sábado, 6 de abril de 2013

VOCÊ AQUI

Chegou hoje de Araruama. Veio dar um beijo na mãe e matar a saudade da família. Foi recebido com um bom almoço e pessoas queridas reunidas à sua espera. Imagino a alegria. Devem ter tirado fotos. Não sei se veio acompanhado. Não sei se ela está ao seu lado nesta hora. Não sei até quando ficará aqui. Tenho ciência apenas do que sinto, do que tenho vivido enquanto você esteve/está por lá. Não houve mudanças. Você veio ao Rio, no entanto as águas do rio que corre pela cidade não levaram embora o meu amor, as lembranças, a saudade, o seu cordão, as fotos. Está tudo aqui, como você abandonou depois daquele 4 de fevereiro de 2011. Permaneço orando por você, sua saúde mental, física, emocional, espiritual. Continuo ouvindo as músicas que me transportam de volta aos nossos melhores momentos, os mais emocionantes, ao nosso 1º beijo, à nossa 1ª noite de amor. Não sei se terei notícias suas; será que me fará bem tê-las? Olhar pra você de novo também não quero, não como estou agora: triste, chateada, exausta, inconformada com inúmeras coisas, sozinha. Desejo vê-lo novamente quando eu e você estivermos bem: você com sua vida, suas pessoas, suas coisas e eu com as minhas. Será pedir muito? Mas se nem pedir eu posso, se nem sonhar eu posso, o que me resta? Você está aqui, no bairro vizinho, lugar de muitas conversas, troca de carinho, beijos demorados, entrega de cartas, trilha sonora. Como me desfazer de tudo isto? É humanamente impossível! Era tão nova, queria tão pouco da vida e já me preocupava tanto com você... A distância que nos separa agora é insignificante. Você dirige, eu também. Antes você vinha de bicicleta e eu ia de Kombi ou de carona com minha mãe. Entretanto, há a lonjura dos pensamentos, desejos, sentimentos, realidades... Seguirei por aqui: sem notícias, sofrendo vez em quando, amando eternamente, orando sempre. Pedindo a Deus mais força, sabedoria e resignação.   










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