"Ano Novo, vida nova!”.
Pensava que essa afirmação era positiva, que seria uma vida cheia de alegrias e
novos sonhos, diferente do ano antecedente. E que as forças seriam renovadas e
os sorrisos mais fáceis de dar.Janeiro/2014 foi marcado por separações: fortes, dolorosas e, talvez, necessárias. E também assinalado por constantes reflexões, lembranças, saudades e alguns questionamentos.
Pablo foi ao encontro do
Pai, o grande e único detentor de todas as repostas e explicações. Um primo
muito querido, que deu o seu adeus logo, aos 35 anos. Pessoa iluminada, cujo
coração não fazia parte da maioria. Homem amável, presente, família, o mais
família que já conheci.
Uma dor inédita, para mim
pelo menos. Tão intensa, tão profunda, causadora de desespero, falta de ar e
perda do controle. Uma porrada impiedosa da realidade. Fato consumado.
A saudade é permanente,
porém, a dor vai e volta. Saudade do sorriso maravilhoso, das brincadeiras, dos
momentos de confraternização, do carinho.
A ausência da Xanda também
bateu forte, especificamente no dia 27; e então era o dia do seu aniversário e
eu não lembrava. Uma saudade que toma conta de tudo. Estar na universidade e
pensar nela, lembrar seu sorriso e suas palavras de força tornou-se rotina.
Como era gostoso almoçarmos juntas e darmos gargalhadas...
Não está no mesmo plano de
carne e osso, entretanto é também uma separação física. Gigi mudar-se-á para
São Paulo. E os 40 minutos que nos distanciavam transformar-se-ão em 7 horas.
Esta ficha está emperrada, não quer cair de jeito algum.
Uma irmã que Deus me deu. Pessoa
muito querida e importante. Pensar que nossos momentos de muito diálogo ao vivo,
risadas e lágrimas perderão a frequência está doendo bastante. Ela e a mãe
julgam ser necessária a viagem. Mas, e nós?
Estou exagerando? Há o
direito de pensar que sim. Mas nós, amigas mesmo, há quase 10 anos, sabemos que
não há exagerado quando o amor é sincero, quando a relação é intensa, quando a
vontade de estar junto é permanente, quando se pode falar em amizade.
Não quero mais pensar nisso.
Só sei que será bem difícil e que, provavelmente, a internet ajudará bastante.
Não sei o que significa um
início de ano definido por dor e ausência. Não sei para quê tudo isso se deu.
Não sei como será daqui para frente. A única certeza é de que o lado benigno desses
fatos é que o amor sempre esteve/está/estará presente.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...
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