domingo, 29 de abril de 2012

MINHA TRILHA SONORA

Mais Que Isso
(Ana Carolina / Chico César)
 

"Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma música que eu gostei
E botei numa fita

Eu não vou gostar de você porque você acredita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei
Se precisa ser dita

Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora
Inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento e você cobra
Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero
O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora para

Será que é tão difícil aceitar o amor
Como é e deixar que ele vá, e nos leve pra todo lugar
Como aqui

Será melhor deixar essa nuvem passar
E você vai saber de onde vim, aonde vou
E que eu estou aqui."


E quando, meu Deus? Pergunto-lhe quando esta nuvem passará... Se é que ela realmente passará...

Amo demais esta música e admiro muito os compositores. Ana Carolina consagrada e Chico César esquecido na grande mídia.
 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

RESTOS

Restou a noite, o frio.
Restou o de sempre: a solidão.
Sozinha, eu com meus devaneios.

Restos de momentos,
saudades e ilusões.
Só ficou a vontade.

Vontade de voar para longe,
longe de você.
Longe daqui,
deste lugar que pertence a você.

Restaram eu e meu amor.
Ficaram a dor e o desejo.
Acompanha-me a ausência.

À margem de mim está a esperança.
Espero olhar e vê-lo bem,
pois feliz só comigo.

Restam apenas restos.

domingo, 22 de abril de 2012

FALANDO DE AMOR

                            Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure                        
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


                                                                                                                       Vinicius de Moraes

PRAZO DE VALIDADE

Há tantas coisas dentro de mim... Tantos pensamentos, devaneios... No meio destes sentimentos, ideias e meditações, existe o elementar, o Amor.

O Amor não me faz divagar como a paixão. O Amor que eu sinto por ele há dez anos é único, sei que não sentirei novamente por outrem. Amor etéreo, mais forte que minha própria força, inabalável, porém alcançável.

Há quem diga que sou muito nova para fazer tais afirmações. Que não sei quase nada da vida. Dizem que podemos amar mais de uma vez na vida. Respeito-as mas discordo. Só eu sei como é este Amor e o que ele já foi capaz de fazer para conseguir ficar ao lado do ser amado. Ninguém mais sabe como sinto e o que ele causa dentro de mim.

É um Amor tão bonito, tão puro, indefeso. Amor que ocupa todas as minhas brechas, que me envolve por inteira. Alimenta-se de coisas mínimas e nem deveria mais estar vivo aqui dentro. Ora adormece, ora desperta e deixa-me tonta, fazendo-me suspirar profundamente.

Esse Amor foi inacreditavelmente rejeitado, posto em última posição. Recebeu indiferença, mentiras, os mais cruéis enganos, covardia. Colocado de lado como uma cadeira que atrapalha o caminho no meio da sala.

Lutei! Ah! Como lutei... Não o queria mais. Só enxergava a dor, dor física também. Fiquei cega para a beleza do Amor que passou a ser só meu. Apenas lágrimas, bastantes. Palavras proferidas com brutalidade que não saíam da minha cabeça. Ao fechar os olhos me lembrava imediatamente do duro golpe. Era como sentir a dor do parto normal que 90% das mulheres dizem ser a mais devastadora das dores.

Conversei com Deus, implorei a Nossa Senhora, apelei para São Lucas e São Pedro. De nada adiantou porque o Amor permanece aqui, intacto, maduro.

É um sentimento crescente e opulento. Juro que não faço nada para mantê-lo vivo, embora ouvir o nome, a voz ou ver de longe já sejam suficientes para o Amor renovar esperanças que já deveriam estar exterminadas.

Hoje fico feliz e agradecida a Deus por ser capaz de sentir algo assim, desprovido da vontade de ser recompensado. Sentimento à margem do tempo cronológico, sem prazo de validade.

Amemos! Amemos no mais alto nível permitido por Deus! E se formos presenteados com reciprocidade, agradeçamos a Ele esse privilégio, pois amar e ser amado é realmente uma graça!

“Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir...”

quarta-feira, 18 de abril de 2012

SEI SIM

Vim na intenção de publicar a música “Nada sei” da Paula Toller e do George Israel, mas me ateei ao começo, à primeira estrofe, e aí desisti.

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber

Sei sim alguma coisa. Sei inúmeras coisas melhor dizendo.Vivo sabendo de algumas coisas mas também sigo por um caminho que não sei onde terminará, neste caso entrego à Deus e confio nEle! Afinal, Maria disse sim sem exteriorizar seus prováveis questionamentos e confiou na providência divina. Está aí o grande barato do catolicismo: os mistérios de Deus!

Sei que o homem adquiriu centenas de características ruins. Mas também sei que esse mesmo homem é dotado de amor, inteligência, fidelidade, respeito, humildade, força, motivação, paciência, alegria e outras muitas características positivas.

No entanto, sei que muitas vezes escolhemos as más atitudes. Por que é bem verdade que a base do que fazemos e como fazemos é a escolha. Deus nos mostra com exatidão tudo que devemos fazer e falar, mas Ele deixa a decisão final para nós. Dá-nos a responsabilidade dos nossos atos e mostra-nos as consequências.

Dirão: “ - Ah, Carol! Até parece que vocês sempre faz as escolhas adequadas!” Responderei: “ – Não faço não. Infelizmente cometo atitudes e profiro palavras impróprias, inadequadas para uma dada situação.” Mas creio firmemente que a perfeição só é vivida por Deus, todavia busco ser sua imagem e semelhança, por questão de obediência. Fácil? Não me façam rir. Claro que não é fácil num mundo que nos diz que temos de passar por cima das pessoas para conseguirmos o que desejamos com o objetivo de sermos melhores que elas.

A terceira estrofe também me tirou a vontade de publicar a música.

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando enquanto o tempo me deixar

Nem sempre sou errada. Na verdade os termos certo e errado, correto e incorreto estão deixando de fazer parte da minha seleção lexical há tempos. Quero dizer que nem sempre falho, nem sempre o problema é comigo. Cometo enganos não por permissão do tempo e sim por ser um ser humano. As pessoas depositam tantas expectativas em mim como aluna, como amiga, como filha, como mãe, namorada, esposa (ainda possuo 10% de esperança rs) que se esquecem de que sou ser humano, de que assim como eles também fui criada por Deus e estou aqui vivendo uma eterna busca para ser uma pessoa cada vez melhor.

Em contrapartida, as quarta e quinta estrofes me fazem querer publicar a música.

Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar

Nesse mar
Os segundos insistem em naufragar
Esse
mar me seduz
Mas é só pra me afogar

Se se substituir a palavra “mar” por “vida” na quarta estrofe, pensarei no futuro. Realmente não sei o que a vida me reserva; o que o futuro está armando. Não sei se conseguirei alcançar meus objetivos. Não sei se Deus é favorável a todos os meus planos.

E se na quinta estrofe se trocar a palavra “mar” por “mundo”, pensarei imediatamente no que sempre argumento. O mundo quer mesmo nos engolir ou algo desse tipo. É bem verdade que o mundo é bastante sedutor e possui coisas boas, todavia é muito egoísta e quer transformar-nos em pessoas vazias, inertes, mecânicas.

Volto atrás – reservo-me este direito – e publico a música. Além do mais possui uma melodia bacana.










segunda-feira, 16 de abril de 2012

SOU 100% LOUCA

Só Louco - Luiz Melodia

Só louco!
Amou como eu amei
Só louco!
Quis o bem que eu quis...


Ah! insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor para entender
É preciso amar, porque...


Só louco!
Amou como eu amei
Só louco!
Quis o bem que eu quis...


Ah! insensato coração
Porque me fizeste sofrer
Porque de amor para entender
É preciso amar, porque
Só louco!
Só louco!
Só louco!
Só louco!...


E ainda amo.
E muito.
E ainda dói.
Bastante.
Um dia isso acaba?
Pergunto ciente da resposta.
Sei que não acaba.

COM SAUDADE E VONTADE

Palpite - Vanessa Rangel

Tô com saudade de você
Debaixo do meu cobertor
E te arrancar suspiros
Fazer amor
Tô com saudade de você
Na varanda em noite quente
E o arrepio frio
Que dá na gente
Truque do desejo
Guardo na boca
O gosto do beijo...


Eu sinto a falta de você
Me sinto só
E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo pra você
Palpite!...


Tô com saudade de você
Do nosso banho de chuva
Do calor na minha pele
Da língua tua
Tô com saudade de você
Censurando o meu vestido
As juras de amor
Ao pé do ouvido
Truque do desejo
Guardo na boca
O gosto do beijo...


Eu sinto a falta de você
Me sinto só
E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo pra você
Palpite!...


E aí!
Será que você volta?
Tudo à minha volta
É triste
E aí!
O amor pode acontecer
De novo pra você
Palpite!





domingo, 15 de abril de 2012

DISPARADA

MERGULHO

Quero mergulhar. Um mergulho profundo no qual oxigênio não seria necessário para manter-me viva. Onde desejo mergulhar? Na vida, mas não numa vida qualquer, vivida de um jeito mais ou menos em tudo.

Quero uma vida com propósitos. Composta por elementos significativos e eficazes. Esses elementos seriam uma junção de tudo que me faz respirar melhor, que me faz acreditar que cada dia pode ser mais positivo e bonito; que me faz pensar que ainda não tenho o direito de perder a esperança.

Amor. A base. Principal motivo para se viver bem, numa grande proximidade da felicidade. Sentimento grandioso. Capaz de fortalecer nos momentos mais tristes e desmotivados. Sentimento que torna possível a cumplicidade numa relação, a união dentro da família e a amizade entre amigos. Sentimento preferido de Deus.

Respeito. Pilar de sustentação. Maior demonstração da integridade e dignidade de um ser humano. Forma simples de deixar claro para si e para o outro a importância de não invadir a vida das pessoas, suas casas e relacionamentos. Jeito saudável de mostrar às crianças a beleza, a seriedade e as consequências do que encontrarão nas suas trajetórias.

Humildade. “Saber que viemos do pó, que não somos muita coisa.” (Fernando Vieira Peixoto Filho). Presente implícita e explicitamente na índole e no caráter do indivíduo. Virtude intimamente ligada ao respeito e à simplicidade. Contrário de vanglória.

Esses elementos são uma ponte que leva a outros sentimentos e características que também compõem a vida que eu desejo. Através desta ponte podemos chegar ao carinho, à fidelidade, à amizade, à paz de espírito, ao sucesso, à bonança, às graças divinas...

Nesta vida também quero bastante música, Língua Portuguesa Padrão, Morfossintaxe? Hum! Tudo bem rs. Filosofia, Gêneros textuais, muita Literatura com Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Walter Benjamin...

Talvez pareça que almejo uma vida perfeita ou beirando à perfeição. Mas não é isso não. Nesta vida também estão as frustrações, os maus momentos, a solidão, a responsabilidade, a escuridão. No entanto, com amor, respeito e humildade fica mais fácil lidar com tudo isso, sobreviver.

Trata-se de um sonho? E se for? O que seria de mim se nem sonhar pudesse?!

Sonho todos os dias. Sonho dormindo. Sonho acordada. Sonho num restaurante e também no sofá da minha casa. Sonho lendo mas principalmente, escrevendo.

Sonho mergulhar no mar de um mundo multicor.


“Quero mergulhar nas profundezas do Espírito de Deus
e descobrir suas riquezas em meu coração.
É tão lindo, tão simples. Brisa leve,
tão suave doce Espírito Santo de Deus.
Tão suave, brisa leve, doce Espírito Santo de Deus.”




sábado, 14 de abril de 2012

ALL STAR

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário


Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje


Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas
Para a tua voz parece exato


Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra...
Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem, ficou pra hoje."


(Nando Reis)

VIROU MODA

Hoje à tarde coloquei o sono em dia acompanha do meu amado filho. Ao acordamos, jantamos e fomos para a pracinha do condomínio.

Enquanto o filhote brincava no parquinho eu dava prosseguimento à leitura do livro “Magia e Técnica, Arte e Política” de Walter Benjamin. Eis que num grupo de adolescentes escuto a seguinte construção: - O quê que tem ser “piranha”? Eu sou “piranha” mesmo, você não é? Creio que eu tenha deixado até de respirar por alguns segundos após ouvir essas orações saindo da boca de uma linda menina, linda mesmo de apenas doze anos de idade. A faixa etária do grupo era essa. Em seguida elas foram caminhar na praça para exibirem suas micro-roupas.

A reflexão foi profunda. Fechei o livro e olhei para o meu filho e seus novos amiguinhos correndo, felizes, ingênuos, despreocupados, dotados de uma pureza que parece ser roubada cada vez mais precocemente. Fiquei bastante triste e preocupada. Lembrei-me dos meus primos adolescentes e fiquei tentando imaginar o que eles pensam, fazem ou tem vontade de fazer.

O que será que aquela jovem entende por "piranha"? Uma menina que “pega” vários rapazes? Que usa roupas vulgares, maqueia-se e mostra para as outras o que ela consegue com seu corpo? Em qual ambiente ela vive? O que ela escuta na escola? Quais lugares ela frequenta? Seus pais têm conhecimento do que permeia a mente dessa jovem?

Como frear essa super banalização de tudo? Como fazer nossos jovens depreenderem os valores que nossos pais e familiares nos transmitiram? De que maneira podemos ficar mais atentos e afastá-los de toda esta corrupção sexual, se possível for? Como provar que a televisão e a mídia em geral não são detentores das verdades que regem nossas vidas?

Subi apavorada. Desabafei com minha mãe, que na hora derramou uma tímida e desesperadora lágrima – ela certamente pensou nos seus sobrinhos.

Pode parecer simples, normal. Pode fazer parte do mundo de hoje. Mas não está escrito em lugar algum que tenho de me conformar com isso e mesmo que estivesse não concordaria. Não tenho de adaptar-me a esta possível moda. Espanto-me mesmo! Lembro-me das minhas crianças – hoje adolescentes – da Igreja. Ao longo dos seis anos em que estivemos juntos na Pastoral dos Coroinhas, conversávamos sobre tudo, coisas que ele não tinham coragem de falar em casa. E por quê? Pais ausentes? Sem tempo? Desatentos? Retrógrados? O que explica um filho não se sentir à vontade para conversar com os pais?

Tive uma convivência muito estreita com meu pai durante a minha adolescência e foi bastante significativa. Não entendia quando aconteciam certas coisas que tanto para ele como para mim eram normais, e as pessoas ficavam verdadeiramente chocadas. Em 2001, passamos todo o mês de janeiro juntos. Foi sensacional! Duas semanas em Maceió, onde ele não queria deixar-me ir a um restaurante chamado “Zona”. Na ocasião os integrantes do grupo de excursão o chamaram de bôbo, diziam não ter nada demais eu ir etc. Mas ele só permitiu depois que o guia explicou como era o ambiente e no final meu pai foi junto comigo e divertimo-nos muito. Cinco dias em Cabo Frio, onde as pessoas nos olhavam e pensavam que éramos namorados porque só andávamos de mãos dadas. Cinco dias na Região dos Lagos, particularmente em Itaúna. Desta vez meu irmão nos acompanhou. E foi neste local que se deu o que realmente interessa para este texto. Num dos dias, estava na varanda da casa ouvindo música e batendo papo com as famílias e amigos dos donos da casa. Conversávamos sobre os mais diversos assuntos, inclusive namoro na adolescência. Ao ir ao banheiro vi que tinha ficado menstruada. Discretamente pedi ao meu pai que fosse à farmácia comprar absorvente. Só que uma das amigas escutou. Ela ficou tão indignada que me chamou num canto para saber como eu não tinha vergonha de falar sobre isso com meu pai, aí aproveitou para dizer que nunca tinha visto uma relação como a nossa. Na época ela era casada e tinha um filho pequeno.  

Meus pais são separados há vinte anos e cresci com a certeza de que ambos são meus verdadeiros amigos para tudo. Graças a Deus sempre pude recorrer a essa amizade. Por isso não entendia a surpresa das pessoas quando eu contava que fui primeiro até meu pai para contar que estava envolvendo-me com um homem de quarenta e seis anos e eu com vinte. Que também ele foi o primeiro a saber da minha gravidez. Que foi com ele que me abri sobre o meu primeiro e provavelmente único amor. E que conversei com minha mãe e com meu pai tantos outros assuntos que os filhos têm um verdadeiro bloqueio com seus pais.

É por tudo isso que peço a Deus discernimento e sabedoria para criar meu filho e também para acompanhar a vida dos meus afilhados. E a Nossa Senhora, peço a paciência e a sensatez que teve com seu Filho, Jesus Cristo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

AMOR ETERNO

"(...) Eu teria um desgosto profundo,
Se faltasse o flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra (...)"



Engraçado como o Flamengo incomoda intensamente a todos os torcedores dos outros clubes. Compreendo perfeitamente e é fácil saber o motivo, entretanto não o mencionarei.

Hoje o Flamengo ganhou de 3x0 contra o Lanús pela Taça Libertadores, mas como o Emelec ganhou de 3x2 contra o Olimpia, o Flamengo foi eliminado por depender de um empate no jogo do Emelec. Foi o suficiente para todos os vascaínos do condomínio onde moro ficarem roucos de tanto gritar a eliminação do meu time. Vascaíno tem memória curta e frase feita: "o juiz roubou para o Flamengo ganhar". Não perderei meu tempo escrevendo sobre eles. 

Em que essa eliminação muda o fato de possuirmos a maior torcida brasileira? Por que deixaríamos de valorizar a goleada? Onde está escrito que um time só vive de títulos? O nosso hino se inicia com a seguinte frase: "Uma vez Flamengo sempre Flamengo". É isso. Haja o que houver, seremos eternamente flamenfuistas, com muito amor e respeito aos seres humanos que fazem a bola rolar por noventa minutos ou mais, faça chuva ou sol.

Não cabe aqui ficar tecendo elogios por tratar-se do meu time do coração, mas não posso deixar de publicar mais uma vez na internet e pela primeira vez no meu blogue o meu amor rubro-negro!

Sou flamenguista na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na vitória e na derrota, na classificação e na eliminação!

Respeito os outros clubes e gostaria muito que respeitassem o Flamengo, todavia parece um pedido dificílimo!!!!

"Eu sempre te amarei
Onde estiver, estarei
Óh meu Mengo!

                                                                Tu és time de tradição
                                                                 Raça, amor e paixão
                                                                    Óh meu Mengo!"


TER PRIMEIRO, SER DEPOIS

Nesta tarde assistindo ao Jornal Hoje uma matéria me chamou atenção por tratar-se de um exemplo de quando digo que o dinheiro está em primeiro lugar na sociedade dita moderna.

Um jovem chamado Bruno de 19 anos chefiava uma quadrilha que praticava sequestros-relâmpago para com o dinheiro roubado comprar bebidas alcoólicas, roupas de grife, frequentar boates de bairros nobres de São Paulo e alugar casas no litoral paulista para comemorações com os amigos, dentre os quais estavam os que faziam parte da quadrilha.

Na internet Bruno está sendo chamado de playboy. Refleti justamente sobre essa denominação e também as patricinhas. Durante toda a minha adolescência a maioria dos meus colegas gostaria de ter uma vida diferente da que tinham. Levar lanche de casa para a escola era vergonhoso, humilhante. O certo, o legal era ter dinheiro para gastar diariamente na cantina. Muitos inadimplentes com a mensalidade do colégio, mas isso não tinha importância. A prioridade era conseguir tudo que era lançado nas lojas de roupas e calçados, frequentar os cinemas dos shoppings mais caros e as praias da zona Sul.

Hoje vejo claramente como os princípios do capitalismo fazem parte da nossa vida. Ter está em primeiro lugar. Ser é secundário. Ao longo dos anos a sociedade capitalista tem tido êxito no seu objetivo de fazer as pessoas, principalmente a juventude, desejar uma vida irreal, fútil, preenchida apenas com coisas materiais.

Um jovem que não tem um notebook, um iphone, pares de tênis e roupas de marca, um quarto com uma tevê de plasma e o último video game lançado no mercado, tem de sentir-se envergonhado. Se os colegas combinam de sair e os pais não tiverem o dinheiro naquela ocasião, esse jovem já possui motivo suficiente para viver uma depressão.

As meninas para darem uma chance de o rapaz ficar com ela, eles têm de ter carro e não pode ser um tão popular não. Tem de estar vestido com roupas da moda e pagar tudo quando forem sair. O homem educado, gentil, carinhoso está em segundo plano. Hoje ele tem de morar numa boa casa de dois andares, mais terraço e piscina e ter sempre dinheiro e cartão de crédito com um super limite, na carteira.

Meu pai só conseguiu entender as razões que me faziam chorar quando só me levava a lugares caros, quando nunca me deixava comprar roupas nas feiras de rua, ao perder o emprego que proporcionava tudo isso. Passamos a andar de ônibus e ficar atentos às promoções dos supermercados. Tudo mudou. Regredimos. Levei numa boa, todavia ele até hoje sente muito por não ter o que tinha.

Meu Deus! Meu Deus! Liberta-nos de todos esses vícios, afasta de nós esses malefícios, faz-nos resgatar o que verdadeiramente é relevante para termos riquezas de valores familiares.

Linque da matéria: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/04/jovem-que-chefiava-quadrilha-e-preso-em-sao-paulo.html

SOMOS HUMANOS

Ao Coração

Deus me entregou bem mais do que mereço
talvez seja por isso
que eu me cobre um pouco mais
não que eu não seja capaz
mas, às vezes é difícil


nem sempre sei fazer o bem que eu desejo
e, às vezes, eu me vejo
me enganando sempre mais
não que eu não queira acertar
mas nem sempre é possivel


já me condeno tanto
pelos erros que na vida cometi
pelas vezes que eu não soube decidir
e assim, meu coração gritava
desespero de quem ama
coração, tu que estás dentro em meu peito
me condenas desse jeito
e eu não sei por qual motivo
se és divina voz em mim
só te peço, por favor, eu sou humano
não me condenes assim


humano eu sou assim: virtudes e limites
se agora me permites
eu pretendo ser feliz
sem prender-me ao que não fiz
mas olhando o que é possivel


a dor que, às vezes, vem
me faz feliz também
pois nela me recordo
o valor que tem a cruz
quando a noite esconde a luz
Deus acende as estrelas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

É POSSÍVEL

"Está tudo muito ruim, e nós precisamos mais do que nunca ser solidários uns com os outros. Trocar estímulos." Obs.: Retirada do Livro: CARTAS


Diariamente penso o que pode estar ocasionando as negativas transformações humanas. Características como humildade, companheirismo, educação, gentileza e solidariedade estão indo embora numa velocidade assustadora. Isto me aterroriza mas graças a Deus ainda não perdi as esperanças, e não as quero perder.

Hoje em dia as pessoas são capazes de quase tudo ou tudo para alacançarem seus objetivos, doa a quem doer. É onde o egoísmo ,e às vezes a maldade, fazem-se mais presentes.

Acredito que somos fortes bastante para resgatarmos as coisas boas que Deus colocou em nós ao nos formar. Colocar respeito, amor ao próximo e educação nos seus devidos lugares. Tirar a intensidade de tudo aquilo que vem destruindo nossas famílias e relações de amizade.

Sigamos a dica do Caio. Sejamos mais solídários!



terça-feira, 10 de abril de 2012

DESABAFO

São bastantes coisas para deixá-las todas dentro de mim. Não que eu não tenha amigos (os melhores que alguém pode ter, inclusive) para conversar, todavia o meu forte, o que realmente me conforta e me encanta é esta maravilha de poder escrever e se possível, escrever bem.

Palavra. O dicionário Houaiss da língua portuguesa apresenta dezenas de definições, mas as que melhor se encaixam neste espaço que acabei de criar são as seguintes: “4 unidade mínima com som e significado que pode, sozinha, constituir enunciado; forma livre mínima, vocábulo. 5 manifestação verbal escrita; declaração.” É exatamente o que almejo neste blogue. Declarar-me, manifestar-me de forma livre, sem me preocupar com quem lerá ou deixará de ler as minhas construções e quais serão as possíveis interpretações. Quero apenas tentar transcrever o que permeia meus pensamentos e meus sentimentos sem a pretensão de agradar e muito menos desagradar.

Pensei em vários nomes para o blogue e até hoje de manhã ele se chamaria “Eterna busca”. Entretanto, aconteceram tantas coisas, ouvi, vi e li tantas coisas que me trouxeram à mente dezenas de perguntas, que resolvi mudar o nome para “Quase sem resposta”. É isso. Foi assim que me senti diante das inúmeras indagações. As respostas eram mínimas e a maior parte delas, insuficiente, insatisfatória.

Hoje foi um dia de poucas alegrias. Na verdade, só tive uma alegria, que tem sido a única garantida nos últimos dois anos. Meu filho. Sem o incluir só senti tristeza, indignação, surpresas ruins, saudade (muita, muita mesmo), medo (muito medo), ansiedade, insegurança.

Agora pouco li uma postagem da minha amiga Daniela Teles no facebook na qual ela disse: “To eu aqui, mais uma noite trabalhando até la se sabe que horas e minha cabeça roda, roda, roda e não consegue chegar de fato a algum lugar.
Vejo o meu mundo ao redor e parece ta tudo tao estranho, tudo tao confuso, fico me perguntando se eu que to fora dele ou se ele realmente, como dizia a Cassia Eller, "está ao contrário e ninguem reparou". Os valores hoje em dia são completamente outros do que eu aprendi com meus pais, será que eles estavam errados esse tempo?
Hoje em dia se da tudo por uma briga, por um desconforto, por uma rincha, e pelo carinho? pela bondade? pelo respeito ao próximo, o que estão dando?

Na verdade, não e possivel que não tenham reparado, é bem possível que não queiram enxergar, isso sim.
Prefiro acreditar nos meus valores e acreditar que meus pais sempre foram corretos no que me ensinaram.
Faço a minha parte e é só o que posso fazer!”

E eu fiz o seguinte comentário: “É isso mesmo. Hoje vivemos, ou melhor, sobrevivemos num mundo de inversos valores. Tudo ou quase tudo mudou, lamentavelmente para pior. Entretanto, ainda restam nossos princípios e as pessoas que mais nos amam: nossos pais, nossa família. Ou pelo menos assim deveria ser. Sinto muito por você partilhar da mesma indignação que venho sentindo, sofridamente, todos os dias. Peço a Deus para que tenha misericórdia de nós, esta humanidade hipócrita, mesquinha, egoísta e infiel. Grande beijo de uma pessoa que espera estar sempre presente na sua vida de maneira positiva.”

Bem, se não estivesse sentido-me livre pediria perdão pela leitura extensa, mas aqui posso manifestar-me sem ter de “pisar em ovos.”

Adendo: aqui encontrarão muita música, nostalgia, amor, esperança, relatos, dicas de filmes, lugares, comida e bebida, e bastante poesia.