quarta-feira, 18 de abril de 2012

SEI SIM

Vim na intenção de publicar a música “Nada sei” da Paula Toller e do George Israel, mas me ateei ao começo, à primeira estrofe, e aí desisti.

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber

Sei sim alguma coisa. Sei inúmeras coisas melhor dizendo.Vivo sabendo de algumas coisas mas também sigo por um caminho que não sei onde terminará, neste caso entrego à Deus e confio nEle! Afinal, Maria disse sim sem exteriorizar seus prováveis questionamentos e confiou na providência divina. Está aí o grande barato do catolicismo: os mistérios de Deus!

Sei que o homem adquiriu centenas de características ruins. Mas também sei que esse mesmo homem é dotado de amor, inteligência, fidelidade, respeito, humildade, força, motivação, paciência, alegria e outras muitas características positivas.

No entanto, sei que muitas vezes escolhemos as más atitudes. Por que é bem verdade que a base do que fazemos e como fazemos é a escolha. Deus nos mostra com exatidão tudo que devemos fazer e falar, mas Ele deixa a decisão final para nós. Dá-nos a responsabilidade dos nossos atos e mostra-nos as consequências.

Dirão: “ - Ah, Carol! Até parece que vocês sempre faz as escolhas adequadas!” Responderei: “ – Não faço não. Infelizmente cometo atitudes e profiro palavras impróprias, inadequadas para uma dada situação.” Mas creio firmemente que a perfeição só é vivida por Deus, todavia busco ser sua imagem e semelhança, por questão de obediência. Fácil? Não me façam rir. Claro que não é fácil num mundo que nos diz que temos de passar por cima das pessoas para conseguirmos o que desejamos com o objetivo de sermos melhores que elas.

A terceira estrofe também me tirou a vontade de publicar a música.

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando enquanto o tempo me deixar

Nem sempre sou errada. Na verdade os termos certo e errado, correto e incorreto estão deixando de fazer parte da minha seleção lexical há tempos. Quero dizer que nem sempre falho, nem sempre o problema é comigo. Cometo enganos não por permissão do tempo e sim por ser um ser humano. As pessoas depositam tantas expectativas em mim como aluna, como amiga, como filha, como mãe, namorada, esposa (ainda possuo 10% de esperança rs) que se esquecem de que sou ser humano, de que assim como eles também fui criada por Deus e estou aqui vivendo uma eterna busca para ser uma pessoa cada vez melhor.

Em contrapartida, as quarta e quinta estrofes me fazem querer publicar a música.

Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar

Nesse mar
Os segundos insistem em naufragar
Esse
mar me seduz
Mas é só pra me afogar

Se se substituir a palavra “mar” por “vida” na quarta estrofe, pensarei no futuro. Realmente não sei o que a vida me reserva; o que o futuro está armando. Não sei se conseguirei alcançar meus objetivos. Não sei se Deus é favorável a todos os meus planos.

E se na quinta estrofe se trocar a palavra “mar” por “mundo”, pensarei imediatamente no que sempre argumento. O mundo quer mesmo nos engolir ou algo desse tipo. É bem verdade que o mundo é bastante sedutor e possui coisas boas, todavia é muito egoísta e quer transformar-nos em pessoas vazias, inertes, mecânicas.

Volto atrás – reservo-me este direito – e publico a música. Além do mais possui uma melodia bacana.










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