Às vezes sinto
falta de fazer amor, aquele amor que transmite as mais sublimes paz e
segurança. Que faz o riso ficar frouxo e provoca um forte medo de perder quem
nos proporciona tais sensações. Noutros momentos sinto falta de fazer sexo,
aquele que nos faz pingar de suor e emitir gemidos de prazer no mais alto
volume. Que deixa a nossa respiração ofegante e não dá vontade de parar. Que
combina com vinho ou caipirinha. Que nos faz gargalhar e falar palavras de
cunho totalmente erótico. Outras vezes sinto-me muito bem, vejo-me a mais
compreensiva das criaturas. É como se ficasse claro que agora não dá, que é
gostoso mas que agora não há espaço para estas vivências. Quando a TPM vem
intensa, é difícil controlar o desejo, a vontade de estar com um homem entre
quatro paredes. Fica quase impossível frear a imaginação (minha imaginação às
vezes me surpreende tanto que fico assustada rsrs). Sentir falta, instantes de
carência, relembrar bons momentos... fazem parte da vida, não só da vida de uma
pessoa solteira, infelizmente. Não deveria escrever esse texto no plural porque
não sei se as pessoas sentem o que eu sinto e muito menos como eu sinto, entretanto
não devo ser tão diferente assim, embora tenha mudado um pouco. Ouvi muito, li
algumas coisas e amadureci. Era esperado ouvir que estava cada vez melhor,
causando surpresas ótimas. Divertido isso! No entanto, fazer amor é tão mágico
e especial... Fazer amor tem um ritmo mais lento, que envolve calmaria, sem
pressa para alcançar orgasmo. Pois o que verdadeiramente importa é estar com
quem se ama e sentir-se inteiro, inquebrável. O sexo é acelerado, beira uma
atividade física que queima mais caloria quando a velocidade é mais rápida. Pressinto
estar certa nos meus pensamentos e não amar de novo. Lembro que quando fazíamos
amor eu olhava nos seus olhos, passeava meus dedos no seu rosto, admirando a
beleza feita por Deus e que naquele momento era toda minha... A dor é pensar
que provavelmente ainda não fui amada... Sei lá se me apaixonarei mais uma vez.
Apaixonar-se é diferente de amar. Sinto mais medo da paixão porque ela
realmente acaba e desapegar-se é penoso... Contudo, apaixonar-se é bom,
gostoso!... O que fica? O amor. O meu amor fica... O meu amor ainda está aqui...
Lugar de bastante amor, reflexão e uma pitada de angústia. Tentativa de mais otimismo, esperança e alteridade que pessimismo.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
ESTÁ CHOVENDO
Amanheci chovendo como a Xanda, a flor,
naquele 23 de janeiro de 2013. Corri para o meucadinho.blogspot.com.br e reli
algumas belezas que Alexandra nos deixou e alguns dos meus comentários. Foi
muito bom e triste retornar a um espaço que não mais pode renovar-se.
É muito ruim amanhecer chovendo. No início
era um temporal e agora ainda está garoando. Quando cessará? Como parar essa
chuva? Sensação esquisita, angústia, medo do futuro, medo de perder quem amo,
medo de errar.
Quando criança, gostava muito de tomar banho
de chuva e brincar com os colegas enquanto toda aquela água caía do céu. No
entanto, jamais imaginei que pudesse chover dentro de mim... Respiro fundo, fico
alguns segundos com os olhos fechados e só me vem uma vontade de chorar sem que
eu consigo identificar com exatidão as razões para isso.
Há tantos mistérios na vida... Estamos
sujeitos a tantas coisas... E por que ainda insistimos em obter respostas e
explicações para tudo? Que chatice! Às vezes é chato viver...
Às vezes queria ter super-poderes... Às vezes
penso que seria um perigo. O fato é que algo mudou. Quando? Como? Não sei. Não
sei mesmo. Sinto-me frágil, insegura, vulnerável. Isso não é bom. Algo ruim
pode acontecer daqui a um minuto.
Há dias em que me sinto numa enorme montanha-russa.
O dia é tão instável, cercado de altos e baixos a todo momento. É como ir de 0
a 100, sendo o zero o auge do ruim, do aborrecimento, da tristeza, da dor e o
cem o máximo da alegria, do otimismo, da boa-nova de Deus. Ora problemas e más
notícias sequenciais, ora novidades alegres e conquistas positivas de maneira
inesperada e deleitosa. Às vezes é difícil viver...
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
AGRADECIMENTO [2]
Você me fez lembrar do professor Helênio Fonseca de Oliveira que escreveu na minha xerox da dissertação de mestrado do nosso professor Fernando Vieira: "Que bom que alguém me lê!".
Fiquei muito contente ao saber que você me lê! Obrigada! Obrigada também pela referência da bela música!
Volte sempre que quiser!
Fiquei muito contente ao saber que você me lê! Obrigada! Obrigada também pela referência da bela música!
Volte sempre que quiser!
Para Jéssica Rodrigues
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
FLOR
Há dias em que sua ausência é mais intensa...
Fico tentando imaginar o que você me diria... Fico tentando conversar com você
como converso com meu amigo Jesus. O que você pensa sobre Ele agora que está
aí? Estou curiosa! Senti ainda mais saudade das nossas conversas...
Está tudo tão diferente e difícil na nossa
universidade... Você está acompanhando? Ainda hoje conversava com os colegas
sobre quando fui realizar a matrícula: era sonhadora, estava cheia de expectativas
e ansiedade. Sentia-me feliz e orgulhosa!... Hoje penso que o curso deveria ser
à distância. Nossa, como estou impaciente, sufocada, frustrada!
E sobre o meu filho, o qual você não pôde
conhecer. Adoraria conversar com você sobre tudo o que descobri, tudo o que eu
e ele estamos vivendo e aprendendo. Tenho certeza de que nossos papos seriam
dos mais longos e enriquecedores...
Também queria ver seus olhos admirando meus
cabelos. É fato que você diria:
- Cara, você tem que fazer isso sempre! É
muito maneiro! Fica linda!
Estou certa?
O último e o atual cabelos me trouxeram você
à mente no mesmo instante. Eu disse que voltaria a usar tranças também como uma
forma de homenageá-la!
Quando vejo uma mulher parecida com você fico
profunda e estranhamente mexida. É como se por um ou no máximo dois segundos
fosse possível abraçá-la novamente. Você sabe que eu e Gustavo já conversamos
algumas vezes sobre isso.
Sei que você está bem. Não sei dos seus
filhos, neto e outros familiares, mas desejo que estejam vivendo bem. Você sabe
como estou. Talvez saiba melhor que eu acerca dos meus próprios sentimentos,
medos e sonhos.
Fique em paz, minha linda!
para Alexandra
AGRADECIMENTO
É realmente maravilhoso receber demonstrações
de amor, carinho, afeto, amizade, consideração através de qualquer meio. Às
vezes uma palavra, outras vezes um curto parágrafo, ou ainda vários parágrafos
compostos por sentimentos alimentados no decorrer do tempo, por pessoas que se
respeitam e que se consideram importantes na vida das outras.
Domingo passado, dia do meu aniversário, muito
mais surpreendente que a quantidade de mensagens e ligações positivas que
recebi, foi a intensidade de algumas delas. Arrancaram-me lágrimas sem esforço.
Transbordaram meu coração de uma alegria e emoção muito maravilhosas, gostosas,
e que há bastante tempo não experimentava.
Peço a Deus para que eu faça por merecer tudo
de bom que a mim foi dito e desejado domingo, ontem e hoje. É prazeroso saber
que cativei e conquistei pessoas que marcaram a minha vida, que me fizeram
sorrir, que me apoiaram em determinadas situações, com as quais já me
emocionei, chorei, quer de alegria quer de tristeza.
Andava há meses angustiada por
verdadeiramente não conseguir estar mais próxima fisicamente dos MEUS AMIGOS. E
fortemente angustiada também pelo medo de que eles não acreditassem em mim
quando tentava explicar a minha ausência. 2014 tem sido um ano de inúmeras provações
e tribulações, e nem sempre dá para explicar, nem sempre quero verbalizar,
expor, porque realmente não está fácil viver e dar conta de tantas tarefas que
somente eu posso cumprir. Digo a mim mesma, diariamente, que estou tentando
plantar bons frutos para o meu futuro e de meu filho, que preciso aceitar a
necessidade de abrir mão agora do que me faz bem e é deleite na minha vida,
para então desfrutar da sensação do dever cumprido, da consciência em paz, da
presença dos meus familiares e amigos, da intensa proximidade com meu filho e
participação ainda mais ativa na vida dele.
Talvez eu exagere na cobrança porque
realmente sinto falta de ir a Bacaxá, à Brisa, aos bares e comemorações com
meus amigos, à Igreja mais vezes. Os cuidados de que o João Pedro precisa
semanalmente, as responsabilidades da faculdade e a tremenda carga de trabalho
me impedem de realizar o mais simples. O terrível cansaço que a faculdade e o
trabalho me causam sequestram, muitas vezes, a vontade de conversar ao telefone,
responder mensagens virtuais ou torpedos. Isso é triste, triste demais,
preocupante eu diria. Mas é um fato. É o que acontece.
Tudo de lindo e fortalecedor que ouvi e li
nesses três últimos dias, portanto, provocaram uma vontade de dar o meu melhor
no que é prioridade no momento com a certeza de que as preocupações e insônia
de agora findarão, ainda que deem lugar a novas preocupações, pois o homem é um
ser preocupado, ansioso, aflito, cheio de confusões.
Espero em Deus alcançar o refrigério de que
meu espírito tanto carece e voltar a realizar a manutenção das minhas relações
afetivas, das minhas amizades, que até o momento não me viraram as costas.
O texto deveria ser apenas uma tentativa de
agradecer a todos que me parabenizaram no dia 7 de setembro ou depois.
Entretanto, o agradecimento misturou-se a um desabafo, a uma apertura que urgia
ser aliviada há tempos.
Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada a
todos, mas, principalmente, àqueles que acreditam em mim, nos meus sentimentos,
nas minhas palavras!
Que Deus cuide de nós e me conceda, mais uma
vez, uma nova chance, agora com 28 anos, de ser um ser humano melhor, mais forte,
mais otimista e mais confiante!
09.09.14
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