A
noite pretérita não foi um espetáculo, no entanto deu para dormir e é isso que
importa: conseguir desligar o cérebro por algumas horas. Adormeci feliz por ter
visto, abraçado e beijado meu noivo depois de mais de duas semanas sem nos
vermos graças à pandemia da covid-19. Todavia, também fui dormir tensa pois
minha amiga Ana estava aflita e distante aguardando o nascimento da primeira
neta, Olívia, a qual nasceu hoje de madrugada, linda, saudável e gigante
(risos).
Pela
manhã, recordei-me da live do pe.
Fábio com a Marcia quando ele falava sobre amizade; uma amizade sadia, sem
peso, interesses e cobranças. E aí ele proferiu sobre a relevância bastante
significativa de envelhecermos com os mesmos amigos, os antigos. Afirmou que nada
nos impede de termos novos apreços, é até positivo, mas que conservar os
anteriores têm a ver com a questão de pertença, reencontro, origem, nossas próprias
origens.
Pensei
em várias das minhas amigas, mais um pouco em duas especificamente: Marcele e Ana. Aquela não
vejo há meses, falo pouco, somos comadres e algumas outras belas e deleitosas classificações,
mas algo mudou entre nós e faz com que não participemos da vida uma da outra
como outrora parecia lei para nós. Com esta não falava tanto nos últimos dois
anos, embora sempre trocando figurinhas nas redes sociais e a última vez que
havíamos nos visto tinha sido no meu aniversário de 2017.
No
início de março, fui de surpresa ao chá de bebê da neta da Ana e foi delicioso
sentir que absolutamente nada transmutou entre nós; nossa amizade continua
firme sabendo de onde veio e querendo seguir adiante; que sensação maravilhosa!
A gente não se fala com tanta frequência quanto à época da faculdade e um pouco
depois da graduação, mas a confiança e o bem querer entre nós me parece
inabalável e isso é incrível, é um retrato do que disse o pe.
Não
sei se com a Marcele será da mesma forma, creio que sim, até pressinto que sim.
Da última vez que nos vimos, foi muito rápido devido às nossas
responsabilidades e correria de afazeres do dia a dia, todavia conversamos demais,
ela quis saber mais sobre meu namoro, falamos bastante sobre o matrimônio dela,
nossa maternidade e relação com nossas mães (como antigamente), e tudo isso me
fez um bem danado, provocou-me uma sensação de resgate e conforto. Marcele fez
parte de momentos de muita dor e outros de muita alegria da minha vida, fases
de insegurança a aprendizado que só ela viveu comigo, ao meu lado, e isso é
impagável e inesquecível.
Meu
noivo tem um amigo-irmão, o Pedro, eles são compadres. A amizade deles tem
quase o mesmo tempo que a minha com a Marcele; é lindo de ver e saber. Quando
Diego terminou comigo (há um texto sobre isso que um dia será publicado aqui),
Pedro foi uma das poucas pessoas (por insistência dele) com quem mais conversei
da maneira mais sincera que meu coração era capaz. Sempre tão cuidadoso com
tudo que eu estava sentindo e pensando, mas também constantemente preocupado
com a vida do amigo, com as escolhas dele, com a vida financeira entre outras
coisas. Ainda me emociono ao me lembrar das palavras do Pedro. Ele sempre nos
recebe muito bem na casa dele ou dos pais, ou em qualquer lugar em que nos
encontremos; trata-me com tanto carinho e consideração, tem um carinho enorme e
visível por meu filho e eu sei/sinto que isso é real e eterno.
São
essas amizades das antigas que quero para nós (Diego e eu), para nossas vidas,
até para fortalecer nosso relacionamento e enriquecer a história que estamos
escrevendo nesses quase três anos de namoro (sim, esse mês é nosso
aniversário!). Vínculos que têm (e proporcionam gratuitamente) amor,
fidelidade, positividade, risadas, partilha.
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