sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

RESPOSTA SIGNIFICATIVA

"Até hoje pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?
Intelectuais se aprumam, pigarreiam, começam a responder dizendo "Vejam bem..." e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável.
Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento."

Martha Medeiros



Finalmente uma resposta neste lugar um tanto incompleto - se é que seja possível e bom ser completo.

4 comentários:

  1. Para quem deseja alegria, as abstrações poéticas não são bom caminho. Ordinariamente, a arte se origina “da consciência ferida do artista”. Há quem pense, no entanto, que o substantivo ‘alegria’, no Brasil moderno associado semanticamente a rodas de pagode, sexo casual, tevê e redes sociais, remete ao que teríamos de mais medíocre e lamentável. Validado o pensamento, mantém-se a arte ainda perene, como representação maior de resistência. De Galeano para Sarte: “arte como arma de combate” – grito de resistência a um estado de coisas quase catatônico.

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