sábado, 1 de fevereiro de 2014

JANEIRO E SUAS DESPEDIDAS

"Ano Novo, vida nova!”. Pensava que essa afirmação era positiva, que seria uma vida cheia de alegrias e novos sonhos, diferente do ano antecedente. E que as forças seriam renovadas e os sorrisos mais fáceis de dar.

Janeiro/2014 foi marcado por separações: fortes, dolorosas e, talvez, necessárias. E também assinalado por constantes reflexões, lembranças, saudades e alguns questionamentos.

Pablo foi ao encontro do Pai, o grande e único detentor de todas as repostas e explicações. Um primo muito querido, que deu o seu adeus logo, aos 35 anos. Pessoa iluminada, cujo coração não fazia parte da maioria. Homem amável, presente, família, o mais família que já conheci.
Uma dor inédita, para mim pelo menos. Tão intensa, tão profunda, causadora de desespero, falta de ar e perda do controle. Uma porrada impiedosa da realidade. Fato consumado.
A saudade é permanente, porém, a dor vai e volta. Saudade do sorriso maravilhoso, das brincadeiras, dos momentos de confraternização, do carinho.
A ausência da Xanda também bateu forte, especificamente no dia 27; e então era o dia do seu aniversário e eu não lembrava. Uma saudade que toma conta de tudo. Estar na universidade e pensar nela, lembrar seu sorriso e suas palavras de força tornou-se rotina. Como era gostoso almoçarmos juntas e darmos gargalhadas...
Não está no mesmo plano de carne e osso, entretanto é também uma separação física. Gigi mudar-se-á para São Paulo. E os 40 minutos que nos distanciavam transformar-se-ão em 7 horas. Esta ficha está emperrada, não quer cair de jeito algum.
Uma irmã que Deus me deu. Pessoa muito querida e importante. Pensar que nossos momentos de muito diálogo ao vivo, risadas e lágrimas perderão a frequência está doendo bastante. Ela e a mãe julgam ser necessária a viagem. Mas, e nós?
Estou exagerando? Há o direito de pensar que sim. Mas nós, amigas mesmo, há quase 10 anos, sabemos que não há exagerado quando o amor é sincero, quando a relação é intensa, quando a vontade de estar junto é permanente, quando se pode falar em amizade.
Não quero mais pensar nisso. Só sei que será bem difícil e que, provavelmente, a internet ajudará bastante.
Não sei o que significa um início de ano definido por dor e ausência. Não sei para quê tudo isso se deu. Não sei como será daqui para frente. A única certeza é de que o lado benigno desses fatos é que o amor sempre esteve/está/estará presente.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...

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