quarta-feira, 24 de setembro de 2014

CONSTATAÇÕES

Às vezes sinto falta de fazer amor, aquele amor que transmite as mais sublimes paz e segurança. Que faz o riso ficar frouxo e provoca um forte medo de perder quem nos proporciona tais sensações. Noutros momentos sinto falta de fazer sexo, aquele que nos faz pingar de suor e emitir gemidos de prazer no mais alto volume. Que deixa a nossa respiração ofegante e não dá vontade de parar. Que combina com vinho ou caipirinha. Que nos faz gargalhar e falar palavras de cunho totalmente erótico. Outras vezes sinto-me muito bem, vejo-me a mais compreensiva das criaturas. É como se ficasse claro que agora não dá, que é gostoso mas que agora não há espaço para estas vivências. Quando a TPM vem intensa, é difícil controlar o desejo, a vontade de estar com um homem entre quatro paredes. Fica quase impossível frear a imaginação (minha imaginação às vezes me surpreende tanto que fico assustada rsrs). Sentir falta, instantes de carência, relembrar bons momentos... fazem parte da vida, não só da vida de uma pessoa solteira, infelizmente. Não deveria escrever esse texto no plural porque não sei se as pessoas sentem o que eu sinto e muito menos como eu sinto, entretanto não devo ser tão diferente assim, embora tenha mudado um pouco. Ouvi muito, li algumas coisas e amadureci. Era esperado ouvir que estava cada vez melhor, causando surpresas ótimas. Divertido isso! No entanto, fazer amor é tão mágico e especial... Fazer amor tem um ritmo mais lento, que envolve calmaria, sem pressa para alcançar orgasmo. Pois o que verdadeiramente importa é estar com quem se ama e sentir-se inteiro, inquebrável. O sexo é acelerado, beira uma atividade física que queima mais caloria quando a velocidade é mais rápida. Pressinto estar certa nos meus pensamentos e não amar de novo. Lembro que quando fazíamos amor eu olhava nos seus olhos, passeava meus dedos no seu rosto, admirando a beleza feita por Deus e que naquele momento era toda minha... A dor é pensar que provavelmente ainda não fui amada...  Sei lá se me apaixonarei mais uma vez. Apaixonar-se é diferente de amar. Sinto mais medo da paixão porque ela realmente acaba e desapegar-se é penoso... Contudo, apaixonar-se é bom, gostoso!... O que fica? O amor. O meu amor fica... O meu amor ainda está aqui...








sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ESTÁ CHOVENDO

Amanheci chovendo como a Xanda, a flor, naquele 23 de janeiro de 2013. Corri para o meucadinho.blogspot.com.br e reli algumas belezas que Alexandra nos deixou e alguns dos meus comentários. Foi muito bom e triste retornar a um espaço que não mais pode renovar-se.

É muito ruim amanhecer chovendo. No início era um temporal e agora ainda está garoando. Quando cessará? Como parar essa chuva? Sensação esquisita, angústia, medo do futuro, medo de perder quem amo, medo de errar.

Quando criança, gostava muito de tomar banho de chuva e brincar com os colegas enquanto toda aquela água caía do céu. No entanto, jamais imaginei que pudesse chover dentro de mim... Respiro fundo, fico alguns segundos com os olhos fechados e só me vem uma vontade de chorar sem que eu consigo identificar com exatidão as razões para isso.

Há tantos mistérios na vida... Estamos sujeitos a tantas coisas... E por que ainda insistimos em obter respostas e explicações para tudo? Que chatice! Às vezes é chato viver...

Às vezes queria ter super-poderes... Às vezes penso que seria um perigo. O fato é que algo mudou. Quando? Como? Não sei. Não sei mesmo. Sinto-me frágil, insegura, vulnerável. Isso não é bom. Algo ruim pode acontecer daqui a um minuto.

Há dias em que me sinto numa enorme montanha-russa. O dia é tão instável, cercado de altos e baixos a todo momento. É como ir de 0 a 100, sendo o zero o auge do ruim, do aborrecimento, da tristeza, da dor e o cem o máximo da alegria, do otimismo, da boa-nova de Deus. Ora problemas e más notícias sequenciais, ora novidades alegres e conquistas positivas de maneira inesperada e deleitosa. Às vezes é difícil viver...



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

AGRADECIMENTO [2]

Você me fez lembrar do professor Helênio Fonseca de Oliveira que escreveu na minha xerox da dissertação de mestrado do nosso professor Fernando Vieira: "Que bom que alguém me lê!".

Fiquei muito contente ao saber que você me lê! Obrigada! Obrigada também pela referência da bela música!

Volte sempre que quiser!



Para Jéssica Rodrigues






quarta-feira, 10 de setembro de 2014

FLOR

Há dias em que sua ausência é mais intensa... Fico tentando imaginar o que você me diria... Fico tentando conversar com você como converso com meu amigo Jesus. O que você pensa sobre Ele agora que está aí? Estou curiosa! Senti ainda mais saudade das nossas conversas...

Está tudo tão diferente e difícil na nossa universidade... Você está acompanhando? Ainda hoje conversava com os colegas sobre quando fui realizar a matrícula: era sonhadora, estava cheia de expectativas e ansiedade. Sentia-me feliz e orgulhosa!... Hoje penso que o curso deveria ser à distância. Nossa, como estou impaciente, sufocada, frustrada!

E sobre o meu filho, o qual você não pôde conhecer. Adoraria conversar com você sobre tudo o que descobri, tudo o que eu e ele estamos vivendo e aprendendo. Tenho certeza de que nossos papos seriam dos mais longos e enriquecedores...

Também queria ver seus olhos admirando meus cabelos. É fato que você diria:

- Cara, você tem que fazer isso sempre! É muito maneiro! Fica linda!

Estou certa?

O último e o atual cabelos me trouxeram você à mente no mesmo instante. Eu disse que voltaria a usar tranças também como uma forma de homenageá-la!

Quando vejo uma mulher parecida com você fico profunda e estranhamente mexida. É como se por um ou no máximo dois segundos fosse possível abraçá-la novamente. Você sabe que eu e Gustavo já conversamos algumas vezes sobre isso.

Sei que você está bem. Não sei dos seus filhos, neto e outros familiares, mas desejo que estejam vivendo bem. Você sabe como estou. Talvez saiba melhor que eu acerca dos meus próprios sentimentos, medos e sonhos.

Fique em paz, minha linda!



para Alexandra



AGRADECIMENTO

É realmente maravilhoso receber demonstrações de amor, carinho, afeto, amizade, consideração através de qualquer meio. Às vezes uma palavra, outras vezes um curto parágrafo, ou ainda vários parágrafos compostos por sentimentos alimentados no decorrer do tempo, por pessoas que se respeitam e que se consideram importantes na vida das outras.

Domingo passado, dia do meu aniversário, muito mais surpreendente que a quantidade de mensagens e ligações positivas que recebi, foi a intensidade de algumas delas. Arrancaram-me lágrimas sem esforço. Transbordaram meu coração de uma alegria e emoção muito maravilhosas, gostosas, e que há bastante tempo não experimentava.

Peço a Deus para que eu faça por merecer tudo de bom que a mim foi dito e desejado domingo, ontem e hoje. É prazeroso saber que cativei e conquistei pessoas que marcaram a minha vida, que me fizeram sorrir, que me apoiaram em determinadas situações, com as quais já me emocionei, chorei, quer de alegria quer de tristeza.

Andava há meses angustiada por verdadeiramente não conseguir estar mais próxima fisicamente dos MEUS AMIGOS. E fortemente angustiada também pelo medo de que eles não acreditassem em mim quando tentava explicar a minha ausência. 2014 tem sido um ano de inúmeras provações e tribulações, e nem sempre dá para explicar, nem sempre quero verbalizar, expor, porque realmente não está fácil viver e dar conta de tantas tarefas que somente eu posso cumprir. Digo a mim mesma, diariamente, que estou tentando plantar bons frutos para o meu futuro e de meu filho, que preciso aceitar a necessidade de abrir mão agora do que me faz bem e é deleite na minha vida, para então desfrutar da sensação do dever cumprido, da consciência em paz, da presença dos meus familiares e amigos, da intensa proximidade com meu filho e participação ainda mais ativa na vida dele.

Talvez eu exagere na cobrança porque realmente sinto falta de ir a Bacaxá, à Brisa, aos bares e comemorações com meus amigos, à Igreja mais vezes. Os cuidados de que o João Pedro precisa semanalmente, as responsabilidades da faculdade e a tremenda carga de trabalho me impedem de realizar o mais simples. O terrível cansaço que a faculdade e o trabalho me causam sequestram, muitas vezes, a vontade de conversar ao telefone, responder mensagens virtuais ou torpedos. Isso é triste, triste demais, preocupante eu diria. Mas é um fato. É o que acontece.

Tudo de lindo e fortalecedor que ouvi e li nesses três últimos dias, portanto, provocaram uma vontade de dar o meu melhor no que é prioridade no momento com a certeza de que as preocupações e insônia de agora findarão, ainda que deem lugar a novas preocupações, pois o homem é um ser preocupado, ansioso, aflito, cheio de confusões.

Espero em Deus alcançar o refrigério de que meu espírito tanto carece e voltar a realizar a manutenção das minhas relações afetivas, das minhas amizades, que até o momento não me viraram as costas.

O texto deveria ser apenas uma tentativa de agradecer a todos que me parabenizaram no dia 7 de setembro ou depois. Entretanto, o agradecimento misturou-se a um desabafo, a uma apertura que urgia ser aliviada há tempos.

Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada a todos, mas, principalmente, àqueles que acreditam em mim, nos meus sentimentos, nas minhas palavras!

Que Deus cuide de nós e me conceda, mais uma vez, uma nova chance, agora com 28 anos, de ser um ser humano melhor, mais forte, mais otimista e mais confiante!




09.09.14