É realmente maravilhoso receber demonstrações
de amor, carinho, afeto, amizade, consideração através de qualquer meio. Às
vezes uma palavra, outras vezes um curto parágrafo, ou ainda vários parágrafos
compostos por sentimentos alimentados no decorrer do tempo, por pessoas que se
respeitam e que se consideram importantes na vida das outras.
Domingo passado, dia do meu aniversário, muito
mais surpreendente que a quantidade de mensagens e ligações positivas que
recebi, foi a intensidade de algumas delas. Arrancaram-me lágrimas sem esforço.
Transbordaram meu coração de uma alegria e emoção muito maravilhosas, gostosas,
e que há bastante tempo não experimentava.
Peço a Deus para que eu faça por merecer tudo
de bom que a mim foi dito e desejado domingo, ontem e hoje. É prazeroso saber
que cativei e conquistei pessoas que marcaram a minha vida, que me fizeram
sorrir, que me apoiaram em determinadas situações, com as quais já me
emocionei, chorei, quer de alegria quer de tristeza.
Andava há meses angustiada por
verdadeiramente não conseguir estar mais próxima fisicamente dos MEUS AMIGOS. E
fortemente angustiada também pelo medo de que eles não acreditassem em mim
quando tentava explicar a minha ausência. 2014 tem sido um ano de inúmeras provações
e tribulações, e nem sempre dá para explicar, nem sempre quero verbalizar,
expor, porque realmente não está fácil viver e dar conta de tantas tarefas que
somente eu posso cumprir. Digo a mim mesma, diariamente, que estou tentando
plantar bons frutos para o meu futuro e de meu filho, que preciso aceitar a
necessidade de abrir mão agora do que me faz bem e é deleite na minha vida,
para então desfrutar da sensação do dever cumprido, da consciência em paz, da
presença dos meus familiares e amigos, da intensa proximidade com meu filho e
participação ainda mais ativa na vida dele.
Talvez eu exagere na cobrança porque
realmente sinto falta de ir a Bacaxá, à Brisa, aos bares e comemorações com
meus amigos, à Igreja mais vezes. Os cuidados de que o João Pedro precisa
semanalmente, as responsabilidades da faculdade e a tremenda carga de trabalho
me impedem de realizar o mais simples. O terrível cansaço que a faculdade e o
trabalho me causam sequestram, muitas vezes, a vontade de conversar ao telefone,
responder mensagens virtuais ou torpedos. Isso é triste, triste demais,
preocupante eu diria. Mas é um fato. É o que acontece.
Tudo de lindo e fortalecedor que ouvi e li
nesses três últimos dias, portanto, provocaram uma vontade de dar o meu melhor
no que é prioridade no momento com a certeza de que as preocupações e insônia
de agora findarão, ainda que deem lugar a novas preocupações, pois o homem é um
ser preocupado, ansioso, aflito, cheio de confusões.
Espero em Deus alcançar o refrigério de que
meu espírito tanto carece e voltar a realizar a manutenção das minhas relações
afetivas, das minhas amizades, que até o momento não me viraram as costas.
O texto deveria ser apenas uma tentativa de
agradecer a todos que me parabenizaram no dia 7 de setembro ou depois.
Entretanto, o agradecimento misturou-se a um desabafo, a uma apertura que urgia
ser aliviada há tempos.
Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada a
todos, mas, principalmente, àqueles que acreditam em mim, nos meus sentimentos,
nas minhas palavras!
Que Deus cuide de nós e me conceda, mais uma
vez, uma nova chance, agora com 28 anos, de ser um ser humano melhor, mais forte,
mais otimista e mais confiante!
09.09.14
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