domingo, 14 de abril de 2013

OUTRAS ALTERNATIVAS

Dizer que a vida é uma escolha, que é feita de escolhas, frequentemente tem de se fazer escolhas é algo comum, corriqueiro; já deixou de ser motivo de reflexão, ao menos para a maior parte das pessoas.

Entretanto, há momentos, períodos da vida, em que escolher é intenso demais, bastante presente a todo instante. E, inúmeras vezes, as alternativas ficam na penumbra, dificultando a visão, impossibilitando a escolha.

Às vezes dá vontade de não pesar as consequências e simplesmente fazer o que se tem vontade, o que sente saudade, aproveitar a oportunidade de aliviar a tensão.

E nesta tarde de quinta-feira foi assim. Aula de morfossintaxe do português – oportunidade de relembrar aspectos gramaticais da língua portuguesa de maneira eficaz. Em seguida, algumas (poucas) horas de ótima companhia e bom papo, a fim de esquecer-se da péssima noite e dos tristes acontecimentos da vida, da rotina de cobranças e responsabilidades. Deu certo. Falou-se de coisa séria, mas houve largo espaço para boas risadas, ainda que às custas de somente uma pessoa; eram dois contra um.

Nessa tarde, ela optou por ignorar os afazeres do trabalho, ficar tranquila por saber que seu filho estaria em mãos seguras e gozar a chance de desviar-se das preocupações. Ótima escolha! Foi embora contente, sorrindo ao lembrar-se dos comentários.

Os efeitos foram pesados, mas não abriu espaço para suas próprias reclamações porque já sabia o que viria a seguir. Arrependimentos? Não houve. Valeu a pena rir e fazer sorrir, dividir o peso, sentir que nem sempre a solidão deve vencer.

Em meio à turbulência, ao cansaço, ao desânimo, à tristeza, ainda é possível encontrar carinho, amizade, companhia; ainda é possível viver bons momentos, instantes de leveza; ainda é possível escolher outras alternativas.


11/04/13.


2 comentários:

  1. Sempre existem outras alternativas,por mais que nos pareça que existam apenas dois caminhos,devemos refletir e encontrar um terceiro,talvez o melhor a ser seguido.

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  2. Verdade, Gu! É que quando ao redor só o que é ruim fica nítido, o terceiro caminho parece muito distante.

    Obrigada pela contribuição!

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