quarta-feira, 18 de julho de 2012

O QUE FAZER ?


“Mesmo quando tudo pede
   um pouco mais de calma
   Até quando o corpo pede
   um pouco mais de alma
A vida não para.”

O que fazer...

Quando a libido supera a razão?
Quando o corpo grita?
Quando a vontade tenta descontrolar-nos?
Quando é frio lá fora e queimamo-nos por dentro?

Não conhecia isso e agora não consigo esquecer.
A culpa é sua. O que fazer?
  “Você acelerou minha calma.”

Aquele vinho se somava ao sabor
do nosso prazer.
Aquela caipirinha aumentava o calor
dos nossos corpos.
E tudo ardira.
E tudo excitara!

O que fazer agora,
que você não está mais aqui?
Como mandar embora tudo isso aqui,
já que você não virá mais?

Tem de haver uma saída.
Tem de haver uma maneira.
Onde está?
Quem sabe?

Ai que saudade!
Ai que vontade!
Mas não devemos.
Por que não?
Quem proibiu?

  “Tô com saudades de você, debaixo do meu cobertor
   De te arrancar suspiros, fazer amor
   Tô com saudades de você, na varanda em noite quente
   E o arrepio frio que dá na gente
   Truque do desejo
   Guardo na boca, o gosto do beijo.”

  “Tô com saudades de você, do nosso banho de chuva
   Do calor na minha pele, da língua tua
   Tô com saudades de você, censurando o meu vestido
   As juras de amor ao pé do ouvido
   Truque do desejo
   Guardo na boca, o gosto do beijo.”

Sinto-me presa ao que se foi,
ao que se viveu,
ao que se sentiu,
ao gosto,
ao cheiro,
à respiração.

  “Ando tão à flor da pele,
   Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser,
   Ando tão à flor da pele,
   Que a minha pele tem o fogo do juízo final.”

   Não sei o que fazer.
   Não devo fazer o que quero fazer.
   É ruim não fazer o que desejo fazer.

  “Um barco sem porto,
   Sem rumo,
   Sem vela,
   Cavalo sem sela,
   Um bicho solto,
   Um cão sem dono,
   Um menino,
   Um bandido,
   Às vezes me preservo noutras suicido.”

   E então, o que fazer?











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