segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

TEMPO DE ACREDITAR [2]

Que ano! Quanta gente! Quantos momentos inesquecivelmente alegres! Quantas noites dolorasamente sofridas!

2012 fica para trás. 2013 anuncia sua chegada. É hora de olhar com atenção o que pode ser melhorado. É mais uma chance dada por Deus para assumirmos nossa pequenez. Agora, podemos olhar os doze meses vividos e dizer: “Não tem jeito, já é passado. Isso eu quero de novo. Aquilo não quero viver outra vez.

Perdas físicas. Perdas sentimentais. Dores. Ausências. Lágrimas. Insônia. Quanto se aprendeu! Quanto se ensinou! Quanto se superou! Sim, sobrevivi! Sobrevivemos às injustiças! Mais uma vez conseguimos conviver com nossas mazelas e com os defeitos dos outros!

Novos afazeres. Novos objetivos. Novos pensamentos. Novos encontros. Outras oportunidades. Muita poesia. Bastante música. Inúmeras reflexões. Algumas rodas de samba. Beijo na boca. Elogios. 
Você nunca se foi. Já você, apareceu por vezes que se podem contar nos dedos (menos mal). Vocês, meus amigos, sempre presentes em pensamentos, lembranças, saudades. O Senhor, Jesus Cristo, sempre presente, mas quase nunca em primeiro lugar, quase nunca eu perto de Ti, raramente atenta aos Seus Sinais.

Perdi Kamila e família. Resgatei Bruno, Daniela, Karla, Caren e Raquel (nos quarenta e cinco do segundo tempo). Mantive meu filho, Kinda, Marcele, Jaqueline, Sérgio, Priscila, Gizelia e Melina. Reencontrei Renata, Fabiana e Michelle. Ganhei Fernando, Ana e Aninha (para minha feliz surpresa).

Experimentei a greve de universidade, a qual me fez um tremendo mal, a qual em nada me beneficiou. Consegui um emprego, difícil, que muito me ocupa, mas por enquanto é o que se tem e sem o qual ainda não dá para ficar. Passei para o 3º período na faculdade. Obtive novas noções. Rompi com reflexões falsas. Fui apresentada a novas ideias. Emagreci. Engordei, e muito. Tirei bastante foto. Vi o Jorge Aragão de novo. Conheci pessoas. Completei 26 anos de nascida e meu filho 2. Ganhei e dei presentes.

É tempo de aproveitar todos os bons frutos e analisar os maus. É tempo de louvar a Deus por mais uma chance para buscarmos mais amor, paz e justiça neste mundo violento e egoísta. É tempo de sonhar novos sonhos e lutar, incansavelmente, por tudo que for melhor, tudo que é do bem. É tempo de traçarmos a meta de sermos mais alegres que tristes. É tempo de organizarmos objetivos e escolhermos o caminho que nos levará a conquistá-los. É tempo de confiar firmemente em Deus, em Maria, no Espírito Santo. É tempo de agradecer pela vida, pelas pessoas, por nossos bens materiais, por nosso aprendizado. É tempo de crer mais no amor, nas pessoas, na amizade, na família, na vida. É tempo de acreditar que é possível um dia a dia mais leve.

Esse tempo serviu para me fazer ajoelhar, chorar muito e dizer a Deus: Obrigada, Senhor! Obrigada por tudo que vivi, aprendi, vivenciei, vi, sofri, chorei! Obrigada pelas pessoas que entraram na minha história e obrigada também pelas que saíram! Obrigada por não desistir de mim; por me aceitar! Obrigada por me oferecer um novo ano; por me dar mais 12 meses para fazer diferente, para viver melhor! Obrigada por seu Amor misericordioso e por seu Perdão! Obrigada pela nova chance!

Que 2013 seja recheado de bênçãos de Deus! Um ano de luta, vitórias e bastante força! 12 meses repletos de amor, amizade e fé em Deus!

Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

AUSÊNCIA

Amigos que se amam, logo, se respeitam. Amigos que moram próximo mas nem sempre se veem. Amigos que o tempo transformou em irmãos. Amigos que compartilham dores, dúvidas, lágrimas e risadas. Amigos que se divertem com o mínimo. Amigos que são amigos por causa de amigos que hoje são conhecidos. Amigos que são o que são com liberdade. Amigos que não se omitem, não se envergonham. Amigos-confidentes.

Um dia ele avisou que a mãe estava internada num hospital próximo a casa deles. Ela ficou tensa, pois sabia da gravidade do caso, mas ainda assim conseguiu – ou pensa ter conseguido – transmitir alguma força naquele momento delicado. Ela tentava não abandonar o pensamento positivo mas a realidade era dura, preocupava. Fez-se presente. Cobrava-lhe o cuidado com a alimentação e notícias regulares.

Alguns dias depois, ele, que ligara para avisar da internação, dessa vez ligava para comunicar o falecimento. Ela precisava, rapidamente, encontrar palavras e saiu apenas a frase Conta comigo! Desligou. Chorou. Rezou. Aflita, perguntava a Deus o que seria do seu amigo sem a mãe, sem sua única companhia dentro de casa. Perguntava ao Pai o que ela devia fazer de imediato. Rezou e acordou com Deus que tomaria conta do seu amigo, que estaria sempre por perto. Acredita estar conseguindo cumprir o trato.

Velório. Dia e horário da prova optativa dela na universidade. Escolheu abraçar seu amigo em detrimento da chance de aumentar sua nota. Naquela manhã, só importava dar-lhe algum apoio; já não se preocupava com o “cr”. Estava nervosa. Pedia a Deus força. Não queria chorar. Não queria ficar de longe. Quase tudo em vão. Na porta da capela, ao ver seu amigo-irmão desprotegido, temeroso, frágil, completamente envolvido de amor e dor, ela o abraçou, sem tirar os óculos escuros, e desabaram. Que abraço forte – certamente o mais forte que deram! Um choro alto, intenso, cujas palavras faziam-se desnecessárias naquela hora. Quanto amor! Quanto companheirismo! Quanta solidariedade!

Enterro. Foi difícil. Com caixão depositado no local determinado, ele gritava para sua mãe, com o peito transbordando de amor, dor e medo. Ela chorava, rezava e sentia orgulho do seu amigo e suas palavras à mãe. Familiares e amigos presente. Todos em comunhão naquele momento, tentando transmitir força ao Bruno. Que bonito!

Na volta para a porta do cemitério, eles caminharam de mãos dadas, deixando clara a união verdadeira que existia – e existe –, o apoio mútuo, o carinho. Até sorriram, quase gargalharam. A alegria sempre imperou na relação deles.

Ela voltou para sua casa. Triste, sensível, preocupada. Ele foi almoçar com os amigos, o que a deixou um pouco mais tranquila.

A semana passou, eles trocaram mensagens via celular e internet e mais uma ligação, dessa vez para confirmar dia e horário da missa de sétimo dia.

Ela saiu mais cedo do trabalho e foi direto para a Igreja, tensa com o clima que poderia estar. Graças a Deus foi surpreendida positivamente. Ficaram o tempo todo abraçados. Rezaram junto. Após, foram comer porque ele encontrava-se bastante faminto – para variar rs. Pessoas bacanas os acompanharam na lanchonete e riram muito. Gargalhada sincera, para aliviar as lembranças e a certeza de voltar para casa e não mais vê-la.

A ausência é um fato, assim como a amizade e o carinho que existe entre Bruno e Carolina, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, como ela diz.

Meu amor, cuide-se e continue contanto comigo para qualquer coisa e a qualquer hora.

Mil beijos e que Deus o abençoe!



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ESTÁ QUENTE

Aqui.
Ali.
Acolá.
Dentro.
Fora.

Em todo canto
elevada está a temperatura:
do corpo, da alma,
do Sol.

O calor do meu corpo
quando se mistura ao seu
resulta num grau
somente por nós atingido.

Pessoas se banham.
Bebem grande quantidade de líquido.
Abanam-se.
No entanto, nós,
recorremos um ao outro
e é suficiente.

Seu cheiro encontra o meu.
Meus lábios se grudam nos seus.
E o namoro acontece.
O desejo satisfaz-se.

Está quente em mim.
E fico mais quente quando estou contigo.
Está quente aqui
porque você está presente.



domingo, 23 de dezembro de 2012

TEMPO DE ACREDITAR

No Catolicismo há o Tempo Comum, Tempo da Quaresma, Tempo do Natal e outros. Todos esses tempos têm em comum o Tempo de acreditar. Acreditar mesmo. Crer na força do amor de Deus por cada um de nós. Ele nos quer SEMPRE perto mesmo com todas as nossas limitações, imperfeições, mazelas. Um amor puro, gratuito, poderoso.

Esse tempo é propício para sonhar, agradecer, reconhecer as falhas, prosperar em vários aspectos particulares. Momento de inclinar a cabeça diante de Deus, diante da vida e assumir tudo que poderia ter sido melhor e não foi, única e exclusivamente, por conta do nosso posicionamento diante das situações, ou por ausência.

Tempo de reconhecer, aos pés do Menino Jesus, que deixamos de preparar com o carinho e responsabilidade que Ele merece, a manjedoura para a sua chegada; manjedoura esta que é o nosso coração, a nossa mente, as nossas atitudes. É difícil. Sinto vergonha por ter tido tanto tempo e possibilidade para ser uma pessoa melhor, uma mãe, filha, amiga e estudante melhor e não fui.

Mas Deus é tão misericordioso que nos dá outra chance. É hora de aproveitar e traçar metas, resgatar a capacidade de caminhar por estradas mais adequadas, mais sensatas, onde Ele não fique em segundo plano, em que Ele não seja lembrado somente no momento desesperador, em que seja Ele o primeiro a saber as nossas vitórias, nossas conquistas.

Com o nascimento do Filho da Virgem Maria é possível renascermos, recriarmos, recuperarmos nossa fé. Fé em Deus, nas pessoas, nos projetos e, fundamentalmente, no amor ao próximo. É mais uma chance para voltarmo-nos mais para a família; para intensificarmos o amor maternal, paternal e o amor fraterno.

Sob a luz que emana de Jesus Cristo dá para enxergar as soluções, as outras opções, as novas oportunidades, o olhar de quem amamos, a cor dos olhos de quem nos ama, a força positiva que existe em cada um de nós, nossas capacidades, a vida por ângulos diferentes.

Tempo de sonhar. Tempo de viver. Tempo de trabalhar. Tempo de buscar. Tempo de respeitar. Tempo de amar. Tempo de acreditar que é possível amenizar tudo que é ruim em nós e no mundo.

Vivamos o Natal! Acreditemos na sua beleza! Sintamos o amor que envolve toda a cena do nascimento do Filho de Deus! Vamos viver tudo o que há pra viver! Vamos nos permitir!

Feliz Natal!



sábado, 22 de dezembro de 2012

A PARTIR DE 01H48

Se fosse somente a puta dor no joelho, a decepção comigo mesma quando o assunto é força de vontade, ou calor, tudo bem. Mas não, não são apenas essas coisas que se apropriaram do meu sono. Há muito mais; é noutro lugar. Local das angústias, saudades, preocupações, ansiedades e desejos.


Fernando fala em “expulsar demônios”. Serão esses os meus demônios? Serão estas lágrimas que agora rolam rosto abaixo? Afinal, por que choro nesta hora? Não sei. Não é mentira. Então tá. É uma mescla.


Não foi à 01h48 que tudo começou. Há anos sinto algumas dessas coisas. Pedaços antigos da minha vida que ainda não sei lidar. Capítulos que por razões diversas não concluí. Por que sou tão fraca?


Diariamente, Jesus me dá uma folha em branco, uma camisa vazia, e eu o que faço? Desperdiço. Tudo já foi detectado, ainda que de maneira insatisfatória. No entanto, já se possui o bastante para modificar, fazer diferente, para resgatar. E por que não saio da identificação e parto para a atitude? Será por isso minhas lágrimas?


Reclamo quando o computador trava. E eu, que também travo? Será que alguém reclama de mim? Não é o que me importa, o que verdadeiramente me abala. O relevante é destravar, escolher logo o caminho, haja vista as oportunidades que já foram perdidas.


Hoje perguntei o que um amigo quer para a vida dele. Que ousadia! Será que realmente sei o que quero para a minha vida? Se já sei, a situação é ainda mais grave, levando-se em consideração o fato de não buscar.


Inúmeras vezes meu pai conversou comigo sobre caminhos, escolhas, consequências, metas, tempo, oportunidades. Seus argumentos sempre foram carregados de muita propriedade; seu discurso sempre convincente; a semântica completa. Assumo ter compreendido. Sim, racionalmente tudo ficou claro. Então por que sofro tanto por ter sempre de escolher? Por algumas vezes ter ciência da consequência? Por saber que não é possível proferir outras palavras, de outro modo, fazer outras coisas, de outro jeito em situações pretéritas?  Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.


02h11. Não. O calor nada tem a ver com o fato de ainda estar acordada. São todos esses incômodos... O que será que meus amigos estão fazendo agora? O que estaria fazendo se tivesse namorado ou se já casada fosse? E se já estivesse formada no curso de Letras?


Música. Ventilador ligado. Dor. Suor. Lembranças. Lágrimas. Tudo aqui entre as paredes que dão forma ao meu quarto. Paro e tento pensar, mas pensar em quê?


Não é o clima de fim de ano ou do mundo. Isso está aqui o ano inteiro, quase a vida toda. Será preciso me libertar? De quê? De quem? Como? Sozinha?


Gosto tanto de Deus... Creio tanto na sua existência... Confio tanto no seu poder... Então por que razão, na minha vida, o inadequado vence mais? Por que a estagnação é mais forte?


Mais de vinte pontos de interrogação sem respostas. Para quê tantas perguntas? É realmente necessário sempre saber as respostas?


02h23. Tocando “Vento no litoral” na JB FM e eu desabando – de novo. (...) Que a vida continua e se entregar é uma bobagem (...).

R. Russo achou cavalos marinhos, o que eu quero encontrar?





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ALGUÉM SABE?

Por que sentimos - pelo menos eu sinto - tanta dor de cabeça quando choramos em demasia no decorrer do dia?

Essa dor de cabeça é semelhante a dor do coração. Esta não vai embora com neosaldina e aquela, algumas vezes, também não.

Senhor, alivia nossas dores e fortaleça-nos para seguir em frente... Um dia de cada vez!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CERTAS COISAS

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta




Impressionante como essa música me acompanha há tanto tempo... Encaixa-se em vários capítulos da minha história...

Eu te amo nem sempre tão calada assim....

domingo, 2 de dezembro de 2012

CÉU DE SANTO AMARO

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...

Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
Veio a certeza de amar você...



Composição: Johann Sebastian Bach
Versão: Flávio Venturini
Adendo: linda na voz de Caetano Veloso



SURPRESA

Tantos pensamentos para transcrever... Coisas para organizar em palavras. Entretanto, não dá para deixar o inesperado passar em branco, como se fosse uma camisa vazia. Como ouvir, ver, sentir e não nascer um conjunto de frases? Não, não seria eu se nada escrevesse. Tem de haver tradução para essas lágrimas que mais uma vez inundam minh’alma.

Domingo reservado para arrumar o quarto e estudar para as provas de espanhol e morfossintaxe do português, embora no momento da surpresa estivesse corrigindo as redações das turmas de pré-vestibular – que também estão positivamente surpreendentes.

Você gritou, meu ar faltou. Você subiu e eu me escondi. Por quê? Tão natural seria cumprimentarmo-nos. Natural? Não há espaço para naturalidade quando tanta coisa ficou perdida ao longo desses dois anos; quando inúmeros sentimentos vagaram dia e noite; quando tantas vezes olhei nossas fotos, perguntando o que teria acontecido.

Na sala você ficou. Perguntou por mim, por meu filho e um tom decepcionado senti. Não aparecemos. Meu filho tomou conta de mim, parecia ele sentir minha aflição, meu ar roubado pelo volume da sua voz ao lado do meu quarto, este que já foi nosso algumas vezes.

Quantos minutos passaram, não faço ideia. Ao abrir a janela, vi que lá embaixo ela estava. Dentro do carro estava quem você escolheu; aquela que sabe de você. Que difícil!

Olho para o teclado do computador e sua risada não sai do meu apartamento. Dou um sorriso de canto de boca lembrando de você perguntando por mim, pois sabia em casa eu estava.

Que vontade de correr e perguntar tudo que venho buscando entender no decorrer dessa história! Que vontade de pedir um abraço – sei que você não se recusaria! Que vontade de olhá-lo de perto, sentir seu cheiro! Quantas vontades... E não são daquelas que dão e passam.

Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Você se foi e eu saí do quarto. Agi como se nada tivesse acontecido, como se sua “visita” não tivesse sido como um furacão que tudo abala. Elas saíram, e quando somente eu e Brigadeiro ficamos, desabei. As mãos trêmulas dificultavam-me beber um copo d’água. Só pensava em você, só queria você aqui comigo. Não idealizo mais nada, não acredito em nada, não quero que ninguém acredite em mim.

É sempre você. E mesmo com tanto amor, sinto-me profundamente cansada de sentir tudo isso sozinha. Tenho de descobrir um jeito de conviver com isso de maneira mais amena. Não quero mais intensidade. Não há nada para provar para ninguém.

E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Então tá. Vamos em frente. Minha única opção é seguir longe de você, fora da sua vida; algumas vezes sorrindo por fora e chorando por dentro, como tanta gente que se julga fraca consegue fazer.
Fique bem, meu amor! Permanecerei orando por você, orando por mim.
Cuide bem do seu amor
Seja quem for...


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

Súplica - Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao comtemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas.
         E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave-Marias.

- Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DIA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

Hoje deveria ser um dia de celebrações, de festa, de uma alegria que se sobrepõe à mesquinhez humana: Dia de Nossa Senhora das Graças! A mesma Senhora que sempre esteve comigo mesmo quando não a via, não a sentia. Desde o ventre da linda mulher que me pariu, Nossa Senhora já cuidava de mim.

Conheci sua história aos 9 anos de idade na catequese infantil na paróquia que recebe seu nome,  e a até os 16 afastei-me quase totalmente. Em 2002, voltei para seus braços trabalhando na barraca de pítiça da festa da paróquia no decorrer da novena. Desde então, nunca mais me separei.

Veio a Crisma e nossa relação se estreitou ainda mais. Foi quando experimentei, testemunhei o poder da sua intercessão. Nessa fase, descobri, entendi como Ela intercede por nós. Que lindo! Que bênção! Quanta emoção!

Neste 27 de novembro só queria lembrar e falar do amor e do poder de Nossa Senhora. Mas o dia está sendo tão pesado, tão desgastante... Coisas minhas, coisas dos meus amigos... Tudo tão triste, impactante.

Entretanto, ao menos um dia tem de ser todo dEla. A Virgem que me envolve, me ampara, me ouve e protege! Como é bom confiar em ti! Como é bom ter seu exemplo de maternidade! Como é bom poder recorrer a ti para chegar ao coração de Jesus!

Minha querida Nossa Senhora, perdão pela falta! Perdão por, pela primeira e se Deus quiser única vez, tê-la deixado de lado no seu dia. Dia que me causa profunda reflexão, intensa confiança! Dia que minha fé é renovada significativamente!

Rezei. Pedi. Agradeci. Tentei não chorar, mas a Senhora bem me conhece. Sabe das minhas aflições, medos, frustrações... E ainda assim, fica comigo, me anima, me fortalece!

Obrigada, Mãezinha, por seu amor, seu zelo, sua presença!

Parabéns por sua beleza, obediência, sabedoria, paciência, força!

Certamente, não aguentaria ver ninguém machucando meu filho...

Que Seu Manto Sagrado seja suficientemente grande para envolver a todos os seus filhos e aquecer os corações angustiados!

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CHEIRO DE AMOR

De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer

E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você


De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho


E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor



Composição: Paulo Sérgio Valle / Ribeiro / J. Moraes / Duda

domingo, 25 de novembro de 2012

O AMOR...

"O martírio é uma consequência natural do coração que ama." (Padre Fábio de Melo)




                                        Composição: Bruno Fortunato / George Israel / Leoni









SEM TÍTULO [3]

O que isso quer dizer? Até quando terei de conviver com tudo isso? São tantas ausências, tantas carências, tantas interrogações...

Estou quieta. Não pergunto, evito falar a respeito, só ainda não consegui não pensar, não sentir, não lembrar, mas quem sabe um dia não consiga o que até hoje me pareceu impossível?

Escrevi para você esses dias... Disse que era melhor continuarmos assim: sem contato, sem notícia, distante. Por que não me atendeu? Por que fez o contrário? Queria saber se ainda é capaz de me desestruturar, desconcentrar, chorar compulsivamente? Sim. Você tem esse poder de me roubar o ar, o sossego.

Quilômetros de estradas nos separam, no entanto um telefonema, sua voz o trouxe para dentro desse quarto, de novo. Fecho os olhos e tudo volta. Sinto seu cheiro, seu gosto, ouço sua gargalhada, vejo seus olhos. Não quero mais isso para mim, por favor!

Estava corrigindo as redações das crianças do 6º ano, saboreando a ingenuidade de cada construção frasal, refletia sobre a perda desta inocência... Peguei o celular para enviar uma mensagem a uma pessoa querida, Fernando – meu professor de morfossintaxe –, e você me interrompe. A pessoa que jamais pensei que me ligaria novamente. E fico assim, misturada, pensando e sentindo tudo simultaneamente. E agora, como retorno? Como encontro a direção que seguia?

Digito duas palavras e enxugo o rosto. Pisco os olhos e lembro-me das suas palavras há minutos. Respiro fundo e tento descobrir as respostas. Paro, penso, bebo suco, olho para a tela e nada mais acontece. Sinto-me imobilizada, totalmente presa a um troço que já nem sei o nome.

11 anos... Já não basta? O que mais precisa acontecer para o meu coração entender, aceitar, rejeitar? Não, Carolina. O coração só sente!

Não quero terminar esse texto confuso, estranho, misturado. Não quero mais pensar. Não quero mais chorar. Não quero mais sentir. Ouvirei música.



                                           Composição: Max de Castro / Daniel Carlomagno

terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 DE NOVEMBRO

Hoje seria mais comum, apropriado, esperado ou algo desse tipo falar de Zumbi do Palmares, da Consciência Negra. No entanto, é você que toma conta de tudo em mim. É de você que não me esqueço. São as lembranças que permanecem ativas aqui dentro. Nesse apartamento. Nesse quarto. No meu coração.

Mais um 20 de novembro que não estou aí; que você não está aqui. Novamente separados, distantes, perdidos um do outro. Sem notícias, sem expectativas, sem esperança, sem chance. Outra vez o que é ruim me invade: tristeza, dor, raiva, vontade de matar o que sinto, saudade, hipóteses, desejo. Até o que é bom transforma-se no que me faz mal quando olho para o lado e não o vejo.

Pego-me pensando no quanto você é covarde e egoísta e percebo que também sou. Fui covarde quando não agi de maneira concreta – se é que era realmente necessário depois de tudo. Fui, ou melhor, sou egoísta porque o queria presente, perto, se possível, colado a mim. Queria que você tivesse escolhido a mim, a minha família, a minha vida e não a dela.

Falo de raiva em meio a tão grande amor porque já não aguento tantos anos de dor, de lágrimas, de migalhas. Sim. Você me ofereceu sobras. Eu te dei o mais puro e sincero de mim. E por mais que não acreditem, eu só o queria o mínimo de respeito de volta. Mas, preferiu outro caminho. Pegou o primeiro desvio que o levava para longe de mim; do meu amor, do meu carinho, do meu cuidado.

Nem a minha amizade você quis. Será que sabe o que é amizade? Já teve isso com alguém? Pensei que eu era sua amiga, não só por ter enxugado centenas de lágrimas suas, ter atendido seus telefones na madrugada, respondido suas mensagens, ter mentido inúmeras vezes para encontrá-lo, aplaudido suas pequenas e grandes conquistas, mas porque eu demonstrava minha preocupação com seu bem-estar, meu zelo por você e por tudo que lhe dizia respeito.

Acreditei nos comentários que fazia acerca das minhas cartas para você. Entretanto, NUNCA pude desejar-lhe um feliz aniversário no dia 20 de novembro. NUNCA pude presenteá-lo com um abraço, um cartão e um blusão que você tanto gosta. Nunca pude cantar parabéns para você. De novo, dessa vez no ano de 2012, não estamos juntos, comemorando mais um ano seu de vida. Caminhos contrários. Estradas que não se cruzarão.

Que Deus me abençoe e acalme meu coração; que essa respiração ofegante se encerre; que as lágrimas parem de rolar para não danificar meu computador. Que Jesus o abençoe, guarde sua vida de todo mal, conceda-lhe um dia de alegria ao lado da família e de quem você escolheu para ser sua mulher. Que Maria me pegue no colo e interceda por seu caminho.

É melhor assim: longe, sem nenhum contato. Não sei como reagiria se o visse agora.

Fique aí, com essas pessoas, a política – que decepção! -, longe da sua filha, com suas coisas.

Permanecerei aqui, fiel a esse sentimento que é só meu, convivendo com essa dor que não me poupa em tempo algum.

Parabéns! Feliz aniversário! Saúde, paz e bem!  




domingo, 18 de novembro de 2012

JOANA APARECIDA SOUSA DA SILVA

Vê-se sem lugar. Perdida por entre as gentes. Não há espaço para realizar seus afazeres. Queria fazer como a sintaxe que concerne ao plano organizacional. Ou como na mitologia grega em que o enunciado “Conhece-te a ti mesmo” quer dizer saiba qual é o seu lugar no mundo e o papel que você tem.

Muitas vezes pensa desejar demais; ter necessidade de coisas grandiosas. No entanto, noutros momentos, sente que na verdade só almeja o mínimo: respeito, sinceridade, direito de pensar, sentir e falar livremente, um canto para estudar, refletir, escrever, uma vaga numa instituição pública para seu filho.

Sente-se sozinha, incompreendida, desrespeitada. Há contradições. Tenta isolar-se, mas sua casa está sempre cheia. Encontra-se frequentemente cercada por problemas alheios, mentiras, egoísmo, falsa felicidade. Está cansada, bastante por sinal. É nova, tinha sonhos bonitos, acreditava nas pessoas. Tudo está se perdendo: o tempo, a esperança e a crença.

Suas dores físicas são desencadeadas pela subjetividade, pelo que está dentro – angústias, tristezas, preocupações. O externo prejudica sua concentração. Não consegue ao menos chorar com tranquilidade porque a qualquer momento alguém invadirá o local e perguntará o que está acontecendo. Não entende a razão de tanta cobrança. Não sabe o porquê de sempre ter de encontrar respostas para o que amiúde não se pode responder. Se ela vive, ou sobrevive quase sem resposta, por que os outros também não podem fazê-lo?

Ela só precisa de uma trégua, de compreensão, de silêncio. Precisa que respeitem o que para ela é relevante. Não aguenta mais a sombra da desistência cercando-a. Tem ciência de que é capaz de fazer dar certo, de conquistar seus ideais, mas sente-se fraca, desmotivada, esgotada.

A falta que sente de seus amigos (se é que ainda pode utilizar este vocábulo como qualificador), as boas lembranças de histórias interrompidas covardemente, seu desconforto com seu corpo, a saudade de pessoas ausentes fisicamente, de coisas, momentos, situações e atividades religiosas já estão inseridas na sua rotina.

Já não quer mais falar de amor entre homem e mulher. Já não pensa mais em casamento. Já não acredita que saibam o significado de lealdade, cumplicidade. A dificuldade de levar as pessoas a sério está aumentando sensivelmente.
Chora todos os dias por causas próprias e também por aquilo que não lhe atinge de maneira direta. Dos cinco dias, três só vai para a universidade para não ser reprovada por falta. Docentes jogando matéria, enrolando, correndo com avaliações para terem mais tempo de férias, descomprometidos com a vida acadêmica e futuramente profissional dos seus alunos, focados na sua fama e dinheiro, restaurante universitário com um troço que nem sempre pode ser chamado de comida, sem xerox, sem cantina, sem gramática.

Ela não quer falar de coisa ruim. Não quer ficar triste. Não quer ser pessimista. Não quer afastar-se da sua essência alegre, bonita, otimista, amorosa. Quer falar de Deus, da misericórdia divina, do amor de Maria, da relação com seu filho, de amizade, de amor. Quer ler. Quer escrever, criar, praticar o que aprende. Quer estudar língua portuguesa, literatura, espanhol, filosofia, sociologia, mitologia, história, linguística. Quer ouvir músicas e cantá-las. Quer viver, descobrir-se e renovar-se. Sorrir!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

domingo, 11 de novembro de 2012

DOUTORES DE HOJE

Naquele tempo, Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”.

Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”. (Marcos 12, 38-44)



sábado, 10 de novembro de 2012

SOU SUA FÃ!



Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões...

Língua, por Caetano Veloso

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ORAÇÃO AO DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO,

Aqui estamos para prestar-vos a nossa homenagem.
Nós cremos em vós, Pai Eterno, nosso Pai e nosso Criador.
Confiamos em vossa bondade e poder.
Queremos amar-vos sempre, cumprindo vossos mandamentos e servindo ao vosso Filho Jesus, na pessoa de nossos irmãos.
Nós vos damos graça pelo vosso amor e pela vossa ternura.
Vós nos atraís ao vosso Santuário e nos acolheis de braços abertos. Vós nos guiais com os ensinamentos do vosso Filho.
Nosso Senhor, e nos dais sempre o vosso perdão.

DIVINO PAI ETERNO, QUEREMOS CONSAGRAR A VÓS:
NOSSAS FAMÍLIAS, Para que vivam em paz e harmonia;
NOSSAS CASAS, Para que sejam iluminadas pela vossa presença.
NOSSAS ALEGRIAS, Para que sejam santificadas pelo vosso amor.
NOSSAS PREOCUPAÇÕES, Para que sejam acolhidas em vossa bondade;
NOSSAS DOENÇAS, Para que sejam remediadas com a vossa misericórdia;
NOSSOS TRABALHOS, Para que sejam fecundos com a vossa bênção.

DIVINO PAI ETERNO,

Recebei a homenagem da nossa fé, fortalecei a nossa esperança e renovai o nosso amor. Dai-nos o dom da paz e da fidelidade à vossa Igreja. Pela intercessão de Nossa Senhora, mãe do vosso querido Filho, dai-nos a perseverança na fé e a graça da salvação eterna.
Amém!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

MARIA LUIZA, SUA SABEDORIA E O DIVINO PAI ETERNO

Não sabe ler nem escrever corretamente. Estudou até a 4ª série do antigo primário. Trabalhou a vida inteira. Cuidou da mãe, irmãos, sobrinhos, marido, filhos, netos e agora do bisneto. Sempre se deixando em segundo lugar. Sempre priorizando a harmonia familiar e a fé em Deus, Jesus Cristo e Nossa Senhora.

Mesmo com as dificuldades na leitura e na escrita, sua oratória é repleta de significados pertinentes. Detentora de um discurso carregado de propriedade. Profere as palavras mais duras da maneira mais amena. Demonstra e comprova que ser culto é muito mais que ler, escrever e falar corretamente, é absorver os frutos da experiência da vida e colocá-los em prática de forma delicada e eficaz. Ela faz isso como ninguém.

Para tudo recorre a Deus. Nas tristezas, angústias, alegrias, agradecimentos e pedidos dirigi-se a Jesus Cristo. Tenta contagiar os seus com tamanha fé e não desiste, não se cansa, não se importa com a duração da persistência daqueles que não creem na misericórdia divina. Louva. Canta. Suplica. Glorifica.

Vendo a aflição de sua neta, aproximou-se vagarosamente e indagou: - Minha filha, o que está acontecendo? A neta, com muita vontade de chorar, sintetizou o problema. Imediatamente, sua avó fez-lhe um convite crucial: - Ô, minha filha... Vamos acender uma vela para seu Anjo da Guarda? A neta concordou e no decorrer da oração, antes de debulhar-se em lágrimas, a avó entregou-lhe a oração do Divino Pai Eterno e retirou-se.

Escolher a irresponsabilidade, entregar-se ao desespero e às dificuldades, ficar chorando sem agir não modificará algo possível de ser melhorado, superado, bem administrado. Permitir que os problemas tornem-se justificativas é disfarçar, mascarar a negligência. É acovardar-se.

Não há mais tempo a perder. Os que estão ao redor, convivendo precisam de exemplos de força, dedicação, responsabilidade, organização, educação, superação, amor e respeito.

Já se perderam bastantes oportunidades, muitas chances. Agora, é chegada a hora de lavar o rosto, dobrar os joelhos em oração a Deus e empenhar-se, traçar metas e seguir o caminho que leva à conquista, ao progresso, à evolução!

Obrigada, vó, por estar sempre atenta, sempre por perto; por acreditar em mim e confiar no poder divino!

Quando a senhora for ao encontro do Pai, será difícil demais, doerá no mais profundo de mim, sei disso. Olho para a senhora, com seus 81 anos, anos de uma história muito sofrida, mas também com vitórias, e tremo, só de pensar na sua ausência física.

Agradeço por me amar, respeitar e cuidar do meu filho do jeito mais carinhoso que uma bisa é capaz!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

DE REPENTE

De repente a gente sente
Que já não sente o que já sentiu
De repente, naturalmente,
O que era novo envelheceu, de novo

De repente não há mais saco
Pra tanto papo que já se ouviu
De repente a moda muda
O mundo roda e você mudou mais uma vez

Não há nada a perder
Não há nada a ganhar
A não ser o prazer de ser o mesmo mas mudar
Não há nada só bom
Nem ninguém é só mau
Se o início e o final de nós todos é um só
Eu digo: só!

De repente a gente saca
Que só não passa o que já passou
Sem vergonha e sem orgulho
Nós somos feitos do mesmo pó
 
Lulu Santos e Nelson Motta

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

NÃO É NADA DISSO

Coração doendo, apertado. Ela não acredita que você a julgou dessa forma. Não crê que a tenha interpretado assim. Procura e não encontra motivos para explicar tal desconforto. De onde veio esse pensamento? Ela fez assim e você entendeu assado.

É sabido que não há convivência, intimidade, mas pensava que já a conhecia ao menos um pouquinho. Sentia que havia a tal reciprocidade. Entretanto, nota-se que não. Eis que a primeira quase mágoa consumou-se. Tristeza! Lágrimas!

Indagações inocentes, sem qualquer indício de maldade ou soberba. Apenas perguntas, dúvidas. Escolheu-se alguém para respondê-las; a pessoa que, provavelmente, teria mais facilidade para esclarecer. Apenas isso. Opinião. Pede-se ajuda, de maneira natural, no entanto é visto com outros olhos. Estes que todos têm, que ficam no sombrio, que fazem parte do lado ruim do ser humano.

Ela disse: - É uma pena. Agora fica esse clima... Não sei o que devo fazer, se é que, realmente, devo fazer algo, tomar alguma atitude, defender-me. Mas como assim me defender? Como explicar o inexplicável?

Às vezes as palavras fazem isso conosco. Têm elas o poder, caso não sejam lidas de forma serena, de ferir, decepcionar, desconstruir, provocar julgamentos e conclusões indesejadas, errôneas.

Talvez melhor seja ficar quietinha. Tentar agir naturalmente. Não é novidade que nem sempre as coisas acontecem conforme o desejado. Ora se vai desarmado e é atingido, surpreendentemente, ora se é o golpeante.

Ela optou por rezar e pedir a Deus que desfaça os maus pensamentos, o mal-entendido. Não quer continuar com essa angústia. Almeja somente que compreenda que não houve intencionalidade, malícia.

VIDA ARTIFICIAL

"O AVESSO DOS PONTEIROS"

Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede

O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente não nota que a Lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrô
Confundo a vida ser um longa-metragem
O diretor segue seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai mais ao cinema

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

Penso quando você partiu
Assim... sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longe
E já nem se lembra do cais
Os carros na minha frente vão indo
E eu nunca sei pra onde
Será que é lá que você se esconde?

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário

O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim...


Ana Carolina

domingo, 21 de outubro de 2012

PARA REPOUSAR

Quando há disposição para estudar e trabalhar durante a madrugada geralmente fria e sempre solitária, é para ele que a mãe olha nos instantes das digressões, quando tristeza e angústia unem-se a fim de lhe mostrar quem manda.

Às vezes, outros pensamentos intentam tomar conta daquele momento, o coração fica apertado, as lágrimas preparam-se para cair. No entanto, a mãe direciona seu olhar ao filho e aquelas lágrimas de dor transformam-se em lágrimas de conforto, do mais sublime amor.

É nesta hora que brota uma força dentro dela, como se Jesus afagasse-lhe a cabeça dizendo para ficar tranqüila porque Ele está acompanhando tudo, abençoando seu caminho e de seu herdeiro, tentando lhe afastar daquela angústia que provoca intensa dor.

Ao sorrir, o filho transborda de alegria o coração da mãe, espanta o cansaço da jornada de muito estudo e trabalho e faz com que ela também sorria. Ao abraçá-la, é como se nada ao redor deles existisse, é como se um bastasse ao outro, como se nenhum mal pudesse lhes atingir.

A noite chega e dá início à famosa correria de terminar – ou ao menos adiantar – suas leituras, dar o jantar ao seu pequeno, arrumar as camas, fazer mamadeiras, colocar o pijama, rezar e dormirem.

Quando está dormindo, daquele tiquim de gente emanam uma paz, um conforto, tão forte amor que fazem sua mãe dar o mais profundo suspiro e agradecer a Deus pela vida dele.
 
Daí, ela lamenta o avançar das horas, pede à Mãe de Jesus para envolver seu rebento com seu Manto Sagrado, entrega suas vidas a Deus e, na maioria das vezes, arrisca voltar ao estudo e ao trabalho. Se não consegue, fecha os olhos e tenta impedir a invasão dos pensamentos para então repousar.