São bastantes coisas para deixá-las todas dentro de mim. Não que eu não tenha amigos (os melhores que alguém pode ter, inclusive) para conversar, todavia o meu forte, o que realmente me conforta e me encanta é esta maravilha de poder escrever e se possível, escrever bem.
Palavra. O dicionário Houaiss da língua portuguesa apresenta dezenas de definições, mas as que melhor se encaixam neste espaço que acabei de criar são as seguintes: “4 unidade mínima com som e significado que pode, sozinha, constituir enunciado; forma livre mínima, vocábulo. 5 manifestação verbal escrita; declaração.” É exatamente o que almejo neste blogue. Declarar-me, manifestar-me de forma livre, sem me preocupar com quem lerá ou deixará de ler as minhas construções e quais serão as possíveis interpretações. Quero apenas tentar transcrever o que permeia meus pensamentos e meus sentimentos sem a pretensão de agradar e muito menos desagradar.
Pensei em vários nomes para o blogue e até hoje de manhã ele se chamaria “Eterna busca”. Entretanto, aconteceram tantas coisas, ouvi, vi e li tantas coisas que me trouxeram à mente dezenas de perguntas, que resolvi mudar o nome para “Quase sem resposta”. É isso. Foi assim que me senti diante das inúmeras indagações. As respostas eram mínimas e a maior parte delas, insuficiente, insatisfatória.
Hoje foi um dia de poucas alegrias. Na verdade, só tive uma alegria, que tem sido a única garantida nos últimos dois anos. Meu filho. Sem o incluir só senti tristeza, indignação, surpresas ruins, saudade (muita, muita mesmo), medo (muito medo), ansiedade, insegurança.
Agora pouco li uma postagem da minha amiga Daniela Teles no facebook na qual ela disse: “To eu aqui, mais uma noite trabalhando até la se sabe que horas e minha cabeça roda, roda, roda e não consegue chegar de fato a algum lugar.
Vejo o meu mundo ao redor e parece ta tudo tao estranho, tudo tao confuso, fico me perguntando se eu que to fora dele ou se ele realmente, como dizia a Cassia Eller, "está ao contrário e ninguem reparou". Os valores hoje em dia são completamente outros do que eu aprendi com meus pais, será que eles estavam errados esse tempo?
Hoje em dia se da tudo por uma briga, por um desconforto, por uma rincha, e pelo carinho? pela bondade? pelo respeito ao próximo, o que estão dando?
Na verdade, não e possivel que não tenham reparado, é bem possível que não queiram enxergar, isso sim.
Prefiro acreditar nos meus valores e acreditar que meus pais sempre foram corretos no que me ensinaram.
Faço a minha parte e é só o que posso fazer!”
E eu fiz o seguinte comentário: “É isso mesmo. Hoje vivemos, ou melhor, sobrevivemos num mundo de inversos valores. Tudo ou quase tudo mudou, lamentavelmente para pior. Entretanto, ainda restam nossos princípios e as pessoas que mais nos amam: nossos pais, nossa família. Ou pelo menos assim deveria ser. Sinto muito por você partilhar da mesma indignação que venho sentindo, sofridamente, todos os dias. Peço a Deus para que tenha misericórdia de nós, esta humanidade hipócrita, mesquinha, egoísta e infiel. Grande beijo de uma pessoa que espera estar sempre presente na sua vida de maneira positiva.”
Bem, se não estivesse sentido-me livre pediria perdão pela leitura extensa, mas aqui posso manifestar-me sem ter de “pisar em ovos.”
Adendo: aqui encontrarão muita música, nostalgia, amor, esperança, relatos, dicas de filmes, lugares, comida e bebida, e bastante poesia.