Cabe falsídia no amor? Refere-se, aqui, àquele amor-cúmplice, amor-respeito, amor-cuidado. E então, é possível combinar desprezo com solicitude? Por quanto tempo consegue-se usar máscara?
Há ensejos em que um olhar divulga, milimetricamente, o que é sentido e pensado. Não obstante, as palavras têm a característica de verbalizar, com segurança, sentimentos e conjecturas, e também são capazes de manifestar aquilo que se deseja que o outro perceba, enxergue, sinta.
Uma vez que se possa entrever e exprimir, verdadeiramente, o que há dentro, por que encenar falsas ou meias verdades para outrem? Seja no amor-amigo ou no amor-amor, o mais coerente é manter-se unido À própria essência; ser o que é, sempre observando os riscos e arrostando as consequências.
Chega de astúcia! É chegada mais uma ocasião para abandonar-se o desejo de tomar posse da (s) pessoa (s), de dominar a relação ou situação! É dada mais uma oportunidade para mudar de lado e aliar-se ao respeito, à amizade, ao carinho.
Pode ser que uma ou cem pessoas acredite e afirme conseguir manter a anteface, ser uma pessoa dispare em cada local, porém, se faz necessário assumir que é desgraçada, que não tem momentos de paz.
Também é pertinente dizer que a todo instante a vida mostra a obrigação de fazer escolhas. Alternativas são apresentadas – dificilmente mais de duas. Ora escolhe-se com propriedade ora por desespero. Às vezes com a razão às vezes com a emoção. No entanto, a escolha tem de ser realizada.
Já que o amor existe e a amizade também é mais acertado ponderar, ceder, regar, depreender, dialogar e conviver com as mazelas e as imperfeições, sem optar por esconder-se, mascarar-se.
Escolhas... são sempre difíceis...
ResponderExcluirSempre soube, embora ultimamente estejam beirando a impossibilidade... É ruim de mais optar e não poder executar a escolha, por qualquer que seja o motivo.
ResponderExcluir