domingo, 22 de abril de 2012

PRAZO DE VALIDADE

Há tantas coisas dentro de mim... Tantos pensamentos, devaneios... No meio destes sentimentos, ideias e meditações, existe o elementar, o Amor.

O Amor não me faz divagar como a paixão. O Amor que eu sinto por ele há dez anos é único, sei que não sentirei novamente por outrem. Amor etéreo, mais forte que minha própria força, inabalável, porém alcançável.

Há quem diga que sou muito nova para fazer tais afirmações. Que não sei quase nada da vida. Dizem que podemos amar mais de uma vez na vida. Respeito-as mas discordo. Só eu sei como é este Amor e o que ele já foi capaz de fazer para conseguir ficar ao lado do ser amado. Ninguém mais sabe como sinto e o que ele causa dentro de mim.

É um Amor tão bonito, tão puro, indefeso. Amor que ocupa todas as minhas brechas, que me envolve por inteira. Alimenta-se de coisas mínimas e nem deveria mais estar vivo aqui dentro. Ora adormece, ora desperta e deixa-me tonta, fazendo-me suspirar profundamente.

Esse Amor foi inacreditavelmente rejeitado, posto em última posição. Recebeu indiferença, mentiras, os mais cruéis enganos, covardia. Colocado de lado como uma cadeira que atrapalha o caminho no meio da sala.

Lutei! Ah! Como lutei... Não o queria mais. Só enxergava a dor, dor física também. Fiquei cega para a beleza do Amor que passou a ser só meu. Apenas lágrimas, bastantes. Palavras proferidas com brutalidade que não saíam da minha cabeça. Ao fechar os olhos me lembrava imediatamente do duro golpe. Era como sentir a dor do parto normal que 90% das mulheres dizem ser a mais devastadora das dores.

Conversei com Deus, implorei a Nossa Senhora, apelei para São Lucas e São Pedro. De nada adiantou porque o Amor permanece aqui, intacto, maduro.

É um sentimento crescente e opulento. Juro que não faço nada para mantê-lo vivo, embora ouvir o nome, a voz ou ver de longe já sejam suficientes para o Amor renovar esperanças que já deveriam estar exterminadas.

Hoje fico feliz e agradecida a Deus por ser capaz de sentir algo assim, desprovido da vontade de ser recompensado. Sentimento à margem do tempo cronológico, sem prazo de validade.

Amemos! Amemos no mais alto nível permitido por Deus! E se formos presenteados com reciprocidade, agradeçamos a Ele esse privilégio, pois amar e ser amado é realmente uma graça!

“Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir...”

2 comentários:

  1. “O verdadeiro amor, nós carregamos para sempre”.

    Sam Wheat para Molly Jensen em “Ghost – do Outro Lado da Vida”.

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