maridos e esposas, avós e netos, irmãos, amigos, professores e alunos. É aliviador olhar para o lado e não ver vazio, dor, aflição. É consolador ter ao lado amor, carinho, atenção, respeito e amizade.

É possível verificar a inconstância do ser humano, não por escolha, mas por imposição, mesmo em alguém cuja sensibilidade não seja tão perspicaz. Isto ocorre porque no decorrer do dia vive-se, saborea-se o doce e o azedo. Ora sente-se alegria ora tristeza. Ora fica-se contente ora chateado. Ora emociona-se por algo estupendo ora chora por notícias ruins.

Enquanto ela celebrava mais um ano de vida uma pessoa próxima morria. Enquanto ele chorava a partida do irmão a amiga ficava ciente de uma maravilhosa novidade. Enquanto eles choravam a morte a vida se fazia presente e sorridente através das crianças que ali estavam. Enquanto havia tantas pessoas alguns estavam sozinhos. Enquanto tentava transmitir força com sua presença se preocupava com seu filho e seu trabalho.

Será este o tal ciclo da vida?

Mas foi também ali, entre aquelas gentes, ao passo que o corpo era velado, orações eram feitas, pai e filho se abraçavam de maneira emocionante. O filho, ao entrelaçar sua mão na do pai e oferecer-lhe seu ombro para que este chorasse em segurança, aniquilava qualquer incerteza do pai em relação ao amor e preocupação do seu filho. Ali foram sanadas todas as dúvidas acerca do amor, do zelo, da solidariedade e do companheirismo do filho para com seu pai. Bonito demais ver toda a magia daquela cena no mesmo instante em que se aguardava o sepultamento.

Era muita gente, muitas dores misturadas, muitas perguntas sem respostas, revoltas, saudades. No entanto, todas essas dores de quem nunca se viu na vida tinham uma similitude: a despedida.

E outras despedidas aconteceram. Cada um foi embora para o seu destino, com a mente repleta de questões que necessitam de reflexão. Despediram-se com abraços silenciosos, beijos carinhosos, mãos dadas, tentativa de palavras consoladoras.
Há de se ter cuidado na despedida, momento delicado, hora que encerra qualquer possibilidade de retorno, instante de certeza do fim. É necessário prudência com as palavras no momento de fragilidade. Vocábulos completamente esvaziados semanticamente não despertam fé, não provocam paz, apenas prolongam a dor, o cansaço, o desconforto. Trazem à tona, novamente, tudo aquilo que se questiona há tempos. Refere-se aqui à função fática, ao “falar da boca pra fora”.

É exatamente assim: tudo ao mesmo. Há uma mescla de sentimentos, uma confusão de pensamentos, uma mistura de sensações.

O que deve permanecer é a fé em Deus, porque Ele, com certeza, acolhe todos os seus filhos, apega-se, principalmente, àqueles que sofrem/sofreram demais, que vivenciam/vivenciaram uma tristeza profunda. Ele perdoa as fraquezas humanas porque conhece cada cantinho que preenche os seres humanos.

Deve ficar também a fé na Virgem Maria, pois é a Ela que Jesus ouve e obedece. É Ela que cuida de todas as pessoas criadas por Deus, como seus filhos do coração. Ela é detentora da intercessão mais poderosa que existe, que tem o colo mais acolhedor.