Poderia ser qualquer um, mas ela não é dessas. Deseja o conhecido. Quer repetir; sentir toda aquela delícia novamente. Até pensa em novidade, no entanto nada encontra. Não surgiu ainda quem a fizesse delirar e esquecer-se do mundo além daquelas quatro paredes. Então, conclui que só ele é capaz de satisfazê-la. Errada? Talvez, embora ninguém a convença.
Dias... Noites... Memória... Será adequado procurar? Será sensato revelar sua vontade? Prazer e sensatez combinam? O que fazer?
Sozinha. Quase sempre é isso: o corpo, a pele, o ser humano. Certo? Errado? Chega! Por que rotular? Quem disse que tudo tem respostas, explicações, porquês? Verdades? Mentiras? Não importa! Quer, sente e assim é! Assim tem sido!
Idade? Experiência? Ah! Tempo perdido! Para ela o que importa é deitar-se, fechar os olhos e sentir o que deseja! Não há receitas. Ninguém ensina. O tempo passa e a vontade é proporcional.
Homem, mulher, história, corpo, ser humano, tudo concorre para o de novo, para o fazer sem sofrer, sem magoar, sem prometer; apenas fazer, sentir, gozar, satisfazer. É isso! É muito? É feio? Quem disse? Onde está escrito?
Adultos, sensatos, conscientes, é suficiente.
Coragem. Parece até que um crime será cometido. Ela quer apenas corpo a corpo, respiração ofegante, suor. Natural, normal - como dizem -, não dá para ser indiferente o tempo todo. Não é saudável fingir.
Segue solitária, tentando conformar-se apenas com o desejo, a vontade, o tesão não saciado. Sonha acordada e permanece esperando. Aguarda o dia em que a hipocrisia e o medo perderão força para o desejo e o momento, ou para o dia que surgirá outrem que lhe surpreenda!
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