Sim, deveria ser o encerramento, mas não, trata-se meramente de uma pausa. São fases ou ciclos viciosos? Dizem que tudo na vida tem início, meio e fim; introdução, desenvolvimento e conclusão, como aprende-se (ou tenta-se aprender) nas aulas de redação.
Às vezes, parece que seria melhor se, de início, fosse possível observar que aquela pessoa ou situação causaria dor, frustração, trauma. Entretanto, poderia impedir que reflexões fossem feitas, depreensões se realizassem, proximidade do equilíbrio fosse atingida.
O caminho do intervalo, antecedido pela continuação, seguindo para o fim, é duro, requer concessões, abandono de hábitos, abertura às mudanças, disposição para novidades, desarmar-se. Não há percursos pouco conhecidos para reduzir este trajeto; é preciso ter coragem e bom senso para atravessá-lo.
Basta de lamentações, representações, mesquinharias, idealizações, perda de tempo com artificialidades! Chega de ficar tentando entender o porquê de algumas atitudes pretéritas dos outros, de sofrer, permanentemente, por algo que não se repetirá ou pelo amor de uma relação, entre homem e mulher, que não voltará.
Afirmam que tudo muda o tempo todo, e deve ser verdade. Então, por que insistir em viver numa roda nem sempre gigante? A todo instante, amiúdam-se atos sabidos negativos, que nada acrescentam de benéfico.
Prefere-se a acomodação das lacunas ao empenho necessário para chegar-se ao final. É comum escolher o mais fácil; há pressa, desassossego, ansiedade. Fazer outra opção em que seja indeclinável abdicar, desfazer, recomeçar pela esquerda ao invés da direita ou por baixo em vez de por cima é penoso aos olhos da humanidade.
Arremata-se que repousos sobrepõem-se aos desenlaces, o que, inúmeras vezes, pode ser lastimável; indelevelmente, as vírgulas em detrimento dos pontos finais.