Amanheci chovendo como a Xanda, a flor,
naquele 23 de janeiro de 2013. Corri para o meucadinho.blogspot.com.br e reli
algumas belezas que Alexandra nos deixou e alguns dos meus comentários. Foi
muito bom e triste retornar a um espaço que não mais pode renovar-se.
É muito ruim amanhecer chovendo. No início
era um temporal e agora ainda está garoando. Quando cessará? Como parar essa
chuva? Sensação esquisita, angústia, medo do futuro, medo de perder quem amo,
medo de errar.
Quando criança, gostava muito de tomar banho
de chuva e brincar com os colegas enquanto toda aquela água caía do céu. No
entanto, jamais imaginei que pudesse chover dentro de mim... Respiro fundo, fico
alguns segundos com os olhos fechados e só me vem uma vontade de chorar sem que
eu consigo identificar com exatidão as razões para isso.
Há tantos mistérios na vida... Estamos
sujeitos a tantas coisas... E por que ainda insistimos em obter respostas e
explicações para tudo? Que chatice! Às vezes é chato viver...
Às vezes queria ter super-poderes... Às vezes
penso que seria um perigo. O fato é que algo mudou. Quando? Como? Não sei. Não
sei mesmo. Sinto-me frágil, insegura, vulnerável. Isso não é bom. Algo ruim
pode acontecer daqui a um minuto.
Há dias em que me sinto numa enorme montanha-russa.
O dia é tão instável, cercado de altos e baixos a todo momento. É como ir de 0
a 100, sendo o zero o auge do ruim, do aborrecimento, da tristeza, da dor e o
cem o máximo da alegria, do otimismo, da boa-nova de Deus. Ora problemas e más
notícias sequenciais, ora novidades alegres e conquistas positivas de maneira
inesperada e deleitosa. Às vezes é difícil viver...
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