Fatos ocorrem simultaneamente a cada instante do dia. Uns bons, agradáveis, gostosos, alegres. Outros tristes, angustiantes, preocupantes, desagradáveis, irritantes. Mas, ainda assim, acontecem lado a lado.
Lado a lado é bom para pais e filhos, maridos e esposas, avós e netos, irmãos, amigos, professores e alunos. É aliviador olhar para o lado e não ver vazio, dor, aflição. É consolador ter ao lado amor, carinho, atenção, respeito e amizade.
É possível verificar a inconstância do ser humano, não por escolha, mas por imposição, mesmo em alguém cuja sensibilidade não seja tão perspicaz. Isto ocorre porque no decorrer do dia vive-se, saborea-se o doce e o azedo. Ora sente-se alegria ora tristeza. Ora fica-se contente ora chateado. Ora emociona-se por algo estupendo ora chora por notícias ruins.
Enquanto ela celebrava mais um ano de vida uma pessoa próxima morria. Enquanto ele chorava a partida do irmão a amiga ficava ciente de uma maravilhosa novidade. Enquanto eles choravam a morte a vida se fazia presente e sorridente através das crianças que ali estavam. Enquanto havia tantas pessoas alguns estavam sozinhos. Enquanto tentava transmitir força com sua presença se preocupava com seu filho e seu trabalho.
Será este o tal ciclo da vida?
Mas foi também ali, entre aquelas gentes, ao passo que o corpo era velado, orações eram feitas, pai e filho se abraçavam de maneira emocionante. O filho, ao entrelaçar sua mão na do pai e oferecer-lhe seu ombro para que este chorasse em segurança, aniquilava qualquer incerteza do pai em relação ao amor e preocupação do seu filho. Ali foram sanadas todas as dúvidas acerca do amor, do zelo, da solidariedade e do companheirismo do filho para com seu pai. Bonito demais ver toda a magia daquela cena no mesmo instante em que se aguardava o sepultamento.
Mas foi também ali, entre aquelas gentes, ao passo que o corpo era velado, orações eram feitas, pai e filho se abraçavam de maneira emocionante. O filho, ao entrelaçar sua mão na do pai e oferecer-lhe seu ombro para que este chorasse em segurança, aniquilava qualquer incerteza do pai em relação ao amor e preocupação do seu filho. Ali foram sanadas todas as dúvidas acerca do amor, do zelo, da solidariedade e do companheirismo do filho para com seu pai. Bonito demais ver toda a magia daquela cena no mesmo instante em que se aguardava o sepultamento.
Era muita gente, muitas dores misturadas, muitas perguntas sem respostas, revoltas, saudades. No entanto, todas essas dores de quem nunca se viu na vida tinham uma similitude: a despedida.
E outras despedidas aconteceram. Cada um foi embora para o seu destino, com a mente repleta de questões que necessitam de reflexão. Despediram-se com abraços silenciosos, beijos carinhosos, mãos dadas, tentativa de palavras consoladoras.
Há de se ter cuidado na despedida, momento delicado, hora que encerra qualquer possibilidade de retorno, instante de certeza do fim. É necessário prudência com as palavras no momento de fragilidade. Vocábulos completamente esvaziados semanticamente não despertam fé, não provocam paz, apenas prolongam a dor, o cansaço, o desconforto. Trazem à tona, novamente, tudo aquilo que se questiona há tempos. Refere-se aqui à função fática, ao “falar da boca pra fora”.
É exatamente assim: tudo ao mesmo. Há uma mescla de sentimentos, uma confusão de pensamentos, uma mistura de sensações.
O que deve permanecer é a fé em Deus, porque Ele, com certeza, acolhe todos os seus filhos, apega-se, principalmente, àqueles que sofrem/sofreram demais, que vivenciam/vivenciaram uma tristeza profunda. Ele perdoa as fraquezas humanas porque conhece cada cantinho que preenche os seres humanos.
Deve ficar também a fé na Virgem Maria, pois é a Ela que Jesus ouve e obedece. É Ela que cuida de todas as pessoas criadas por Deus, como seus filhos do coração. Ela é detentora da intercessão mais poderosa que existe, que tem o colo mais acolhedor.
Saiba que vc tem sido anjo bom na vida de muita gente...
ResponderExcluirObrigado pelo carinho por mim, pela minha família...
Devido à sua insistência, Fernando, aceitarei seu agradecimento. (Vc me emociona!)
ResponderExcluirTambém lhe agradeço pela reciprocidade e sua presença constante aqui...
Quanto à sua família penso que apenas retribuo a forma com a qual me tratam.