Nesta tarde assistindo ao Jornal Hoje uma matéria me chamou atenção por tratar-se de um exemplo de quando digo que o dinheiro está em primeiro lugar na sociedade dita moderna.
Um jovem chamado Bruno de 19 anos chefiava uma quadrilha que praticava sequestros-relâmpago para com o dinheiro roubado comprar bebidas alcoólicas, roupas de grife, frequentar boates de bairros nobres de São Paulo e alugar casas no litoral paulista para comemorações com os amigos, dentre os quais estavam os que faziam parte da quadrilha.
Na internet Bruno está sendo chamado de playboy. Refleti justamente sobre essa denominação e também as patricinhas. Durante toda a minha adolescência a maioria dos meus colegas gostaria de ter uma vida diferente da que tinham. Levar lanche de casa para a escola era vergonhoso, humilhante. O certo, o legal era ter dinheiro para gastar diariamente na cantina. Muitos inadimplentes com a mensalidade do colégio, mas isso não tinha importância. A prioridade era conseguir tudo que era lançado nas lojas de roupas e calçados, frequentar os cinemas dos shoppings mais caros e as praias da zona Sul.
Hoje vejo claramente como os princípios do capitalismo fazem parte da nossa vida. Ter está em primeiro lugar. Ser é secundário. Ao longo dos anos a sociedade capitalista tem tido êxito no seu objetivo de fazer as pessoas, principalmente a juventude, desejar uma vida irreal, fútil, preenchida apenas com coisas materiais.
Um jovem que não tem um notebook, um iphone, pares de tênis e roupas de marca, um quarto com uma tevê de plasma e o último video game lançado no mercado, tem de sentir-se envergonhado. Se os colegas combinam de sair e os pais não tiverem o dinheiro naquela ocasião, esse jovem já possui motivo suficiente para viver uma depressão.
As meninas para darem uma chance de o rapaz ficar com ela, eles têm de ter carro e não pode ser um tão popular não. Tem de estar vestido com roupas da moda e pagar tudo quando forem sair. O homem educado, gentil, carinhoso está em segundo plano. Hoje ele tem de morar numa boa casa de dois andares, mais terraço e piscina e ter sempre dinheiro e cartão de crédito com um super limite, na carteira.
Meu pai só conseguiu entender as razões que me faziam chorar quando só me levava a lugares caros, quando nunca me deixava comprar roupas nas feiras de rua, ao perder o emprego que proporcionava tudo isso. Passamos a andar de ônibus e ficar atentos às promoções dos supermercados. Tudo mudou. Regredimos. Levei numa boa, todavia ele até hoje sente muito por não ter o que tinha.
Meu Deus! Meu Deus! Liberta-nos de todos esses vícios, afasta de nós esses malefícios, faz-nos resgatar o que verdadeiramente é relevante para termos riquezas de valores familiares.
Linque da matéria: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/04/jovem-que-chefiava-quadrilha-e-preso-em-sao-paulo.html
Linque da matéria: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/04/jovem-que-chefiava-quadrilha-e-preso-em-sao-paulo.html
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